sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Estou...

... com fome. Cansado, com imenso trabalho para acabar (começar), com saudades do sol e do calor. F.U.C.K.
Imagem: www.ponystep.com

Slave to love

Tell her i´ll be waiting
In the usual place
With the tired and weary
There´s no escape
To need a woman
You´ve got to know
How the strong get weak
And the rich get poor
SLAVE TO LOVE
You´re running with me
Don´t touch the ground
We´re restless hearted
Not the chained and bound
The sky is burning
A sea of flame
Though your world is changing
I will be the same
SLAVE TO LOVE
The storm is breaking
Or so it seems
We´re too young to reason
Too grown up to dream
Now spring is turning
Your face to mine
I can hear your laughter
I can see your smile
No I can´t escape
I´m a slave to L.O.V.E.

Na Polónia:

Museu do cartaz / poster.
Uma colecção surpreendente.

Ontem:

Foi um espectáculo "WASP" à portuguesa.
I want you and I'm slave to love!
Róisín Murphy no Coliseu dos Recreios.
Imagem: All of me

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Parar...


... e pensar. Descansar.
Comer chocolates de leite e ler em francês.
Fotografia: Peter Hujar

Hoje...


... cheguei a esta conclusão. I give up! Por agora...
Imagem: Cerith Wyn Evans

Um chocolate...

... de leite quente com cerejas.
Fui feliz!

A acontecer...

... em Varsóvia:
Exposições internacionais, Yoko Ono, Maio de 1968, artistas polacos dos anos 70, entre outras mais e menos interessantes.
O Leão de Ouro da Bienal de Arquitectura de Veneza foi para a Polónia, com o projecto "Hotel Polónia" (comprei catálogo).
Ainda, o ano Chopin em 2010 e muitos cds e publicações dedicadas ao grande compositor de origem polaca.
Artes do palco: vi e ouvi Giulio Cesare, de Haendel, com as vozes certas e instrumentos antigos, para pouco mais de 100 pessoas, numa pequena sala dedicada a este tipo de apresentações. E, acidentalmente, Faust, no Teatro Nacional de Varsóvia, encenada por Bob Wilson (que conheci). Não adorei!
Finalmente, uma ida a Lublin, pequena cidade perto da Ucrânia, onde conheci um grupo de teatro experimental comunitário, situado no campo, construído e estruturado a partir da mistura de referências clássicas, vernaculares e vocalizações surpreendentes... um universo cheio de ninfas e um mestre.
Varsóvia - Paris - Lisboa
Perco a ligação e fico várias horas num não-lugar a observar as não-pessoas.

Sobreviver

"Une formule trop célèbre proclame que les civilisations peuvent mourir. C'est entendu; la question qui se pose ici est un peu différente. Les sociétés peuvent-elles se survivre sans trace de civilisation, c'est-à-dire de style ou plutôt de grand style, de haute culture et de valeurs supérieures, dans une néo-barbarie? Le plus inquiétant, en référence à la vie organique et à la nature, ce n'est pas seulement la mort, c'est le vieillissement. Tout peut mourir: pas seulement les civilisations, mais les idées, les pays et les peuples, les classes elles-mêmes. Leur arrive-t-il comme au vivant de ne parvenir à leur terme qu'à travers la perte lente et fatale de leur vitalité, à travers la dégradation? Le quotidien serait-il le lieu di déclin? Ou celui des tentatives de rebondissement? Ou tantôt l'un tantôt l'autre, lieu de l'ambiguïté, du jeu et de l'enjeu?" (Henri Lefebvre, Critique de la Vie Quotidienne III)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Em Varsóvia...


... é tudo muito mais simples.
Simplicidade e charme: a fómula do sucesso!

Crise?

"A propos de la crise en général, une hypothèse rarement discutée mais qui a ses arguments, se profile à l'horizon. On parle toujours d'une 'fin de la crise', d'une issue ou de 'sortie de crise'. On parle de la juguler ou de la maîtriser. Ce que suggère d'ailleurs le mot 'crise', pris étymologiquement. L'hypothèse paradoxale, c'est que cette 'crise' ne se réduit pas à une période incertaine, entre deux périodes stables; au contraire: elle deviant le mode d'existence des sociétés modernes, à l'échelle mondiale. Ni la thèse d'une crise de l'économie et de la société, ni celle d'une crise de la bourgeoisie et de la classe ouvrière, ni celle d'une crise des classes moyennes en tant que supports relativement stables des institutions, ni la thèse très répandue d'une période critique pour les instituitions, les valeurs, la culture, - aucune de ces thèses ne rend compte de la situation, n'en révèle la gravité non plus que l'ampleur de la problématique. Ce qu'on nomme encore d'un terme devenu inadéquat - la crise . n'est-ce pas autrement profond et radical qu'une simple période difficile pour l'économie, la politique, l'éthique et l'esthétique? (...)

