quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Voltei...

... da terra das laranjeiras, Andaluzia (Córdoba, Granada e Sevilha), com umas galochas temáticas, ideais para espalharem a beleza da fruta mais importante da época, pelas ruas de Lisboa... entretanto quase inundada!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sujeito sujeita-se

"O indivíduo é interpelado como um sujeito (livre) para que se submeta ivremente às ordens do Sujeito, isto é, para que aceite (livremente) a sua sujeição" (Althusser)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Surpresa...

"Um ser embriagado de vida não prevê a morte; ela não existe; ele nega-a em cada um dos seus gestos. Se a recebe é provavelmente sem saber; ela não é para ele mais que um choque ou um espanto." (Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fim-de-semana...

... escaldante!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Este blogue...

... está uma seca!
precisa de pilinhas

Current mood:

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A minha praça preferida:


Conhecer-me

"No seu aspecto mais profundo, o meu conhecimento de mim próprio é obscuro. No seu aspecto mais impessoal, tão gelado como as teorias que eu posso elaborar acerca de números: emprego o que tenho de inteligência para ver de longe e de mais alto a minha vida, que se torna então a vida de um outro. Mas estes dois processos de conhecimento são difíceis e requerem, um, uma penetração no nosso íntimo, outro, uma saída de nós mesmos. Por inércia, tendo, como toda a gente, a substituí-los por meios de pura rotina, por uma ideia da minha vida parcialmente modificada segundo o conceito que o público forma dela, por juízos feitos, quer dizer, mal feitos, como um molde antecipadamente preparado a que um alfaiate desajeitado adapta laboriosamente um tecido que é nosso. Equipamento de valor desigual; utensílios mais ou menos embotados; mas não tenho outros: é com eles que eu construo, melhor ou pior, uma ideia do meu destino de homem." (Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Contemplar e desejar

"... algumas formas poderosas do género humano (...) arrastam consigo um conjunto de ávidos desejos, anelos e esperanças; de modo algum apropriados, devo confessar, à contemplação racional e refinada da beleza. As proporções desta arquitectura viva (corpos humanos), maravilhosas como são, nada inspiram à natureza estudiosa e contemplativa." (Shaftesbury)

Novidade


Hot Chip - One Life Stand (MySpace Exclusive)

Hot Chip | Vídeos de Música do MySpace

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sem face


Fim-de-semana

Ler, comer, falar, discutir a justiça, a arte, as relações e as ausências da justiça, da arte e das relações. Dançar no Lux. Deitar tarde, adormecer cansado, acordar mais ou menos cedo e cansado. Comer, falar e discutir. Dançar no Frágil. Ver pessoas que nos ignoram. Estamos verdes e precisamos de fotossíntese. Mais dois meses. Deitar tarde e acordar muito tarde. Ginásio e os corpos que passam. Olho muito. Vou para casa. Vou cagar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quero ir ali...

... e talvez já nem venha!

Atómico

"Na sua modéstia, os ateus estão cheios de soberba: durante o curto espaço da sua vida estão convencidos de que administram uma ilha de autonomia que depois se dissipa em átomos obscuros." (Roberto Calasso, As Núpcias de Cadmo e Harmonia)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Pathos

"O pathos constitui o verdadeiro centro, o verdadeiro domínio da arte; é sobretudo por ele que a obra de arte actua sobre o espectador porque faz vibrar e ressoar uma corda que todo o homem tem na sua alma. Toda a gente conhece e reconhece tudo o que há de precioso e racional no conteúdo de um verdadeiro pathos. O pathos comove e remove porque desempenha um poderoso papel na existência humana." (Hegel, Estética - O Belo Artístico ou o Ideal)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Arte sem querer?


Museu Serralves, 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Precarious:

