quinta-feira, 31 de julho de 2008

Walter Benjamin



Just Like Jackson Pollock é um dos meus temas preferidos. O do vídeo chama-se The Cannonball. O perfil myspace para ouvirem com melhor qualidade: www.myspace.com/iamwalterbenjamin

A imagem é gira. Blasé q.b.! Ideal para qualquer BCBG ouvir num qualquer C.B.G.B.!

Ignorar


Temos ouvidos e lemos...

Não podemos ignorar...

Música

Um final de tarde no Noobai. Domingo.

Rui Murka é o dj convidado e a viagem é refrescante.

L.O.V.E. you...

Inércia

Agosto. A Cinemateca está fechada. Sem programação. Reflexo de um país culturalmente inerte. Não vou para o Algarve e derivados. Não gosto de tirar férias em Agosto. Apetece-me trabalhar, apetece-me ver filmes, ir ao teatro, ver exposições. Não me apetece coçar os c*** !!! F.U.C.K.

Tam


Tam. Tum. Patapam. Tum. Tum. Tum. Tapatapatapa. Tom. Tam. Tum. Pum. Pam. Pum. Tim. Sim. Não.

Walk # 2

Por motivos alheios à minha esforçada compreensão não conseguia meter vídeos nesta cena. Agora voltei a conseguir por outras vias.

Hoje...

... acordei assim... indeciso... esquerda ou direita... com que fim? Para onde vou? O que faço? Volto para trás?
Imagem: fotografia de David Goldblatt, exposição Intersecções Intersectadas, Museu de Serralves

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Paralaxe

"(Do gr. 'mudança'). 1. Deslocamento da posição aparente de um corpo ou diferença entre as direcções em que se encontra o corpo, quando observado de pontos diferentes. 2. Astr. Ângulo sob o qual se veria, do astro, um comprimento convencional, que é o raio equatorial da Terra para os astros do sistema solar e o semieixo maior da órbita terrestre para as estrelas. Paralaxe de um astro. 3. Astr. Ângulo sob o qual se veria, do centro de um astro, o raio da Terra, no lugar de observação Paralaxe diurna de um astro do sistema solar. 4. Astr. Deslocamento angular aparente de uma estrela, determinado, respectivamente, pelo movimento anual da Terra em torno do Sol ou pelo movimento de translação do sistema solar no decorrer de um século. Paralaxe anual, secular de uma estrela. paralaxe trignométrica, a que se obtém directamente pela análise da variação anual da direcção de uma estrela, em resultado do movimento orbital da Terra. 5. Ópt. Mudança aparente da posição de um objecto, verificada quando um observador se move de um lado para o outro. 6. Ópt. Ângulo formado pelos eixos oblíquos de dois instrumentos apontados sobre um mesmo objecto e que varia consoante a posição do observador. 7. Ópt. Erro de leitura da escala graduada de um instrumento de medida, correspondendo a um desvio angular, provocado por uma visão oblíqua sobre a escala. Paralaxe do nónio." (in Dicionário da Língua Portuguesa)

Palimpsesto

Uma página manuscrita, pergaminho ou livro cujo conteúdo foi apagado (mediante lavagem ou raspagem) e escrito novamente, normalmente nas linhas intermediárias ao primeiro texto ou em sentido transversal. O termo deriva do grego antigo "riscar de novo".

Hoje...

... acordei a pensar nas obras de Sam Taylor-Wood...
... a repetição, a compulsão, o tempo, o registo, a perenidade da vida, a permeabilidade da matéria e da alma, a dissolução, erosão... hoje acordei mais T.R.I.S.T.E.
Imagem: Death Valley, Destricted

Meant...


... for mouvement em Lisboa... cidade e praia... em várias cores, o mesmo feitio...