Il faut se faire à l'idée qu'une telle crise n'a plus rien de la 'crise' au sens classique, qu'il faut inventer sans cesse pour répondre aux situations. Inventer ou périr! il n'y a pas de solution définie ou définitive, pas de modèle à suivre mas une voie à ouvrir et à construire. (...) Elle indique la voie qui doit se frayer à travers les ruines. Il faut aussi se faire à l'idée paradoxale que cette crise n'est pas une maladie de la société mais dorénavant son état normal et sain. L'organisme fort n'est pas celui qui frileusement se replie, évite les risques et dangers, mais ai contraire celui qui les affronte, qui agit et réagit en conséquence. (Il est cependant vrai que l'analogie entre le social et l'organique ne peut être poussée au-delà de certaines limites)" (Henri Lefebvre, Critique de la vie quotidienne III)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Depois...


... de vários aviões... I'm back!
L.O.V.E. VARSÓVIA!
Quem é que foi o idiota que disse que era a cidade com menos estilo no mundo?
Let's keep the secret.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Amanhã?


Vou ali e já venho.
Imagem: Príncipe polaco Radziwill

Viagem

"O livro de História abre uma janela - para o pátio ou para o mar - em relação à vida fechada do trabalho-metro-cama. Cria um espaço de possíveis a imaginar ou a pensar acerca de si mesmo, sugere outras formas de existência, oferece saídas e uma linguagem objectiva a desejos prestes a partir para outros modos de relação, de trabalho, de festa, etc. É uma literatura de viagem, acreditada pelo facto de ser possível porque diz respeito a factos que existiram na realidade." (Paul Veyne)

Hoje...


... é assim...
I'm feeling DIAGONAL!
Imagem: Robert Longo, Men in the cities. Cindy

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Não!

Não quero saber das expectativas dos outros. Não correspondo. Não desisto mas não quero expectativas. Não correspondo, mais uma vez, não correspondo. Apetece-me desistir. Não insistir. Não. Não. Não.

Vou comer bolachas de chocolate compradas no Minipreço.

"(...) sou um homem que, desde a juventude, sempre esteve possuído da convicção profunda que o caminho mais fácil é, na vida, o melhor. Daí qe, embora pertencente a uma profissão proverbialmente enérgica, agitada, em certos casos até à turbulência, mesmo assim jamais permiti que coisa alguma dela invadisse a minha tranquilidade." (Herman Melville, Bartleby, O Escrivão)

"Don't give up" - canta Kate Bush ao Peter Gabriel (sempre gostei deste nome: Pedro + Gabriel, eu e pai, matrícula do meu primeiro carro). Nunca gostei muito das músicas do Peter Gabriel.

"J'ai les yeux secs et le coeur gonflé"
Não passa. Não passou. Não passará. Putain!

Neura


Lisboa parece desaparecer com a chuva...

Arte

"A compreensão destrói a acção, a acção depende de um véu de ilusões - eis o que nos ensina Hamlet, e que é bem distinto da desinteressante interpretação de Hamlet como sendo um sonhador que, devido a um excesso de reflexão e a um excesso de possibilidades, se mostra incapaz de agir. Reflexão não, isso não! - A verdadeira compreensão e o discernimento da terrível verdade têm um peso maior que qualquer motivo para a acção, tanto para Hamlet como para o homem dionísiaco. Quando já de nada nos serve qualquer consolo, o desejo atravessa o mundo em direcção à morte, para além dos próprios deuses; a existência, que se reflecte, reluzente, nos deuses ou num 'Além' imortal, é negada. Consciente da verdade por tê-la vislumbrado uma única vez, agora o homem vê apenas o horror e o carácter absurdo da existência; entende então o simbolismo do destino de Ofélia, entende então a sabedoria de Sileno, o deus das florestas, desgostam-no.
Daqui se aproxima, desta suprema ameaça da vontade, uma feiticeira redentora e salutar - a arte. Apenas ela pode transformar estes pensamentos de repulsa em relação ao horror e ao absurdo da existência em ideias compatíveis com a vida: são elas o sublime - o apaziguamento do horror através da arte - e a comédia - a libertação artística da repugnância pelo absurdo. " (Nietzche, A Origem da Tragédia)

Blow me!