Hal Foster publica parte do texto da conferência de Serralves na Artforum de Dezembro, em que reflecte sobre a arte da primeira década do Século XX, "PRECARIOUS":

http://artforum.com/inprint/id=24264&pagenum=0

"I came to the term precarious via Thomas Hirschhorn, and many of his projects, such as Musée Précaire Albinet, staged in the Aubervilliers banlieue of Paris in 2004, are very much to the point here; his sometime collaborator the French poet Manuel Joseph has also used the term, in a short text on la précarité “as a political and aesthetic apparatus.” Yet what I want to underscore in the word is already present in the OED: “Precarious: from the Latin precarius, obtained by entreaty, depending on the favor of another, hence uncertain, precarious, from precem, prayer.” This implies that this state of insecurity is not natural but constructed—a political condition produced by a power on whose favor we depend and which we can only petition. To act out the precarious, then, is not only to evoke its perilous and privative effects but also to intimate how and why they are produced—and thus to implicate the authority that imposes this antisocial contract of “revocable tolerance” (as Joseph puts it). The note of entreaty is largely lost in the English word, yet it is strong in the installations I mentioned above.⁹ Sometimes it is mournful (as in Gober and Chan), sometimes desperate (as in Kessler, Wallinger, and Genzken), but in all instances this importunate quality implies that the entreaty carries the force of accusation as well—an attesting to the violence done to basic principles of human responsibility."

domingo, 6 de dezembro de 2009

Adolescência:


Perfeição?

A perfeição, seja de que espécie for, exige sempre uma qualquer ocultação. Sem algo que se oculta, ou que permanece oculto, não existe perfeição. Mas como podera o escritor ocultar a evidência da palavra e das suas figuras? Com a luz." (Roberto Calasso, As Núpcias de Cadmo e Harmonia)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Capa da L+arte...

... está em exposição, no Museu Serralves
(Robert Rauschenberg, Speaking in Tongues, 1983)

Reprimir é mau:


Questão:

(Alfredo Jaar, Black Posters: Una Intervenció Pública,
exposição colecção do Museu Serralves)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Amanhã...


... nas bancas: edição de Dezembro da L+arte, última de 2009, última da primeira década do Século XXI.
Entrevista a Julian Bell, Historiador da Arte, e textos sobre as exposições de Jesper Just (CAM) e David Claerbout (Museu do Chiado).
Atenção: entrevista a Manuel Bairrão Oleiro, ex-director do IMC.

A ver:

No Porto, no Museu Nacional Soares dos Reis, as obras de João Pedro Vale.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Falta-me o ar...

... outra vez!
Vejo o filme do Michael Moore sobre as falências do Capitalismo, depois de um fim-de-semana prolongado, interrompido por uma segunda-feira operativa. O novo filme de Pedro Costa, Ne Change Rien, é um dos melhores do ano que acaba não tarda nada. Uma imensa vontade de fazer xixi leva-me a sair da sala de cinema por uns minutos. No regresso, ao filme, percebo que não perdi quase nada.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O meu reino...

Felicidade

"A felicidade é uma característica da vida que exige o desaparecimento da vida para existir. Se a felicidade é uma qualidade global do homem, então é necessário esperar que a vida desse homem se cumpra com a morte." (Roberto Calasso, As Núpcias de Cadmo e Harmonia)

domingo, 29 de novembro de 2009

Current mood:

(Porto, ao lado de Emissores Reunidos)

sábado, 28 de novembro de 2009

De regresso...


... do Porto!
(Joaquim Vitorino Ribeiro, Mártir Cristão, 1879, detalhe)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os meus rapazes:

Padrões de hoje:




Indiferença

"Existem duas espécies de relações entre os deuses e os homens: o convívio e o estupro. A terceira, moderna, é a indiferença, mas essa indiferença implica que os deuses se tenham já retirado. Assim, se para os homens os deuses são indiferentes, também o facto de eles existirem, ou não, se torna indiferente. Esta é a situação moderna, uma situação peculiar." (Roberto Calasso, As Núpcias de Cadmo e Harmonia)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Até Fevereiro:

BRISOMAX
SINGULAIR
RINIALER
LEXOTAN (opcional)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ele e ela


Ela era Ele. Ela é viúva dele. Ela penetra um homem. Ela gosta de uma mulher. Ela é Ele.

