sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fragmentos

Os irlandeses têm má relação com a língua inglesa: Joyce, Beckett... Derrida diz que um escritor é sempre um estrageiro na sua língua.

Benjamin privilegia o tempo cheio, aquele tempo que é cheio de expectativa, de transmissão e esta concepção de tempo leva-o a uma ideia de História que não é espacial, nem causal. A uma História que implica o gesto humano de olhar para trás. Eterno presente (Zenão).

Reflexão? Pensamento pensa-se a si próprio. Pensar do pensar. Para Fichte é o acto de afecção de um pensamento em relação a si próprio, desdobrando-se em pensamento. Pensar sobre si próprio é um procedimento infinito. Desdobramento e infinitude: a mim lembra-me a imagem de um espelho colocado perante outro espelho. O acto de pensamento é sempre forma. Espaço e tempo são formas da nossa sensibilidade.

Rascunho universal.

Desenho e apetite. O corpo vem da matéria. Da matéria? Mas de onde é que vem a matéria? In media res. O início não interessa. Tudo começa no meio.

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