Sono

"- Honra e respeito ao sono! É a primeira de todas as coisas! Evitai, pois, todos os que dormem mal e estão despertos durante a noite!
» O próprio ladrão tem respeito pelo sono: anda sempre furtivamente durante a noite. Mas a sentinela nocturna não tem qualquer respeito pelo sono e sem respeito usa a sua trompa.
» Dormir não é uma arte fácil: é necessário preparar-se para isso, velando todo o dia.
» Dez vezes durante o dia tens de te vencer: e isso provoca um bom cansaço e é um ópio para a alma.
» Dez vezes por dia ens de te reconciliar contigo mesmo: porque a luta é amarga e quem não está em paz dorme mal.
» É necessário que encontres dez verdades durante o dia, de contrário procurarás a verdade durante a noite e a tua alma ficará com fome.
» Dez vezes por dia tens de rir e estar alegre, de contrário de noite será perturbado pela tua digestão, essa causa de mal-estar" (Nietzsche, Assim falou Zaratustra)

Kiss


Nada tão simples. Nada tão intenso e marcante. Um quadro, uma pintura e uma imagem. Klimt e a Viena do final de 800 e início de 900. A Secessão e as rupturas. As novas formas de vestir. As tensões, as influências, a hipocrisia de uma sociedade, a decadência e a redenção. A vida íntima das obras de arte. Um programa no Canal 2 para todos verem, sem dificuldade. Antes, mesmo antes, chorava. A Anatomia de Grey, série cretina, fez-me chorar. Que ódio! Simple and stupid!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Uma questão

E se descobrissem petróleo em Portugal? Seríamos parecidos com Noruega ou com Angola?

Hoje...

... calções e chinelos...



A lover?

"No stress! No love at all! Acho-te piada também por seres comprometido. Não quero namorado. lol. Me myself and I."

... estou a ouvir Nina Simone, Don't let me be misunderstood ...

Hipnagógico

1. Que provoca o sono. Sonífero, Soporífero.
2. Que surge no momento anterior ao adormecimento.
3. Diz-se do sono que é acompanhado de alucinações.

Dificuldade

"É cada vez mais difícil, disse Bev Shaw certo dia. Mais difícil, mas também mais fácil. Uma pessoa habitua-se a que as coisas fiquem mais difíceis; uma pessoa deixa de se surpreender que as coisas extremamente difíceis fiquem ainda mais difíceis." (J. M. Coetze, Desgraça)

Ilha dos mortos

Um dos quadros mais influentes na história da pintura e na história da arte, em geral. "A Ilha dos Mortos", de Böcklin. Jonathan Jones escreve, no The Guardian, sobre a sua importância, sobre a falácia inerente a certas teorias e posições que tendem a separar a arte antiga da arte contemporânea.
"This is rubbish. Artists today are just as inspired by the image bank of the past as they have always been. Any serious art is a dialogue with predecessors".
A fotografia foi tirada por mim. Berlim.

Me?

"- Quer ir à minha frente? - e aponta para o cesto. - Tem poucas compras.
- Nem pensar, Elaine - responde ele, e depois sente algum prazer ao vê-la a colocar as compras em cima do balcão: não apenas o pão e a manteiga mas também as pequenas guloseimas que uma mulher que vive sozinha concede a si mesma - gelado de natos (amêndoas verdadeiras, passas verdadeiras), bolachas italianas importadas, tabletes de chocolate - e ainda uma embalagem de pensos higiénicos." (J. M. Coetzee, Desgraça)

... tirando os pensos higiénicos... well...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Vi e gostei...


... do Cavaleiro das Trevas, o mais recente filme da série de obras sobre o Batman, um dos meus super-heróis preferidos... o Joker é brilhante mas não só... as outras personagens prendem-nos ao filme... mais uma vez quem se lixou foram as minhas unhas... 2h40 a sofrer...

Violação

"Recorda-se de, em criança, investigar a palavra violação em notícias dos jornais, tentando descortinar o que queria dizer exactamente, imaginando o que a letra l, geralmente tão suave, estaria a fazer no meio de uma palavra tão horrível que ninguém a proferia em voz alta. Num livro sobre arte que estava na biblioteca havia uma pintura chamada A Violação das Sabinas: homens montados a cavalo com armaduras romanas, mulheres com véus e braços voltados para os céus, pranteando. O que tinha todo este cenário a ver com o que ele suspeitava que era uma violação: o homem deitado em cima da mulher, entrando por ela dentro?" (J.M. Coetze, Desgraça)

Um livro...


... e uma autora que adoro... uma inspiração, um ponto de partida... uma posição crítica... tão simples, tão incisivo, tão essencial...

Empacotar

"Photographs, wich package the world, seem to invite packaging. They are stuck in albums, framed and set on tables, tacked on walls, projected as slides. Newspapers and magazines feature them; cops aphabetize them; museums exhibit them; publishers compile them." (Susan Sontag, On Photography).