Redacção:


Obsceno:

"(Do lat. obscenus). 1. Que ofende abertamente a moral; que choca, geralmente através de representações ou alusões de carácter sexual. = IMORAL, IMPÚDICO, INDECENTE, INDECOROSO, ORDINÁRIO. História, anedota, palavra, canção, desenho, imagem, gesto, telefonema, revista, filme +; pormenores +s. 2. Que faz, diz, escreve coisas que ofendem a moral, que atentam contra o pudor. = IMORAL, IMPÚDICO, INDECOROSO, ORDINÁRIO. 3. Que denota uma sensualidade indecorosa. = LASCIVO, LIBIDINOSO. 4. Que se considera chocante, imoral; que se desaprova vivamente. Chegam a ser obscenas as diferenças sociais existentes naquele país. 5. funç subst. Carácter obsceno de alguma coisa. = OBSCENIDADE. O que a chocou foi o obsceno da situação. 6. funç. subst. Aquilo que é obsceno. = OBSCENIDADE. O jovem artista diz-se fascinado pelo obsceno, que é uma componente importante do seu trabalho pictórico. Adv. obscenamente. (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa)

Wallpaper:


Pornografia:

"(Do gr. 'prostituta' + suf. -grafia). 1. Tratado acerca da prostituição. 2. Representação de situações obscenas sob a forma de texto, desenho, fotografia, encenação... com objectivo de despertar e excitar a libido. 3. Devassidão, libertinagem. (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa)

Vertigem doméstica:


Olhar

"E sangue foi o que não faltou, no fim. E eis que, consumada a minha paixão, me senti triste e enojada. Não tinha sido minha intewnção rasgar as tenras carnes, mas parecia tê-lo feito, e a minha arma, ao ser retirada, vinha coberta de sangue vivo. (...)

(...) aquela besta de um olho só, que não faz outra coisa senão martelar cegamente de encontro a qualquer orifício, na ânsia de espalhar por tudo quanto é canto a pavorosa semente que já tanto encheu o mundo de habiantes excedentários que o nosso fim está próximo: provam-no a guerra, a fome e a decadência física de uma espécie cuja extinção não só é inevitável, mas, a meu ver, igualmente desejável..."

(Gore Vidal, Myra Breckinridge)

Semióticas culinárias:




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Who? Me?



... I think I love you. I've loved you for a long time. You've never loved me.

Who do you love? I don't want to know!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Apreender

"Existirão ideias fora do discurso? Será a ideia formulada num discurso (uma carta ou um diário) o mesmo que uma ideia formulada em palavras diferentes noutro discurso (um texto literário)? Além disso, o que pretendemos dizer com 'realismo'? Em que sentido é a ficção 'verdadeira' e o que constitui a evidência dessa verdade? Qual a relação entre um texto (uma construção discursiva) e o mundo? Até que ponto é possível apreender o mundo, independentemente dos modos convencionais nos quais ele é representado? Até que ponto é a experiência controlada pela linguagem, sociedade e história?" (Catherine Belsey, A Prática Crítica)

No MoMA:

Gabriel Orozco!
"With a body of work that is unique in its formal power and intellectual rigor, Gabriel Orozco (Mexican, b. 1962) emerged at the beginning of the 1990s as one of the most intriguing and original artists of his generation—and one of the last to come of age in the twentieth century. Orozco resists confinement to a single medium, roaming freely and fluently among drawing, photography, sculpture, installation, and painting. From one project to the next, he deliberately blurs the boundaries between the art object and the everyday environment, instead situating his contributions in a place that merges "art" and "reality," whether in exquisite drawings made on airplane boarding passes or in sculptures made from recovered trash"

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acordei...

... com um torcicolo no pescoço ou qualquer outra merda que me provoca dores nessa zona do corpo! aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Integridade

"Nada é parecido com o que quer que seja. As coisas são inteiramente o que são e não carecem de interpretações, mas tão só de um respeito mínimo pela precisa integridade que é a delas." (Gore Vidal, Myra Breckinridge)

Quero aprender:


Fui ver...

... Lúcia Sigalho, ao Teatro Maria Matos. Adorei e participei com a frase "ah... acho que estraguei isto". Descobri um autocarro que liga S. Bento à Av. de Roma, o 727. O carro fica estacionado. Leio as últimas páginas de "A Obra ao Negro", livro de Marguerite Yourcenar (adoro dizer este nome). O Zenão mata-se bem matado e fica bem mortinho na sua cela a tresandar a morte. No regresso a casa, um debate na televisão discute o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O ódio dos opositores é visceral e arrepia-me. Telefono à minha mãe e a uma amiga. Como bolachas e bebo chá de camomila para me acalmar. Deito-me e começo a ler Gore Vidal e a história de uma mulher com mamas grandes que quer dominar o mundo e submeter os homens ao poder dos seus argumentos físicos. Os homens ainda batem nas mulheres?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um presente...

... voador!

