quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Hoje...

... será assim!
Despeço-me de 2008. Recebo 2009, em casa, juntamente com amigos.
Imagem: Bruce Weber, na Vogue Uomo, Dezembro 2008

Na minha casa-de-banho...

... podem ler:

"Mas não é verdade que as pessoas usassem a escadaria para fazer as necessidades, pois havia latrinas no pátio onde actualmente se situam as casas de banho. Nas festas ou bailes em que participava muita gente de Paris, chegavam a formar-se filas para usar os lavabos públicos e acontecia às vezes que burgueses ricos com mais pressa pagassem a criados de nobres até quatro luíses para poderem usar a latrina particular dos senhores que estes serviam. Não era só em Versalhes que se recorria ao bacio e à chaise percée; a maior parte das casas e dos palácios fizeram o mesmo até ao século vinte. Aquela que escreve estas linhas lembra-se bem de em 1923 chegar ao Palácio de Buckingham para ser apresentada à Rainha, depois de uma longa espera no jardim, tão frio, e encontrar apenas um bacio por trás de um biombo no vestiário das senhoras." (Nancy Mitford, O Rei Sol)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2009?


Pode ser. Ainda não sei. Mas acho que não quero começar 2009 a entrar numa vagina. Pode trazer muito azar.
2008 acaba com um jantar, arroz com pinhões e passas, acompanhado de cogumelos salteados com natas.

Confesso:

Estou aterrorizado com a ideia de poder apanhar gripe. Quero ficar em quarentena, isolado do resto do mundo, protegido... descubro, aos poucos, que os seres humanos metem-me nojo!

Hoje...

... acordei assim: no grau zero da evolução.
Estupidez glorificada.
Imagem: Jochen Lempert, Charles Darwin, 2004

Maliciosos

"Os Montemarts eram conhecidos por se expressarem de uma forma irresistível que infelizmente ninguém soube descrever com precisão. Quando ouviam as suas histórias, as pessoas quase rebentavam de riso porque eles sabiam modular as vozes para transmitir preguiça, languidez ou pesar, de modo a temperar a narração quer com exageros inesperados, quer com imagens cómicas. Entre eles, usavam uma linguagem privada. Eram maliciosos, mas de bom fundo; não tinham intenção de ferir; simplesmente gostavam de rir e possuíam ainda o extraordinário dom de fazer os outros brilhar." (Nancy Mitford, O Rei Sol)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pop:

Há dias assim. Apetece saltar. Queremos ser empurrados. Somos bonitos, ou giros, como dizem muitas vezes. Gastamos dinheiro em roupas e cremes e livros e em mestrados e jantares, cinema, molduras, flores e bonsais e ténis e mais livros e revistas... somos urbanos, somos giros, temos pinta, estilo, circulamos, vamos ao ginásio, vestimo-nos para ir ao ginásio, somos blasé quase sempre, temos óculos-de-sol e usamo-los durante o dia, com sol ou chuva. Mas... apetece saltar, apetece sempre saltar, cada vez mais.

A girl and me:

Cinema. Constituir um espaço imagínário. O que é a imagem fílmica? Quais são as suas propriedades? A técnica. Os seus dispositios. Teoria estruturalista/materialista dos anos 60/70. O espaço fílmico. O quadro da realidade. A plasticidade da imagem. Movimento e profundidade. Olhar. Hipertrofia da vista. Hiperrealidade. Capacidade performativa do olhar. Ambiguidade. A consciência do que se vê. O homem não vê. Há o espectador. Há a expectativa. Espessura. A ontologia da imagem Etérea. Fenomenologia. Eu?

Nas bancas:


Tar Magazine "is a new 300-page biannual art and fashion magazine started by BlackBook founder Evanly Schindler and Maurizio Marchiori of Diesel. (...) From the sounds of things, and with the names involved this is something big to look out for, some of those involved and listed as contributors are Neville Wakefield, Bill Powers (Purple magazine), Ryan McGinley, Julian Schnabel, Juergen Teller, David Sherry, Richard Prince, Terry Richardson, former Imitation of Christ designer Matt Damhave and Nate Lowman. Stay tuned. " QUERO!!!!!

Silence


Silencioso. A realidade anda aí. Quer ser legalizada, nacionalizada, institucionalizada.
O filme começa e desenvolve muito bem. Acaba sem saber como acabar.

domingo, 28 de dezembro de 2008

My desk


... @ home!
I'm working! Please do not disturbe...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Alone



Dois filmes. Um de terror e outro sobre o terror de não se saber o que se é e que se quer ser sendo que isso já é ser alguma coisa mesmo que nunca se sendo realmente.
Revi-me no espantalho do "Pântano" e na menina solteira e pobre do "Amigos com dinheiro". Gostei das compras no Jumbo lá do sítio, na possibilidade de ganhar dinheiro a limpar as casas dos outros e, sobretudo, na possibilidade de me apaixonar por alguém que é, secretamente, milionário.
Enquanto escrevo isto reparo que este blogue é tão, tão, tão estúpido...

Sábado

"É um dia tocado pela magia".
As ruas desertas, a chuva, os veios do asfalto, os percursos traçados.
Sábado é um dia triste.