Koons em Versailles.
Não é uma grande exposição. Tem algumas obras que activam a nossa percepção do espaço de forma conseguida (as que usam o espelho e reflexo) e outras que não batem a "bota com a perdigota". Koons e Versailles não jogam na mesma equipa. Um enorme mal-entendido dos comissários da exposição.

Hoje...

... inaugura Eco, de Vasco Araújo, no Jeu de Paume.
Uma nova instalação, com participação de André Gomes, André E. Teodósio, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Gustavo Boldt, Pedro Penim.
- "Sais.tu qui je suis?... Tun me connais?"

Reprodução

"Où et comment s'accomplissait la reproduction? Dans et par la famille? Dans et par l'Etat? Dans l'enterprise et seulement dans l'enterprise? Dans et par les classes moyennes? Dans la pratique sociale? Toutes ces réponses contenaient une parcelle de vérité mais restaient unilatérales et incomplètes tant que manquait une nouvelle analyse de la quotidienneté." (Henri Lefebvre, Critique de La Vie Quotidienne)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Horizonte próximo:


Tadeusz Kantor. Panoramic Sea, 1967
I love Poland!

Criticar!

"La connaissance ne se définit pas par sa 'pureté' espistémologique, mais par sa portée critique: la pensée est critique ou n'est pas (n'est que discours). Si le concept a des limites, la pensée critique n'en admet pas; elle s'attaque à l'existant, y compris ce qui passe pour sacré, intouchable, définitif: l'Etat, le parti, les dieux, le chef. Que ce qui peut résister résiste!" (Henri Lefebvre, Critique de la vie quotidienne, vol III, De la Modernité au modernisme (Pour une métaphilosophie du quotidien))

Hoje...

... acordei assim. Helpppppppp!
Imagem: Estudo para pintura, no Palácio de Versailles

Massa

"La foule fait naître en l'homme qui s'y abandonne une sort d'ivresse qui s'accompagne d'illusions très particiculières, de sorte qu'il se flatte, en voyant le passant emporté dans la foule, de l'avoir, d'après son extérieur, classé, reconnu dans tous les replis de son âme." (Walter Benjamin, Paris, Capitale di XIX Siècle)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Hoje...

... acordei a pensar que estava ali mas afinal estou aqui.
Em vez de pequeno-almoço à beira do Sena, passou a ser pequeno-almoço à beira da Poiais de S. Bento.

Interiores

"L'intérieur est l'asile où se réfugie l'art. Le collectionneur se trouve être véritable occupant de l'intérieur. Il fait son affaire de l'idéalisation des objects. C'est à lui qu'incombe cette tâche sisyphéenne d'ôter aux choses, parce qu'il les possède, leur caractère de marchandise. Mais il ne saurait leur conférer que la valeur qu'elles ont pour l'amateur au lieu de la valeur d'usage. Le collectionneur se plaît à susciter un monde non seulement lointain et défunt mais en même temps meilleur; un monde où l'homme est aussi peu pourvu à vrai dire de ce dont il a besoin que dans le monde réel, mais où les choses sont libérées de la servitude d'être utiles." (Walter Banjamin, Paris, Capitale du XIX Siècle)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Depois...


... disto, aqui estou outra vez. Já conto!
Koons em Versailles. L'amour, toujours l'amour.

domingo, 12 de outubro de 2008

Hoje...

... bem, hoje, escrevo, faço a mala, stress, stress, stress.
Até já, à bientôt...

Ontem...


... conheci a Rineke, a senhora que fotografou vários forcados portugueses. Vi a Nan Goldin a passar por mim e um senhor com umas tatuagens a saírem pelo pescoço, com camisa branca e fato cinzento que se chama Gardar Eide Einarsson. Oh what a night! Ellipse Roks!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Amanhã...



... The World is Yours!
Ai é? hummm

Hoje...