Senso comum

"O senso comum pressupõe que os textos literários válidos, que de um modo especial merecem ser lidos, contam verdades - acerca da época que lhes deu origem, do mundo em geral ou da natureza humano - e que, ao fazê-lo, exprimem as percepções particulares e o mundo interior individual dos seus autores. (...)
Na realidade, o senso comum denuncia a sua própria insuficiência pelas suas incoerências, as suas contradições e os seus silêncios. Ao apresentar-se a si mesmo como não-teórico, como 'óbvio', o senso comum não é obrigado a demonstrar que é internamente consistente. Contudo, uma descrição do mundo, que finalmente mostra ser incoerente ou não-explanatória, constitui uma base medíocre, quer para a prática leitura quer para a crítica." (Catherine Belsey, A Prática Crítica)

domingo, 15 de novembro de 2009

Domingo:

Preguiça. Preciso de ginásio. Levanto-me tarde. Tomo o pequeno-almoço e leio Yourcenar e Svetlana Alpers.
Sinto a barriga a inchar. Estou gordo. Preciso de ginásio.

O que interessa:

"Who to the life an exact Piece would make,
Must not from others Work a Copy take;
No, not from Rubens or Vandike.

Much less content himself to make it like
Th' Ideas and the Images which ly
In his own Fancy, or his Memory.

No, he before his sight must place
The Natural and Living Face:
The real Object must command
Each judgment of his Eye, and Motion of his Hand.

(Abraham Cowley, ode prefácio da History of the Royal Society, de Thomas Sprat)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Respostas

“The creation and development of narratives play a crucial role in the construction of our identities, cultures, and worlds. (...) So, that we respond emotionally to fictions is not only consistent with the fact that we react to actual situations, but it is also required by the affective engagement that narratives demand from us, as much in the quest for fictional entertainment as in factual, quotidian circumstances." (Stephen Davies, "Responding Emotionally to Fictions", publicado no The Journal of Aesthetics)

Young Again:

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Na América:


... gostam de apalpar colhões!

Espectador

“(...) lo spettatore occupa un posto fisso, ma sola fisicamente, non come soggetto di un'esperienza estetica. Esteticamente è in continuo movimento in quanto il suo occhio s'identifica con l'obiettivo della macchina da presa, che si sposta di continuo in distanza e direzione. E quanto è mobile lo spettatore, tanto, per la stessa ragione, è mobile lo spazio che gli si presenta. Non solo si muovono i corpi nello spazio, ma anche lo spazio si muove a sua volta, avvicinandosi, allontanandosi, girando, dissolvendosi e arrestandosi, attraverso lo spostamento e la messa a fuoco della cinepresa e il taglio e il montaggio delle varie scene, per non parlare di quelli artifici particolari come apparizioni, transformazioni, sparizioni, riprese rallentate o accelerate, flashback ed effetti speciali”. (Panofsky, Tre saggi sullo stile)

A propósito de um filme que vi.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Flores...

... do meu jardim (Pingo Doce, na Lapa)!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Hoje:

A não perder!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Current mood:


1989 - 2009

Herança:

"O género idílico quase nunca passa de um refúgio para a alma sedenta de quietação a que ainda se poderão acrescentar (...) modos adocicados e uma lânguida moleza." (Hegel, Estética)
Preciso de regressar.

Antepassado:

Profundos olhos azuis deixaram várias mulheres abandonadas ao desespero de um amor que teimava em desaparecer em busca da solidão.
Sou descendente de um Apolo atormentado por Dionísio.

Epitáfio:

"Filósofo de renome interncional, a sua obra determinou as mais importantes correntes do pensamento crítico e especulativo e contém os pressupostos das principais doutrinas professadas da cultura contemporânea"

Alguém sabe quem é? Não sou eu!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Questão do dia:


Um blogue...

O autor, um tal de Zé, diz-nos em manifesto:


"Nunca vos apeteceu fotografar alguém? A mim já. Não acham que há pessoas que têm o dom de vestir bem ou a audácia de o fazer de forma diferente? Eu acho.

A ideia não é original. Talvez já nem venha a tempo de ser inovadora. Mas porque as boas ideias não se têm apenas mas também se aproveitam, decidi criar O Alfaiate Lisboeta."