Cerveja


Cunhada: com a mão na barriga
E que nome?
Irmão: Um Nome? Mas ainda não nasceu.
Cunhada: Então esperamos?
Irmão: Esperamos.
Gosto de esperar.
Cunhada: E depois um nome.
Irmão: E depois um nome
Cunhada: E qual o nome?
Irmão: Não sabes esperar?
Cunhada: Não. Diz-me o nome.
Irmão: Um nome meu e também teu
Cunhada: Um nome nosso.
Irmão: O nosso nome, Sim.
Beijam-se.
(José Maria Vieira Mendes, Outro Fim)

Não é facil manter a concentração no seguimento de frases, repetições, de palavras que puxam palavras, gestos e acções. O libreto para a Ópera Outro Fim, de José Maria Vieira Mendes, com música de António Pinho Vargas (que falhou no ritmo que o texto pedia), é brilhante, ao contrário daquilo que muitos diziam nos foyers, entre flutes e pastéis de nata. Fragmentos continuados que apelam para a essência daquilo que é ser humano, o nomear as coisas, os seres, o espectro de se ser qualquer coisa mesmo quando não se é nada. "Triste o meu coração/ mais triste no dia triste / todos os dias. / Todos os dias sem nada / iguais / um atrás do outro / como páginas, papel branco. / Andam eles mas eu / não. / Falta gente, / falta vida. Outra Vida" (JMVM). Ideias articuladas com cerveja, com estações do ano, disposições variadas, alternadas. O Inverno: "Duas figuras, uma tristeza / suposições de outra coisa / que se apagam em chuva." (JMVM).
A cenografia é brilhante. Tem luz, muita luz. Muitos reflexos. O eco é constante. O público é convocado e iluminado. O vazio das molduras pede para ser preenchido. Só vemos o que sabemos. A projecção é constante. As coreografias são tectónicas. Cada ser é um continente que se mexe e abala o outro, num jogo constante de "deixas" apanhadas e trespassadas. Perdemo-nos, aqui e ali, encontramo-nos numa frase, num conjunto de ideias: deriva existencial. Cada um define o seu fim. "Aquela distanciação imprecisa que não cede a nenhuma proximidade, e também não se desfaz com a aproximação, que não surge ostensiva e prolixa quando nos aproximamos, antes se erguendo mais fechada e ameaçadora diante de nós, é a distância pintada do cenário. É isto o que confere às imagens de palco o seu carácter inigualável" (Walter Benjamin, Rua de Sentido Único). Foi isto mesmo que senti. Não gosto de cerveja. Prefiro um galão!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Universal Strangers



É assim em qualquer parte do mundo.
Austrália e Turquia. Um bom filme (turco) e um outro filme (Austrália) mau, carregado com clichés, citações ou pseudo-referências do cinema clássico: um "southeastern" cheio de músculos e boas intenções.
Aqui e ali. Os beijos. A ausência. O regresso. O final feliz.

Mais uns...


... o melhor presente de Natal (quase o único): uns óculos-de-sol, uns Vans, transparentes, espelhados, "spicoli shades". A.D.O.R.O.!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal...


... simples, quase modesto. Poucos doces, uma simples mousse de chocolate, nada tradicional. Bacalhau cozido com couves e polvo. Frutos secos e pouco mais. Presentes simbólicos. Jantar na Linha e almoço em S. Bento. The End!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Crise?

Há uma pequena casa, a cair aos poucos. Há muitas pedras. Há um rio. Há outras casas. Há outras terras. Há sol e há chuva. Há o silêncio do rio. Há milhafres que nos olham. Há peixe. Há lobos e raposas. Há cereais. Há vinhas que morreram. Há memórias.
Se houver crise... há terra para cavar. Há o regressar.

Infinito

"Sendo o desejo do Homem Infinito, Infinita é a posse & ele próprio é Infinito" (William Blake, Sete Livros Iluminados)

Eu = Infinito

Este Natal...


... será assim, como sempre é! De um lado para o outro, pai, mãe, amigos, família, etc, etc...
"O Rei ficou encantado com o busto e encomendou uma estátua equestre de si próprio, em que Bernini poderia trabalhar à vontade quando regressasse a Roma. A estátua chegou a Versalhes cerca de dezanove anos mais tarde, tendo sido desembrulhada no laranjal. O Rei detestou-a. Orgulhava-se da sua habilidade na equitação e achou que o tinham retratado como se não soubesse sentar-se na sela. Quis destruir a estátua. Mas acabou por mandar Coysevox fazer algumas alterações de modo a que esta parecesse representar não o Rei Sol mas um imperador romano, e, depois, relegou-a para o fim da Pièce d'Eau des Suisses, onde ainda hoje permanece, com uma beleza gloriosa, apesar da proximidade da linha do comboio, do lixo e dos graffitti dos plebeus de Versalhes. Devia ser mais visitada." (Nancy Mitford, O Rei Sol)

Eu = Estátua Equestre

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Para o Natal...


... para a crise, para o país, para os desempregados, para os deseperados, para os gajos e gajas no armário, para os monárquicos e republicanos, comunistas e católicos, cavaquistas e guterristas...

No MNAA:

Rembrandt, Titus sentado à secretária, 1655
Directamente do Museu Boijmans Van Beuningen, Roterdão. A não perder...