Padrão

T-shirt de uma amiga. Estrelinhas. Pequenas e grandes. Constelações. Prateadas num universo cor-de-rosa.

"Para dizer a verdade, há meses que anda a adiar o momento em que terá de enfrentar uma página em branco, em que terá de escrever a primeira nota e verificar aquilo que vale." (J.M. Coetzee, Desgraça)

Concorde


Uma ida matinal à praia. Um aniversário e uma piscina. Um início de noite no Noobai, a ver o sol cair e a ouvir os discos de um amigo. Conversas virtuais. Deito-me às 4h00 da manhã. Hoje... é, novamente, dia de dentista. Oh what a day...

sábado, 26 de julho de 2008

Acordei...


... assim... várias vezes... dormir e acordar, virar, voltar a dormir e a acordar... sonhar...

Xico


He's back. Passado 1 ano e ainda está vivo. O Xico veio passar duas semanas chez-moi. Desta vez, reservámos-lhe um plinto só para ele.

Contemplação?


Um acto de consciência.
Exposição David Goldblatt, no Museu de Serralves.

Apaixonar

"Como quem se apaixona. Será que os jovens ainda se aaixonam, ou ter-se-á esse mecanismo tornado obsoleto hoje em dia, desnecessário e antiquado como uma locomotiva a vapor? Está desactualizado, fora do contexto. Tanto quanto se sabe, apaixonar-se poderia ter saído de moda e regressado meia dúzia de vezes." (J. M. Coetzee, Desgraça)

Caminha...

... não corrras. À tua espera, numa esquina de Lisboa.


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Temperamento

"É assim o seu temperamento. E o seu temperamento não irá mudar, está velho de mais para tal. O seu temperamento está fixo, estabelecido. O crânio, e depois o temperamento: as duas partes mais duras do corpo.
Obedece ao teu temperamento. Não se trata de uma filosofia, não diria tanto. É uma regra, como a Regra de São Benedito.
Encontra-se em boa forma, tem a mente sã. É, ou tem sido, um erudito e a erudição continua a ser, intermitentemente, o seu temperamento, os seus meios emocionais. Será feliz? Sim, acredita que sim. Contudo, não esqueceu a última frase de Édipo: Nenhum homem é feliz enquanto não está morto." (J. M. Coetzee, Desgraça)

Correr!


Alfa, ida e volta. Visita às novas exposições do Museu de Serralves. Manuel de Oliveira. David Goldblatt e "Todas as Histórias", filmes da colecção da Fundação. Almoço com amigo. Conversas, críticas e fotografias. Chocolates. Chegada e corte de cabelo. Caracóis numa esplanada. Mousse. Chá e cama.

On it...

Pormenor de uma das várias fotografias de David Goldblatt, artista sul-africano em exposição no Museu de Serralves... vale a pena a visita.

Cortei...

... o cabelo mas não ficou assim...
imagem: Hedi Slimane, Rock Diary

Homem

"- O homem é uma corda estendida entre o animal e o SAuper-Homem: uma corda sobre o abismo.
» Perigoso é passar para o outro lado, perigoso ficar pelo caminho, perigoso olhar para trás, estremecer ou parar.
» O que há de maior no homem é que ele é uma ponte, e não um termo: o que se pode amar no homem é que ele é uma passagem e uma queda.
» Amo aqueles que só sabem viver arriscando a vida, porque são eles que passam para a outra margem.
» Amo aqueles que experimentam o grande desprezo, porque esses são os grandes adoradores e as flechas do desejo para a outra margem.
» Amo aqueles que não vão procurar atrás das estrelas uma razão de queda e de sacrifício: mas que se sacrificam à terra para que ela se torne um dia a terra do Super-Homem.
» Amo aquele que vive para conhecer e quer conhecer para que um dia viva o Super-Homem. E deste modo quer a sua perdição. (...)
» Amo aquele cuja alma é grande mesmo na adversidade e que um pequeno incidente pode fazer perecer: facilmente ele atravessará a ponte.
» Amo aquele cuja alma transborda, de tal forma que se esquece de si próprio e que todas as coisas estão nele: deste modo tudo conduz à sua perdição.
» Amo aquele que tem o espírito e o coração livres: pois a sua cabeça mais não é do que as entranhas do seu coração e será este que o conduzirá à perdição.
Amo todos aqueles que são como gotas pesadas caindo uma a uma de sombria nuvem susopensa por cima do homem: anunciam o clarão que há-de vir e morrem ao anunciá-lo." (Nietzche, Assim falou Zaratustra)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Meninos...