... acordei assim.
Agarrem-me senão caio!!!! Aiiiiiiiiii
Imagem: John Baldessari, The Duress Series: Person Holding onto Pole Attached to Exterior of Tall Building, 2003

Ilusório

"Pois há algo que, acima de qualquer outra coisa, deve ser claro para nós, para nossa humilhação e glorificação, a noção de que toda a comédia da arte não é representada para nós, para nosso aperfeiçoamento ou edificação, precisamente da mesma forma que nós não somos os verdadeiros criadores desse mundo da arte; mas podemos até, no que nos diz espeito, admitir que somos imagens e projecções artísticas para o verdadeiro criador do mundo, e que a nossa superior dignidade se encontra no significado das obras de arte - é apenas como fenómeno estético que a existência e o mundo são perpetuamente justificados -, pois é claro que a consciência do nosso significado pouco varia da consciência que os guerreiros pintados numa tela têm da batalha representada. O nosso conhecimento da arte é portanto completamente ilusório, porque nós, enquanto sijeitos inteligentes, não nos identificamos com o ser que, enquanto único criador e espectador da comédia da arte, prepara um divertimento perpétuo para si próprio. Ele sabe algo da essência eterna da arte apenas na medida em que o génio se funde com o artista original do mundo no acto de criação artística; pois nessa condição ele assemelha-se maravilhosamente à insólita imagem de conto-de-fadas da criatura que consegue rodar os olhos e olhar-se a si mesma; agora é simultaneamente sujeito e objecto, ao mesmo tempo poeta, actor e espectador". ( Nietzsche, A Origem da Tragédia)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Paris



Sim. Está quase.
E apetece tanto ou beaucoup!
Oh la la!

Correr...

Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Eu corro

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Outono / Inverno


O estilo é este!
E onde é que eu vou arranjar uns olhos azuis? aiiii

Hoje...


... acordei assim. Registo o mundo à minha volta: as conversas do café, as pessoas que passam, com mapas, com máquinas fotográficas. Olho para os carros e para os condutores irritados com o tempo que nunca têm. Como um pão de leite simples e bebo um galão de café de máquina. Abro um livro mas não me consigo concentrar.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tarantino



Uma curta-metragem imperdível. A Cabeça do Tarantino. As ligações, as repetições, os dominós, as teorias da conspiração. A tortuosa mente de Tarantino.

Repetir

"Se a repetição nos torna doentes, é também ela que nos cura; se nos aprisiona e nos destrói, é ainda ela que nos liberta, dando, nos dois casos, o testemunho da sua potência 'demoníaca'. Toda a cura é uma viagem ao fundo da repetição." (Giles Deleuze, Diferença e Repetição)

Ontem, voltei a ti. Repeti! Não me curei.

Castração



Alguém tem este filme?
The Holy Mountain, de Alejandro Jodorowsky, 1973?
Um Matthew Barney dos antigamentes.
A não perder!

Nós?

"Dizem o que dizem, sem ter opiniões; gostam do que gostam, sem escolher; têm o poder que têm, assim. São perversos por exclusão de partes.
Às vezes, reconhecem-se." (Alexandre Melo, "O Segredo", in Velocidades Contemporâneas)

Sim. Nós!

Mestrado?

No que me fui meter. Demênciaaaaaaaaaaaaaa :(

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Hoje...


... acordei assim. Heart of Glass!
uhuuhuhuhuhu

Fazer...


... muito com tão pouco. Um espaço quente cheio de gente e a música dos dias de sempre! I wanna be trash! Come as you are... As festas BlackSugo acabaram. Mas a vontade de ver aquelas pessoas reunidas mais vezes, eléctricas, aos pulos, não acabou! Please don't go! Some velvet night... Learn from us very much... Look at us but do not touch!
A Vanessa, o Vasco, o Nuno, o Gonçalo, a Margarida, o André, o Pedro, a Helena, o Diogo, o Tiago, a Catarina, o João, a Ana, a Patrícia, o Daniel e, claro, o Miguel e a Susana.


Mais fotografias: http://www.missdove.blogspot.com/

Nas bancas...


... o atelier de Rui Chafes e muitos textos para ler e imagens para ver.
E, ainda, o projecto Salad Days, da responsabilidade de Susana Pomba, especialmente concebido para a L+arte, sobre os 7 artistas ao 10º mês!
A não perder!!!!