Solidez

"Il ya a une infinité de conduites qui paraissent ridicules, et dont les raisons cachées sont très sages et très solides". (La Rochefoucauld)

News

"When political power begins to look less like a tank and more like your best friend, where do you look to locate the sources of its authority, and how do you articulate new, flexible modes of resistance?" (Julieta Aranda, Brian Kuan Wood, Anton Vidokle, Editorial)

Blind date

"Confesso que esta ideia de me encontrar, de repende, dentro dum automóvel, ao lado do dr. Salazar, com quem nunca falei, não me seduz lá muito. Falta-me o balanço, a perspectiva, o arrastar da cadeira, a trincheira da secretária, os objectos expostos, todas as defesas e ferramentas do entrevistador que tem alguma prática do seu ofício. O automóvel obriga a um contacto brusco, imediato, sem transições nem gradações, a acção logo no primeiro acto, no princípio do capítulo..." (António Ferro, Salazar, o homem e a sua obra)

Há dois anos, entrei num carro desconhecido, tremi. Acordei no Guincho, com o sol da manhã, sem t-shirt, calças desapertadas, descalço e um corpo ao meu lado, meio nu, meio arranhado, desgrenhado. Num porta-bagagens de uma carrinha. Foi brusco, imediato, sem transições nem gradações, a acção logo no primeiro acto. Foi o início e o fim de um capítulo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

Pessoa amada

"Afirma-se ter sido feita a seguinte experiência: se amarmos alguém, ou mesmo se estivermos apenas intensamente ocupados com ele, encontramoso seu retrato em quase todos os livros. Sim, ele surge como protagonista e antagonista. Nos contos, romances e novelas, aparece em metamorfoses sempre diferentes. E daqui resulta que a faculdade da fantasia é o dom de inserir no infinitamente pequeno, descobrir em cada intensidade a extensão da sua nova plenitude condensada, em suma, tomar cada imagem como se fosse um leque fechado que só ao desdobrar-se pode tomar fôlego e com a nova dimensão apresentar no seu interior os traços da pessoa amada." (Walter Benjamin, Rua de Sentido Único)

Vejo-te em tudo, ainda, e, quem sabe, para sempre.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

The escapist?


... assim de repente: apetece-me fugir ou uma coisa do género.
Alguém tem comprimidos?

Fragmentos

Os irlandeses têm má relação com a língua inglesa: Joyce, Beckett... Derrida diz que um escritor é sempre um estrageiro na sua língua.

Benjamin privilegia o tempo cheio, aquele tempo que é cheio de expectativa, de transmissão e esta concepção de tempo leva-o a uma ideia de História que não é espacial, nem causal. A uma História que implica o gesto humano de olhar para trás. Eterno presente (Zenão).

Reflexão? Pensamento pensa-se a si próprio. Pensar do pensar. Para Fichte é o acto de afecção de um pensamento em relação a si próprio, desdobrando-se em pensamento. Pensar sobre si próprio é um procedimento infinito. Desdobramento e infinitude: a mim lembra-me a imagem de um espelho colocado perante outro espelho. O acto de pensamento é sempre forma. Espaço e tempo são formas da nossa sensibilidade.

Rascunho universal.

Desenho e apetite. O corpo vem da matéria. Da matéria? Mas de onde é que vem a matéria? In media res. O início não interessa. Tudo começa no meio.

E hoje...

... descobri que ainda gosto de ti!

The winner...


... takes it all!
Este é o soundtrack desta semana e serve para tudo... amor, trabalho, vida, arte, beleza... ah well... I don't wanna talk... It's hurting but it's not yet history... Se me virem daqui a 20 anos, numa ilha grega, bronzeado, em estilo neo-hippie chic, esquecido pelo mundo, não fiquem com pena. Estarei, de certeza, muito feliz (mesmo sem companhia)!
Me, myself and I!
Eu, a areia, o mar e o sol.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mnemosyne

O muro das lamentações. Quase três anos de memórias.

Liberdade?

"Autoridade absoluta pode existir. Liberdade absoluta não existe nunca. Quando se procura aliar o conceito de liberdade ao conceito de progresso comete-se um erro grave. A liberdade vai dimunuindo à medida que o homem vai progredindo, que se vai civilizando. Desde o homem primitivo, absolutamente livre no mundo da sua floresta, ao homem de hoje, que obedece a sinais, obrigado a seguir, nas ruas duma cidade, pela direita ou pela esquerda, quanta distância percorrida, quantos progressos realizados... Entreguemos, pois, a liberdade à autoridade, porque só ela a sabe administrar... e defender. A liberdade que os individualistas pedem e reclamam é uma expressão de retórica, uma simples imagem literária. A liberdade garantida pelo Estafo, condicionada pela autoridade, é a única possível, aquela que pode conduzir, não digo à felicidade do homem, mas à felicidade dos homens..." (Salazar, entrevista a António Ferro, in António Ferro, Salazar - o homem e a sua obra)

Leituras de um mestrado...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Passei o dia...


... assim! À procura de um milagre.
Apareceu um. Faltam todos. Passo a passo, grão a grão...

Lamentar?