... do Rio... final de tarde... uma água gelada, o pôr-do-sol, amigos, uns bancos desconfortáveis... a minha geração... :(

T-shirt


Uma tiragem de 99 exemplares.
Série T-shirt "Collectors" da responsabilidade da revista PREF (www.prefmag.com).
"O artista como masturbador"

Evolução

"O autor como produtor"
aka
"O artista como etnógrafo"
aka
"O artista como frívolo"

Desfocar


Desfocar o mundo. O que vemos. As nossas convicções, certezas, posições. Deslocar os contornos para zonas indefinidas. Esbater. Miscegenar territórios, propriedades, qualidades e características. Ver a mancha e a sua dissolução, comunhão.
Desfocar: 1. Fazer perder a focagem. 2. Desviar do foco.
Perder a imagem. Focar o desfocar mantendo o desfocado. Fixar.

Hoje...

... acordei mais tarde do que devia... a noite prolongou-se em conversas e imagens...

Melhoras...

Gosto mais da versão "Acoustopia". Esta parece-se demasiado com outras coisas que já ouvi. Oh well... a letra é ideal para mim... "Road to revovery", dos Midnight Juggernauts...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Apetece-me...

... isto... mais ou menos...
... um prédio em Berlim fala sobre a minha ansiedade sobre ti...

Atitude:

LIVE FAST!
...
NEVER DIE!
...
ALWAYS YOUNG!!!
...

Cavalo?

Em 2004 ou 2005 ouvia esta música compulsivamente: "L.S.F.", dos Kasabian. Gostava de ter curtido com alguém a ouvir isto. Na altura, na precisa altura, não havia ninguém. E, hoje, o tema já não me parece assim tão especial. Arrepiava-me, motivava-me. Daquelas músicas que nos fazem acelerar o passo, com cabeça erguida, a achar que o mundo é nosso e que somos os maiores. Um misto de vítima com herói. Somos heróis. Heróis presos nas nossas circuntâncias. Mas deve ser por causa do verso "oh come on"! É que está mesmo a pedir atitude:

"I'm on it, get on it
The troops are on fire!
You know I need it, much closer
I'm treading just a little more
Step on it, electronic
The troops are on fire!
I'm much deeper, a sleeper
Waiting for the final trip

Come on it, get on it
I'm carving thru a letter bomb
I need it, like potions
These drugs are just an hour away
Come on it, electronic
A polyphonic prostitute, the motor's on fire
Messiah for the animals

Ahhh, oh come on!
We got our backs to the wall!
oh!
Get on!
And watch out!
Sayin', "You're gonna kill us all!"

I’m on it, get on it
The troops are on fire!
You know i need it, much closer
I’m treading just a little more
Step on it, electronic
The troops are on fire! I’m much deeper, a sleeper
Messiah for the animals

Ahhh, oh come on
Say, we got our backs to the wall
Get on, and watch out
Ah, Before you kill us all
Ah, oh come on
Say we got our backs to the wall
Get on, and watch out
Ah, before you kill us all
Ahhh... (fades out)"

... lindo... e afinal era tudo sobre cavalo!


Em casa...


... sou feliz... branco mais branco não há... "first class riot"...
.............
"There's a crowd talking loud but they ain't saying nothing
slow and stale weak and pale while we're running and laughing
cause there's something else something bright and pure
something that you've never felt before
something you can't touch something you can't see
you just don't believe
don't you die yet
first class riot
you can't buy it
first class riot
you don't know where to go still you point out directiions
black and white so uptight while we run for perfection
cause there's something else something bright and pure
something that you've never felt before
something you can't touch something you can't see
you just don't believe don't you die yet
first class riot you can't buy it first class riot..."
(The Tough Alliance, First Class Riot)

Hoje...

... acordei assim... por terra. Muito cansado.
imagem: fotografia de um das páginas no Rock Diary, Hedi Slimane

Fechada!

Fechada bem fechada, mais do que fechada, fechadíssima, fechadinha!!! Ufa...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Namban...


... comprei umas calças Namban... neste Verão e início do Outono aposto no look "miscegenação" ou "híbrido"... L.O.V.E. it!

Critics?