Eu, outra vez

"A confusão entre vida e ficção, para além de enriquecedora, é também assaz saudável, porque permite desbloquear as limitações, vulgaridade e rusticidade das sociedades humanas disponíveis, e potencia a desmultiplicação de personalidade e a esquizofrenia criativa pela qual uma alma humana supera a sua quotidiana redução social." (Alexandre Melo, "O leitor caprichoso", in Velocidades Contemporâneas)

Se tempo para grande coisa. Escrevo, escrevo, escrevo... sem tempo para me reinventar, sem tempo para ficções. Estourado. Deito-me às 5 da manhã. Acordo cansado. Termino um texto. Praia e festas. A ficção ilude-me. A realidade aparece-me no final, às 8 da noite. Agarro-me ao pc e não o largo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Daqui...


... a uns dias: PARIS!

Hoje...


... acordei assim: exausto.
Imagem: Eugène Delacroix, Morte de Ofélia, 1853

Vazio

"Le résultat de mes journées est toujours le même: un désir infini de ce qu'on n'obtient jamais, un vide qu'on ne peut combler, une extrême démangeaison de produire de toutes les manières, de lutter le plus possible contre le temps qui nous entraîne, et les distractions qui jettent un voile sur notre âme; presque toujours aussi une sorte de calme philosophique, qui prépare à la souffrance et élève ai-dessus des bagatelles. Mais c'est l´imagination qui peut-être nous abuse encore là; au moindre accident, adieu presque toujours la philosophie! Je voudrais identifier mon âme avec celle d'un autre. (...)" (Eugène Delacroix, Journal. Pages Choisies)

Vazio. Encher chouriços. Sorrir. Olá aqui e ali. Há coisas que não combinam comigo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Hoje...


... acordei assim. Destapado, apenas com boxers, quase nu, a cama desfeita e com um leve pico na garganta. Abro as portadas de madeira e as janelas de vidro. Tomo banho, visto umas calças roxas, um t-shirt verde e uns All-Star cru. I-pod, Ray-Ban e um saco com livros. Cheio de sono. Subo a Rua de S. Bento. Olho para as montras dos antiquários. Chego ao Rato e compro um chocolate de leite.
Imagem: Jack Pierson

Capricho

"Ce qui me fait plaisir, c'est que j'acquiers de la raison, sans perdre l'émotion excitée par le beau. Je désire bien ne pas me faire illusion, mais il me semble que je travaille plus tranquillement qy'autrefois, et j'ai le même amour pour mon travail. Une chose m'afflige, je ne sais à quoi l'attribuer; j'ai besoin de distraction, telles que réunions entre amis, etc. Quand aux séductions qui dérangent la plupart des hommes, je n'en ai jamais été bien inquiété, et aujourd'hui moins que jamais. Qui le croirait? Ce qu'il y a de plus réel en moi, ce sont ces illusions que je crée avec ma peinture. Le reste est un sable mouvant.
Ma santé est mauvaise, capricieuse comme mon imagination. (...)" (Eugène Delacroix, Journal. Pages Choisies)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Hoje...


... acordei assim. Ou estás comigo ou estás contra mim!
Imagem: Collier Schorr

Metafísica

"Hegel zombava de Leibniz, porque este convidara damas da corte para fazer metafísica experimental passeando pelos jardins, a fim de verificar que duas folhas de árvore não tinham o mesmo conceito. Substituamos as damas da corte por polícias científicos: não há dois grãos de poeira idênticos, duas mãos que tenham os mesmos pontos notáveis, duas máquinas de escrever que tenham a mesma impressão, dois revólveres que estriam as suas balas da mesma maneira..." (Gilles DEleuze, Diferença e Repetição)

Não há dois beijos iguais.

Dia 2!

Quinta-Feira, depois de irem à inauguração da exposição do artista Pedro Gomes, na EDP, e dos 7/10, na Gulbenkian, passem pelo antigo Velvet, agora Agra: Andy Punch is back! 80's only...

I'm going!

Mais...



... um vídeo. This Boy's in Love, dos The Presets (lifelike remix), a partir de imagens de filmes de Jeff Stryker, um dos ícones da pornagrafia realizada entre seres / membros do mesmo sexo. Mesmo a calhar. Retalhos da vida.

Ginásio (dei-lhe bem nos biceps), arroz branco com atum (blergh), internet (apatia), e-mails (trabalho), conversas (flirts, trabalho)... ah well... não sou o Jeff, não tenho um carro encarnado (já tive um Fiat Uno), não tenho uma mãe na aldeia (tenho na Linha que é uma aldeia), nunca estive preso (há sempre uma primeira vez... visitem-me!)... mas sou giro como ele!