«Ó Nuvem pequenina», disse a virgem, «quero que me digas
Porque não te lamentas quando numa hora te desvaneces:
Pois procuramos-te, mas não te encontramos; ah, Thel é como tu.
Eu passo, mas queixo-me, e ninguém ouve a minha voz.»
(William Blake, O livro de Thel)

Fim?

Está quase. Estamos a lutar.
Não durmo, não como, não f...!
Imagem: William Powhida and Jennifer Dalton, Card #5, 2008

Ideias para hoje

"Le luxe est la discipline de la prospérité." (André Gide)

"Et vous, conspirez à la joie
Amours, jeux, ris, grâces, plaisirs
Et que chacun de vous s'emploie
A satisfaire ses désirs" (Racine)

Esta semana...

... estou assim!
Imagem retirada do site The New Yorker e que ilustra artigo sobre a crise na imprensa.

A ler:

There’s no mystery as to the source of all the trouble: advertising revenue has dried up. In the third quarter alone, it dropped eighteen per cent, or almost two billion dollars, from last year. For most of the past decade, newspaper companies had profit margins that were the envy of other industries. This year, they have been happy just to stay in the black. Many traditional advertisers, like big department stores, are struggling, and the bursting of the housing bubble has devastated real-estate advertising. Even online ads, which were supposed to rescue the business, have declined lately, and they are, in any case, nowhere near as lucrative as their print counterparts.

(...)

Newspaper readership has been slowly dropping for decades—as a percentage of the population, newspapers have about half as many subscribers as they did four decades ago—but the Internet helped turn that slow puncture into a blowout. Papers now seem to be the equivalent of the railroads at the start of the twentieth century—a once-great business eclipsed by a new technology. In a famous 1960 article called “Marketing Myopia,” Theodore Levitt held up the railroads as a quintessential example of companies’ inability to adapt to changing circumstances. Levitt argued that a focus on products rather than on customers led the companies to misunderstand their core business. Had the bosses realized that they were in the transportation business, rather than the railroad business, they could have moved into trucking and air transport, rather than letting other companies dominate. By extension, many argue that if newspapers had understood they were in the information business, rather than the print business, they would have adapted more quickly and more successfully to the Net.

(...)

Usually, when an industry runs into the kind of trouble that Levitt was talking about, it’s because people are abandoning its products. But people don’t use the Times less than they did a decade ago. They use it more. The difference is that today they don’t have to pay for it. The real problem for newspapers, in other words, isn’t the Internet; it’s us. We want access to everything, we want it now, and we want it for free. That’s a consumer’s dream, but eventually it’s going to collide with reality: if newspapers’ profits vanish, so will their product.
Does that mean newspapers are doomed? Not necessarily. There are many possible futures one can imagine for them, from becoming foundation-run nonprofits to relying on reader donations to that old standby the deep-pocketed patron. It’s even possible that a few papers will be able to earn enough money online to make the traditional ad-supported strategy work. But it would not be shocking if, sometime soon, there were big American cities that had no local newspaper; more important, we’re almost sure to see a sharp decline in the volume and variety of content that newspapers collectively produce. For a while now, readers have had the best of both worlds: all the benefits of the old, high-profit regime—intensive reporting, experienced editors, and so on—and the low costs of the new one. But that situation can’t last. Soon enough, we’re going to start getting what we pay for, and we may find out just how little that is.
(The New Yorker, James Surowiecki)
www.newyorker.com/talk/financial/2008/12/22/081222ta_talk_surowiecki

Diferença

"Les particularités se définissent par la nature et par le rapport à cette nature de l'être humain (social). Elles constent en «réalités» biologiques et physiologiques, données et déterminées: ethnies, sexes, âges. Naître blanc ou noir, petit ou grand, avec des yeux bleus ou sombres, c'est une particularité. De même, naître en Afrique ou en Asie. Quant aux différences, elles ne se définissent que socialment, c'est-à-dire dans les rapports spécifiquement sociaux. A l'inverse de la particularité, la différence ne s'isole pas; elle prend lieu et place dans un ensemble. Les particularités s'affrontent dans des luttes qui traversent l'histoire et qui sont simultanément des luttes d'ethnies, de peuples, de classes ou de fractions de classes. C'est au cours de ces luttes que des particularités naissent les différences: elles émergent, cette émergence impliquant une certaine connaissance et une certaine conscience des autres à travers les rapports conflictuels - comportant dès lors des valeurs comparativement acceptées. Les particularités spontanées et naturelles ne disparaissent pas purement et simplement. Modifiées, transformées au cours des confrontations, elles s'intègrent à ces différences, que l'on ne peut pas dire uniquement culturelles". (Henri Lefebvre, Critique de La Vie Quotidienne)

Férias? Sempre!


Depois do documentário, o filme baseado nos factos reais, naqueles mesmo verdadeiros, objectivamente ficcionados... :)))

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Mood:

É suave, vem aos poucos, mas quer ficar. Um bocadinho hoje, amanhã outro. Obriga-nos a repensar aquilo que era, aparentemente, seguro, estável e que nos definia nos gestos mais comuns e banais. Não está a ser fácil. É angustiante e desconcentra. Olho para o lado Não sou o único a conhecer esta personagem. Chama-se C.R.I.S.E.
Imagem: Zoe Leonard, Analogue 1998-2007

Outro Fim?