O Jonathan Jones do The Guardian escreve um texto sobre crítica e a sua suposta crise. Gosto do Jonathan Jones. As suas ideias reclamam método para a prática do crítico. Lembram-me as aulas de uma professora que tive na faculdade. A primeira que nos fez realmente olhar para o que víamos, sequencialmente, uma coisa depois da outra. A construção de grandes ideias e conclusões através de pequenos e reflectidos passos.

"(...) The high cultural standing of criticism 40 years ago started with the nuts and bolts. Critics in those days had a method. It was because the method was so lucid that what they said took on objective power. Criticism in the 1950s was based on the rigorous examination of word and image and only progressed from there, by careful, precise stages, towards larger questions of value and meaning.
At school, I was lucky enough to get taught English by someone still loyal to those methods. It's interesting how often, in writing about art, I now find myself remembering the simple procedure we followed when writing an essay on a Keats poem. You paid attention to the form of the verse, the images, gradually getting a richer sense of its language; what it was about and how good it was emerged from these precise matters of what was there on the page. This tradition of criticism has certainly influenced the way I think about art. But I wish its influence could be greater.
What happens now in professional criticism is that you start where you like, write about the object under study in any order and at any depth you fancy, and perhaps don't even give a single material fact about it. In other words, the idea of the critic today is not more modest but more arrogant - almost messianic - in its freewheeling claim to subjective authority. (...)" (Jonathan Jones, http://blogs.guardian.co.uk)

Galáxia

O novo vídeo dos Midnight Juggernauts, "Into the Galaxy". Adoro!

Hoje...

... acordei assim... a correr... imerso na demência...

Conceito?

"Belo é o que apraz universalmente sem conceito". (Kant, Crítica da Faculdade de Juízo)

A minha rua...

... é bonita, variada, com luz e sombra, tem cafés, supermercados, cabelereiros, padarias, antiquários, restaurantes... a minha rua é L.I.N.D.A. ...

Vigilância

Vigilância é um filme da filha do David Lynch, Jennifer. A surpresa foi grande. Esperava o lirismo do pai mas o que vi foi mais na linha dos Cohen. Uma violência americana que prima por um requinte intelectual. As pequenas coisas, os pequenos poderes, a moral do mal... Um filme que tem potencial para ser mais ainda do que é em termos formais. Narrativa bem desenvolvida. Foram-se as unhas e as peles dos dedos. Contorci-me, enervei-me, adorei.

Comunitário

"Em todos os juízos pelos quais declaramos algo belo, não permitimos a ninguém ser de outra opinião sem com isso fundarmos o nosso juízo sobre conceitos, mas somente sobre o nosso sentimento: o qual, pois colocamos no fundamento não como sentimento privado mas como um sentimento comunitário." (Kant, Crítica da Faculdade de Juízo Estética)

Hoje...

... é dia de fecho e o trabalho prolonga-se pela noite... roupa leve e fresca, calçado desportivo...
... um chocolate de leite, um galão e um pão de leite simples...
... leio Kant e Hal Foster... subo a Rua de S. Marçal e transpiro com a humidade...
... ligo a ventoinha e bebo água gelada...

Olhar

Uma distância. Não estar. Não ver. A ubiquidade. A tua. Sempre ali. Uma rua. Um campo minado de tentações. F.U.C.K.

Conversa...


... no msn... desligo e vejo o filme Closer... a construção e a desconstrução dos afectos... sou um desiquilibrado equilibrado... o afecto é uma projecção, uma representação, uma imagem, uma ilusão, um engano?

domingo, 20 de julho de 2008

Chegar...



... a casa é ver isto... trazer as compras do supermercado, as toalhas da praia, os livros, o iPod, passar pelos mesmos sítios... é ter rotinas que adoro, imagens que não quero perder, memórias que não posso esquecer... para continuar vivo... descer a Calçada da Estrela... adoro Lisboa...

Voltaram...


... ao activo depois de vários meses (anos?) esquecidos na gaveta... são lindos, são leves, dobram-se e encolhem-se... ideais para peles bronzeadas... os meus óculos-de-sol.... made in China...

Acabou...


... a concentração dos motoqueiros em Faro... em Lisboa vi os restos da demência (saudável)... enquanto comia um delicioso e cremoso bolo de morango do tradicional Frutalmeidas... ça c'est bon!!!

Hoje...


... também foi assim... praia depois de uma noite em Setúbal a ouvir dois dj's conhecidos, de muita humidade e chocolates de leite... o tempo não prometia mas a pele pedia areia e mar... o tempo abriu e ficou calor... a praia vazia...

Ideal

"Somente aquilo que tem o fim da sua existência em si próprio, o homem, que pode determinar ele próprio os seus fins pela razão, ou, onde necessita tomá-los da percepção externa, pode todavia compará-los aos fins essenciais e universais e pode então ajuizar também esteticamente a concordância com esses fins: somente este homem é pois capaz de um ideal da beleza; assim como a humanidade na sua pessoa, enquanto inteligência, é, entre todos os objectos do mendo, a única capaz do ideal da perfeição." (Kant, Crítica da Faculdade do Juízo)

... o ideal é possível?

sábado, 19 de julho de 2008

Hoje...


... foi assim... muito calor... algumas (muitro poucas) horas estendido ao sol, antes de ginásio, algum trabalho...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mamas...


... grandes? A televisão é a culpada...
Imagem: Barbra - Sleeping Single in a double bed, desenhos e histórias, 2005

Joachim...


... Schmid é um fotógrafo que mostra fotografias que foram deitadas fora. Vem no Público de hoje um artigo sobre os Rencontres d'Arles, grande evento sobre fotografia, este ano comissariado por Lacroix, e o destaque vai para este artista que se apropria das imagens que já não queremos, expondo as memórias dos gestos, os rasgões, a recusa, a permanência da imagem, do retrato... aqui a apropriação tem outro significado... são ready-mades mnemónicos, imagéticos... a imaginação liberta-se dos constragimentos da condição original... L.O.V.E. it!

Mês...


... quente... estamos em Julho de 2008 e a proposta é de Duarte Amaral Neto, para o caledário da revista L+arte: Sacha on the Beach, Cannes Maio 2006... está pendurado na minha parede... L.O.V.E. it...


Acordo...


... e vejo uns blogs. Descubro algumas novidades do mundo do design. O aproveitamento daquilo que existe. A modelação das formas, dos conceitos e das funções. Do gosto. A convergência. "Rien ne se perd, rien ne se crée, tout se transforme" (Lavoisier). Melt Project, do jovem designer Rui Pereira, é uma série de propostas que segundo o Designboom (www.designboom.com): began in a workshop called 'nothing is lost, nothing is created, everything is transformed...constantly' that was directed by the campana brothers and promoted through the vitra design museum. Designed by portuguese product designer rui pereira, the project has become an exploration in the life of a plastic garbage bag and how it can be transformed into alternative everyday objects".
..................
"Não pode haver nenhuma regra de gosto objectiva, que determine através de conceitos o que seja belo. Pois todo juízo proveniente desta fonte é estético; isto é, o sentimento do sujeito e não o conceito de um objecto é o seu fundamento determinante" (Kant, Crítica da Faculdade do Juízo).

Eu gosto muito!

Mais informações: www.ooo.com.pt

Hoje...


... ando com roupa fresquinha, fresquinha, fresquinha...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Há dias...

... em que apetece mandar tudo pelos ares...
Há dias que são estúpidos, enfadanhos, sem sentido. São mais um dia. Resigno-me. Sento-me. Peço uma limonada fresquinha. E espero pelo dia que vem.
Imagem: Mona Hatoum, Nature morts aux grenades, 2006-07 (Parasol Unit)

Captar...

... o que está... Larry Sulton cria imagens intrigantes... o belo desconfortável?
.......
"The Valley series focuses on the San Fernando Valley, where he grew up, and addresses the use of ordinary homes as sets for pornographic films. In Sultan’s large-scale color photographs, mundane objects — a roll of paper towels, a stack of dirty dishes — take on new weight, and suburban life becomes a symbolically charged backdrop. The project investigates the meaning of home and asks why the ideal of middle-class domesticity lends itself to this most curious form of cultural appropriation." (in www.sfmoma.org)

Hoje...

... acordei assim... anacrónico?
Wrong place, wrong time, right persons.
imagem: Denise Bellon (1902 – 1999), Mannequin by André Masson, 1938
Exposição Cosas del Surrealismo, Museo Guggenheim Bilbao

Quero...