É uma Ópera, de António Pinho Vargas, com Libreto de José Maria Vieira Mendes. A encenação e espaço cénico são da responsabilidade de André e. Teodósio em parceria com Vasco Araújo. Dia 20 e 21, na Culturgest, Lisboa.

A plasticidade das palavras num obra a não perder!!!
EU VOU!

Hoje...


... adormeço a ouvir a voz de Sean Penn, a falar sobre Dogtown e os Z-Boys.
Skaters e surfistas nas margens de uma sociedade em crise, ali mesmo onde a Route 66 termina: Venice Beach... the remains of a day!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A técnica do crítico em treze teses

"I. O crítico é um estrategista na batalha da literatura.
II. Quem não for capaz de tomar partido por uma das partes deve calar-se.
III. O crítico nada tem em comum com o comentador das épocas de arte do passado.
IV. A crítica tem de falar com a linguagem dos artistas. Porque os conceitos do cenáculo são senhas. E é apenas nas senhas que ressoa o grito de guerra.
V. A «objectividade» tem de ser sempre sacrificada ao espírito de partido, se acaso o assunto da batalha for digno disso.
VI. A crítica é uma questão moral. Se Goethe não reconheceu Hölderlin e Kleist, Beethoven e Jean-Paul, isso em nada diz respeito à sua compreensão da arte, mas sim à sua moral.
VII. Para os críticos, os seus colegas são a instância máxima. Não o público. Muito menos a posteridade.
VIII. A posteridade ou esquece ou confere fama. Só o crítico julga diante do rosto do autor.
IX. Polémica é destruir um livro em poucas frases. Quanto menos foi estudado, melhor. Só quem sabe destruir é que sabe criticar.
X. A verdadeira polémica trata um livro com tanto carinho como um canibal prepara para si um bebé.
XI. O entusiasmo pela arte é estranho ao crítico. Na sua mão, a obra de arte é a arma branca na batalha dos espíritos.
XII. A arte do crítico in nuce: criar chavões sem trair ideias. Os chavões de uma crítica insatisfatória vendem os pensamentos à moda e ao desbarato.
XIII. O público tem sempre de sofrer a injustiça e, no entanto, sentir-se invariavelmente representado pelo crítico."

(Walter Benjamin, Rua de Sentido Único)

Li. Não sou crítico.

I love Rita GT


RitaGT
17 de Janeiro a 28 de Fevereiro 2009
Reflexus Arte Contemporânea
Porto

Um jogo...

... ganho. Desenhos, mímica, sons, risos, sons, mímica, dados, risos, gritos, caras chateadas, caras alteradas, expressões múltiplas, bolo de morango, sonhos, tostadas de tomate, dados... vencemos, por pouco.

Acordar e assinar. Mais dois meses.

sábado, 13 de dezembro de 2008

No meu...


... frigorífico: somos Futuristas!

A propósito de...

"A pessoas que estão encurraladas neste país perderam a percepção dos contornos da pessoa humana. Todo aquele que seja livre lhes parece um extravagante." (Walter Benjamin, Rua de Sentido Único)

... uma conversa com um amigo, ao telefone, no Sábado, mesmo antes de adormecer. Os tempos encurralam-nos na impossibilidade de desenvolver sonhos que queremos possíveis. Queremos ser livres para dizermos "Ela tem fogo no cu"!

Jogo...

Jogo de cintura.
Are you ready?

Para trás...

"O que é que fica resolvido? Não ficarão para trás todas as questões da vida passada, como uma ramada que nos impede a visão? Não pensamos em cortá-la, nem sequer em debastá-la. Passamos adiante, deixamo-la para trás e, à distância, ela é de facto mais abarcável, mas também mais indefinida, mais sombria e mergulhada em enigma." (Walter Benjamin, Rua de Sentido Único)

Hoje...


... acordei mais ou menos assim. Paralisado pelo contexto que me envolve. Não quero ver! Não me obriguem a olhar para a realidade. Desapareçam. Desapareço.
Crolar. Acabar, Desmontar. Terminar. Assumir. Partir. Começar. Recomeçar. Construir depois de desconstruir. Ir. Pensar. Sair. Entrar. Ficar. Morrer. Morri.
Telefonemas e reuniões. Chove. Vou ao cinema. Vejo um filme. A terra está à beira do abismo. Mudança. Leio Walter Benjamin. Morreu a fugir. Matou-se nos Pirinéus. Nada se destrói, tudo se transforma. Um pão de leite e um chocolate. Ouço "First Love". Não penso nisso. Apanho chuva nos óculos-de-sol. Vou ao ginásio.
Imagem: Fotografia tirada ao postal Culturgest, "Outro Fim"

A propósito:

"Um estranho paradoxo: as pessoas, quando agem, têm em mente o interesse privado mais mesquinho, mas ao mesmo tempo, no seu comportamento, são mais do que nunca determinadas pelo instinto das massas. E mais do que nunca, o instinto das massas tornou-se errado." (Walter Benjamin, Rua de Sentido Único)

A propósito da crise e das atitudes de uns e outros.
GET REAL!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Hoje...

... é assim! Uma manhã a ouvir buzinas de condutores impacientes, um telemóvel que não parou de tocar, um pequeno-almoço perturbado pelo barulho da televisão, mais um pequeno-almoço com dois amigos (polaco e moçambicana), mais um almoço com italianos, mais o mestrado, mais textos para acabar, mais reuniões sobre a crise, mais... mais nada! D.E.A.T.H.!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Futurismo Suave

"Eu não compreendo, de modo algum, a saudade doentia das outras épocas, a nostalgia das idades mortas, certa ronda de fantasmas, lamurienta e sinistra que anda para aí - fox-trot de esqueletos mutilados... Ter saudades dos séculos que morreram é ter vivido nesses séculos, é não ser de hoje, é ser cadáver e andar a fingir de vivo..." (António Ferro, A Idade do Jazz-Band)

António Ferro, um moderno... e homem do regime.
Ler Walter Benjamin, ouvir Cat Power, Foals, Vampire Weekend... as noites são assim: Tranquilas, por enquanto.

Esta tarde...


... a banda-sonora é assim... blasé, um pouco angustiante, repetitiva, expira, inspira, de incerteza sobre o futuro.

Trabalho / Génio

"Para os grandes, as obras acabadas têm menor peso que os fragmentos cujo trabalho se arrasta ao longo das suas vidas. Porque só o mais fraco e disperso encontra a incomparável alegria no concluir, e deste modo se sente novamente devolvido à vida. Para o génio, toda e qualquer interrupção, tanto os duros golpes do destino como o brando sono, imerge no próprio labor da sua oficina. E ele traça a sua influência nos fragmentos do seu trabalho. «Génio é labor»." (Walter Benjamin, Rua de Sentido Único)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Final do dia...

... e é assim.
Um texto escrito, mais outros tantos menos importantes, mais duas reuniões, mais pensar e penar.
A beleza vai-se...
Imagem: Martin Klimas, Amaryllis IV, 2007

A propósito...

... de um texto que escrevi sobre Sara Santos, na L+arte, deparei-me ontem (too late) com este excerto de um texto de Susan Sontag sobre Walter Benjamin e o seu fascínio por dois grãos de trigo, expostos no Museu Cluny, em que uma alma afim havia escrito toda a Shema Israel:

"Miniaturar é tornar portátil, a forma ideal de possuir coisas para um viajante ou um refugiado. Benjamin era, desde logo, ao mesmo tempo, um caminhante em jornada e um coleccionador esmagado por coisas, quer dizer, pelas paixões. Miniaturar é ocultar. Benjamin era atraído pelo extremamente pequeno, como por tudo aquilo que era preciso decifrar: símbolos, anagramas, escritos. Miniaturar significa tornar útil. Pois aquilo que fica grotescamente reduzido é, num certo sentido, libertado do seu significado, a sua parcimónia é o seu traço mais notável. É, ao mesmo tempo, um todo (quer dizer, algo de completo) e um fragmento (muito reduzido, a escala errada). Torna-se assim objecto de desinteressada contemplação ou fantasia. O amor pelo que é pequeno é uma emoção infantil, colonizada pelo surrealismo". (Susan Sontag, "Sob o Signo de Saturno", in Walter Benjamin, Rua de Sentido Único e Infância em Berlin por volta de 1900)

Espreitar

Miguel Soares, na Culturgest, Lisboa.
Aquelas formas e imagens não me afectam muito. Nunca gostei muito de jogos de computador e de imagens feitas a partir de bites e compostos do género.
Mas...
Bem montada, a exposição trabalha sobre um outro nível ou forma de performatividade que me interessou e que justificou as duas horas que ali estive a olhar para o olhar do outro. Alguém que espreita da janela para uma cena de porrada, alguém que regista o impulso de ver um carro acidentado... e, por outro lado, alguém ou obras que nos mostram desempenhos, do próprio artista em jogos de computador, ou de uma qualquer civilização no jogo da vida.
Projecções e realidades, tudo menos virtuais.

Acordei a ler:

1.I don’t believe in playing around much with suit cuts. I like a fairly classic shape that gives a man strong shoulders, a fitted waist, and long legs. Classic simplicity always works.

2.Someone who is secure enough to be very present when relating to another person is sexy. In other words, a good listener always lands who he wants.

3.When mixing patterns, don’t think about it too much—just throw it together.

4.I hate the trend of short suit jackets. When a man’s butt is showing below the bottom of his jacket, I think it makes him look like a female flight attendant from the back—not my idea of sexy.

5.With jewelry, I actually like bracelets more than anything else, but they have to be small and simple. Cary Grant always wore a simple gold bracelet with his watch, and I think that was very chic.

6.If you’re careful not to overuse Botox, then yes, why shouldn’t you use it? A little bit of it between the brows can make you look less stern and more approachable. Who needs to frown, anyway?

7.Just like girls need to learn to be comfortable in heels before they go out in them for the first time, a man should try wearing a suit throughout a normal day. I do most things in a suit—and sometimes even in a tuxedo—and so I’m really comfortable in one.

8.When it comes to grooming, keep earwax out of the ears and keep stray hairs and flakes of skin in check and you should be good to go. In the morning, I put ice cubes on my eyes and use lots of Visine.

9.Time and silence are the most luxurious things today.