... conhecer o Disco Bloodbath, em Londres, asap...
....................
"I can’t get over how amazing our crowd is. It’s not just people from the disco scene”, all of London’s tribes are there; There’s the fashion crowd, music heads, people that mainly go to gay clubs, or indie clubs or minimal clubs, there’s no one tribe that dominates our dance floor.I think a lot of people are fed up of what “club music” has turned into. " (in Ponystep.com)
www.myspace.com/discobloodbathdisco

Mijar

Bebo 3 litros de água antes de me deitar. Não durmo. Acordo várias vezes para urinar. Estou com cara de mijo.

Ilusão

... mai que tudo...

Hoje:


FRÁGIL
... é um dos sítios mais giros de Lisboa...
... e hoje toca Bruno Safara...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Empatia

Nunca vi o "Liebe ist kälter als der Tod" (Love is colder than death), do Fassbinder, mas por tua causa cheguei ao trailler e fiquei cheio de vontade de o ver. We L.O.V.E. you... mas isso tu já sabes.

Sintomas

Uma aula e um poema (Goethe?). Um diálogo:

- Estou perdido. Devo parar?
- Não. Se páras estás perdido.

E assim prossigo em frente. Nunca pensei lidar tão bem com certas coisas da vida. Siga! O que será... pode não ser.

Camboja

Calor. Muito calor. Uma ventoinha cheia de fitinhas. Os estores meio fechados. Calor. Os computadores do século passado. Caos e calor. Respiramos o ar que entra pela janela contaminado pelo monóxido de carbono. Respiramos e transpiramos. Fomos teletransportados para uma qualquer redacção no Camboja e ninguém nos avisou. Produtividade zero. F.U.C.K.

A vida das obras


Um esboço para a representação de um cálice de Paolo Ucello lembra-me a Gego. Paolo Ucello é um dos grandes artistas do século XV. Gego é uma das grandes artistas do século XX. Um programa de televisão no canal 2, A vida íntima das obras de arte, mostra-nos tudo aquilo que devemos saber sobre uma obra, o artista, o contexto, as formas, o conteúdo... levantam-se hipóteses e questões que garantem a actualidade de uma obra, de uma imagem, de uma ideia. Acessível a todos.

We walk...

... no Hamburger Bahnof Museum, em Berlim... exposição Wolfgang Tillmans...

Belo condicionado?


Uma solução para os festivais de música. Design funcional e necessário. Potencial crítico (para concertos muito maus, nada é desperdiçado). Para mais tarde recordar.

No armário?

"Gasp, horror! Banksy isn't a fictional character. His cover has been blown. He's an actual person who makes art. Worse than that, (...), he went to public school. He's middle class! He lived in suburbia! What did people expect? That just because he started with graffiti and grew into street art that he was some council estate hoodie with a knife? (...)

Perhaps in some way it's a good shift in people's perceptions of street artists and graffiti writers. They are not all naughty teenagers. Considering that scrawling on streets became popular in the UK in the 1980s, its not surprising that many street artists are closer to 40 than 15. They come from varied backgrounds and they make varied work. The question isn't who is Banksy. The question is who cares?" (Francesca Gavin, "So what if Banksy's cover has been blown?" in The Guardian).

Padrão...


... estou com riscas azuis e brancas... está calor e subo a Rua de S. Bento... transpiro e ouço Roísin Murphy, "You know me better"...

Beleza

"Há duas espécies de beleza: a beleza livre (pulchritudo vaga) e a beleza simplesmente aderente (pulchritudo adhaerens). A peimeira não pressupõe nenhum conceito do que o objecto deva ser; a segunda pressupõe um tal conceito e a perfeição do objecto segundo o mesmo. Os modos da primeira chamam-se belezas (por si subsistenres) desta ou daquela coisa; a outra como aderente a um conceito (beleza condicionada), é atrabuída a objectos que se encontram sob o conceito de um fim particular.
Flores são belezas naturais livres." (Kant, Crítica da Faculdade do Juízo).

... serei uma beleza livre ou condicionada? qual é o meu fim?

terça-feira, 15 de julho de 2008

Verdade?

"Oxoford Comma", dos Vampire Weekend.
Não fales comigo assim. Não tenho palavras para ti. Digo sempre a verdade. Não há truques. É o que é. Não mintas. Diz a verdade. Eu digo-te a verdade. Sempre? Que coisa tão tonta. Vou bazar. O calor queimou-me os miolos.

Devoluto...

... mas com sentido estético... quase a cair, mesmo quase...
... j'aime L.I.S.B.O.A. ...