10.There’s one indulgence every man should try in his lifetime: If you’re straight, sleep with a man at least once, and if you’re gay, don’t go through life without sleeping with a woman. Either way, you might be surprised at how natural it will feel if you can get past the mind-fuck of stereotypes. In the end, it’s just another person that you are relating to in a physical way.

As regras para se ser realmente estiloso, segundo Tom Ford. L.O.V.E. IT

Afinal...

... ODEIOOOO O MESTRADO!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Crítico

Seria qualquer coisa como isto:
Ele que é ela que é ele.
Tutto una questionne d'attegiamento.
OUI! C'EST PAS MOI! :P
Imagem: Ves Pitt's, La John Joseph, 2008
Christopher Henry Gallery


Antigos e Modernos

"Novo e Moderno nascem por relação ao que é Antigo, no momento em que esse Antigo é tematizado, isto é, reconhecido como tal. A oposição, para se tornar fértil, e deixar de ser um falso conceito, uma crosta fixada, dura, impenetrável, sobre a pele das coisas, dos seres e das nossas próprias disposições anímicas, deve conter a descoberta da pertença recíproca de cada um dos extremos. Uma descoberta dessas é uma empresa do espírito." (Maria Filomena Molder, O eterno motivo)

Hoje...



Penso sobre o espaço do desenho.
It's alive!

Melancólico?

"A dissimulação e o segredo parecem ser uma necessidade para o melancólico. Tem relações complexas, muitas vezes veladas, com os outros. Estes sentimentos de superioridade, de incapacidade, de sentimento frustrado, de não ser capaz de obter o que se quer, ou sequer de lhe dar um nome apropriado (ou consistente) para si próprio, podem ser, sente-se que devem ser, ocultados pela amabilidade ou pela mais escrupulosa manipulação". (Susan Sontag, Sob o Signo de Saturno)

... ups...

Espaço

"Compreender qualquer coisa é compreender a sua topografia, saber como traçar o seu mapa. E saber como se perder nela." (Susan Sontag, Sob o Signo de Saturno)

Já vi!


Irritou-me no início. Demasiado construído, por vezes. Deneuve chocada com a falta de ordem, Deneuve cansada, Deneuve a dormir, Deneuve e as minas, Deneuve e o trânsito, Deneuve e as ruínas, Deneuve na estradinha de ninguém, Deneuve e os soldados. Mas... no final aquilo fez sentido. O país e as interdições diluem-se. O poder de uma carreira consagrada. O poder e a atracção da beleza de uma mulher que quer ver, mesmo quando os olhos estão fechados.

Fome e Fúria


Não fiz grandes associações. Adorei as imagens. Cada still. Questionei a legitimidade do prazer de ver. Excitei-me com sangue, suor e ausência de lágrimas. A cosmogonia das prisões.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Capas


Dance, dance, dance...



Adorável...

Chaval

"Entre o Bem e o Mal,
cresce a borbulha na cara do chaval.

O chaval ainda não sabe
que a barba, bem ou mal
feita, é uma banalidade
matinal.

(Alexandre O'Neil)

Afinal...

... até gosto do mestrado ou de algumas disciplinas fora do currículo obrigatório.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Amanhã:

Nas bancas. A L+arte de Dezembro apresenta as últimas Fadas de João Tabarra, com testemunhos de Pedro Lapa, Miguel von Hafe Pérez e Paulo Reis.
Um texto sobre as plataformas virtuais Myspace e Facebook e a sua importância no âmbito das artes visuais, de André Murraças.
Mas há mais! Muito mais. A não perder!

Hoje...


... bem que podia ser assim.

Casa

"Que se considere o nosso lugar de viver como um lugar constantemente arrebatado pelas lembranças, esse lugar de viver, o nosso interior, é para Benjamin a casa onde nunca poderemos entrar, porque mal começa e nunca acaba, habitação inapelável de tantos chamamentos, lugar nenhum de recolha, de ceifa, o lugar da contínua imitação." (Maria Filomena Molder, ""A paixão de coleccionar em Walter Benjamin", in Semear na Neve)

Olho para a rua e o céu está carregado. Visto-me em tons castanhos, Nike Air Force One, gabardina beije e saco roxo. Desço as escadas do prédio às escuras. Os pés conhecem as escadas. Abro a porta. Não chove. Subo a Poiais de S. Bento. Entro no café. Sem pedir, trazem-me um galão e um pão de leite simples. Dispo a gabardina e tiro um livro do saco. Leio algumas linhas e sublinho outras tantas. Escrevo, a lápis, a palavra "blog". Necessidade constante de citar.

Esta noite:



Adormeço assim!

Inspirar...

... e barriga para dentro. Uma nova fórmula, mas antiga, para ficar com abdominais definidos. No trabalho, no carro ou mesmo em casa em frente a um televisor. A barriga fica dura. Os efeitos colaterais... ah well...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cindy Sherman?



Hummm. Não!
Chama-se Karla deVito e é uma artista muito pirosa.
But we L.O.V.E. this video and this song!
Is this a cool world or what?
(frase para 2009)

Citação

"Walter Benjamin aspirou realizar, como se alcançasse um clímax de perfeição, uma obra que fosse composta inteiramente de citações. Esse seu desejo veemente permite fazer-nos penetrar no universo de um coleccionador. Ao citar, substituindo pela citação a escrita própria, transcende-se o fluxo da sua apresentação e fixa-se o citado em si mesmo, assumindo-se essa posição de intermediário por excelência, que é não só um estádio vivencial, como envolve também uma crença, transformada em teoria sobre o universo existente.
Com efeito, escrever por intermédio de outrem, para quem é escritor, acaba por tomar a figura de não se poder viver por si, de viver sempre por outro, transformando-se o ser em medium para receber, para deixar passar, colocado num limiar em que o próprio vazio do presente se torna matéria impressionável para as ressonâncias alheias. A citação constitui, assim, para aquele que se confronta tão firmemente com esse vazio, um momento purificador, um propósito anárquico de revolucionar o presente, demonstrando a intransmissibilidade do passado como um todo e assegurando, ao mesmo tempo, que unicamente esta operação de recolha entre os restos possibilita a sua preservação." ( Maria Filomena Molder, "A paixão de coleccionar em Walter Benjamin", in Semear na Neve)

Adoro citar. Adoro coleccionar as frases dos outros.

A tarde...

... começa com a sensação de leite derramado.
Is this a cool world?
Imagem: Holly Andres, The Spilt Milk, 2008

D.G.A. em marcha

A DGA decidiu e afinal não está decidido. Pedro Costa terá recusado o convite para representar Portugal na próxima edição da Bienal de Veneza. lol
"Is this a cool world or what?"
....
O artigo vem no Público de hoje: "Jorge Barreto Xavier, à frente da Direcção-Geral das Artes (DGA, a entidade responsável pela deslocação portuguesa à bienal), continua a não comentar o atraso. "Teremos a escolha em breve", disse ontem ao PÚBLICO, escusando-se, porém, a avançar com uma data para o anúncio de equipas, projectos e orçamentos. "Não me vou comprometer com timings", afirmou.Barreto Xavier não comenta também informações de que o inesperado convite dirigido ao cineasta Pedro Costa, com quem a DGA esteve em negociações directas até há pouco tempo, possa ter caído por terra nos últimos dias, enredado em problemas de bastidores. " (Vanessa Rato)

You are what the french call "les incompetents" (Home Alone)

What happened to...


KARLA DEVITO?
It's a cool world...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

It's Portugal, bitch!



Quase, quase... até podia ser!
Cool world?
Real world
Real wrong
Real bad
Real good
This place exists with or without you
Real Trouble
Real seductive
The man is in the bedroom (lol)
Regras ou instintos?
O grande desastre!
Real Dangerous
I just want to be REAL!
This place should be erased...

Avó!

- "Qual é mesmo a tua profissão? O que é que fazes na vida?

- Hummm... sou... bem, sou... hummm... faço.... ai... hummm... escrevo?

- Ah!!! És "artista"? Com esse cabelo...

Mais alguém tem dificuldade em definir uma coisa tão simples? O que fazes na vida?

Gotham City?

Não!
Warsaw: A cidade que viu a guerra.

Changer la vie

"Cette formule, au début inquiétante et subversive bien que floue, ensuite adoptée et adaptée de toutes parts, banalisée, récuperée par la publicité comme par divers partis politiques, finit par s'émousser et s'aplaitir en «qualité de la vie»; ce qui réduit aux signes de la transformation et au discours sur la transformation, avant d'aboutir à des propositions dites concrètes concernant les départs en vacances ou les horaires de travail. On en vient à changer l'image de la vie, faute d'avoir changé la vie!" (Henri Lefebvre, Critique de la Vie Quotidienne)

Excerto lido no metro, linha amarela, Campo Pequeno - Marquês de Pombal, depois de uma inócua aula de mestrado sobre Almada Negreiros. Tudo e nada.

Teoria do Reflexo

Uma visão sobre o Materialismo Dialéctico. A não perder.

This is a cool world! Quase, quase... uma festa no Maxime!

Amor


Desencontros. Constantes.
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
A Fronteira do Amanhecer
A teoria do limpa pára-brisas.
No pouf cor-de-laranja, entre festas, saídas para compras, lanches e pequenos-almoços, flirts virtuais, ginásio e leituras diversas.


Valor

"Tentés par les artistes, reçus par les spectateurs, enregistrés par les institutions puis, éventuellement, radicalisés par d'autres artistes, les mouvements de transgression tendent à inverser les critères de la valeur artistique: ce sont moins désormais des critères positifs, fondés sur la qualité technique ou la maîtrise des codes esthétiques, que des critères négatifs, fondés sur la maîtrise des limites, sur la fuite en avant dans la «toujours moins», dans le dépouillement minitieux de l'objet d'art, parfois réduit à son concept. Cette «dé-définition de l'oeuvre», selon l'expression de Harold Rosenberg, ou cette «dialectique nominaliste qui emporte l'histoire des avant-gardes», selon Thierry de Duve, tens à déplacer la question de la valeur sur celle de la nature de l'oeuvre: il ne s'agit plus tant de déterminer la place d'une oeuvre sur une échelle de qualité - qu'est-ce qu'elle vaut? - que sa place sur la frontière entre art et non-art - qu'est-ce qu'elle est?" (Nathalie Heinich, Le Triple Jeu de L'art Contemporain)