Uma versão portuguesa do "The Sartorialist" mas com caras que vemos todos os dias e com textos descritivos que acentuam a experiência pessoal do autor com aquilo que vê, para todos os gostos.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Current mood:

Musée Rodin, Paris

Admissão

"Sont admises à l'exposition les oeuvres d'une inspiration nouvelle et d'une originalité réelle exécutées et presentées par les artistes, artisans, industriels créateurs de modèles et éditeurs et rentrant das les Arts Décoratifs et industriels modernes. En sont rigoureusement exclues les copies, imitations et contrefaçons des styles anciens" (in Catálogo da Exposição de Artes Decorativas..., 1925, Paris)

Jantámos...

... apesar da minha asma que insiste e insiste e insiste... à volta de uma mesa, redonda e branca, e conversámos e conversámos e conversámos e conversámos... bebi chá de hortelã... observei e participei.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quero:



Limited edition, Printed on 100% American Apparel running shorts.
Available in S, M, and L.

A ouvir:

Ai!!! As minhas costas!!!


Artrose...

Medo das imagens

"The notion that there are malevolent spectators out there, looking to exploit the images the rest of us make and exhibit, has started to feed back into the everyday uses of photography, especially photography in public. (...)
This widespread paranoia exists at a time when the production and circulation of images, through the proliferation of camera phones and the Internet, have created a technological alternative to the traditional public sphere; through its lack of regulation, the 'digital commons' causes further panic among those authorities whose impulse is to monitor and surveil." (J.J. Charlesworth, "Fear of Photographs", in Art Review, Nov. 2009)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Variações



Um leilão muito especial. Fotografias, esculturas, objectos e derivados de uma vida diferente. Na leiloeira P4, António Variações.
SEXY!

www.p4liveauctions.com

Morrer assim?

Humanismo

"Só há uma maneira de entender o humanismo antigo: é concebê-lo como uma tomada de partida num conflito mediático, isto é, como resistência dos livros contra o anfiteatro, e como oposição das leituras humanizadoras, propensas à resignação, instauradoras da memória, contra a ressaca da ebriedade e das sensações desumanizadoras dos estádios, arrebatadas de impaciência. O que os romanos educados chamavam 'humanitas', seria impensável sem a exigência de abstinência da cultura de massas bos teatros da ferocidade. Se, por acaso, o humanista se extraviasse entre a multidão vociferante, era só para constatar que também ele era um homem e, por o ser, também podia ser contaminado por essa tendência para a bestialidade. Logo regressava do teatro a casa, envergonhado pela sua involuntária participação em sensações infecciosas, e imediatamente se via obrigado a admitir que nada de humano lhe era alheio. Mas com isso também dizia a si próprio que a natureza humana consiste em eleger os media domesticadores para o desenvolvimento da própria natureza, e renunciar aos desinibidores. O sentido desta escolha de media reside em que o humanista devia cortar com o hábito da própria bestialidade potencial e distanciar-se da escalada desumanizadora da vociferante matilha do espectáculo." ( Peter Sloterdijk, Regras para o Parque Humano)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quase nas bancas:

A nova L+arte, edição de Novembro, com um deslumbrante projecto de António Olaio e vários textos sobre a arte em Portugal, como habitual.
Escrevo sobre a exposição "La Confusion des Sens", no Espace Culturel da Louis Vuitton, em Paris, e sobre uma jovem artista, Sofia Ponte.

Os portugueses são:

Vaoidosos e impostores
Altivos e arrogantes
Hipócritas
Vingativos
Ignorantes
Velhacos
Traiçoeiros
Desonestos
Pedichões
Inconstantes
Supersticiosos
Fanfarrões
Sensuais
Ciumentos
Preguiçosos
e ainda:
Sóbrios
Corteses e familiares
Espiritusos
Entusiastas
Valentes
Económicos
Bons soldados, embora refractários à disciplina

(análise segundo "Os livros de viagens em Portugal no Século XVIII e a sua projecção europeia", por Castelo Branco Chaves)

Zeitgeist:




A olhar para os pássaros vou Andando na Desgraça!


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Esvair

"O tempo, o lugar, a substância, perdiam todos os atributos que nós consideramos como suas fronteiras; a foma era apenas a casca retalhada da substância; a substância esvaía-se num vazio que não era o seu contrário; tempo e eternidade eram uma e a mesma coisa, tal como a água negra que escorre numa toalha inamovível de negra água." (Marguerite Yourcenar, A Obra ao Negro)

A não perder:

@ Galeria Filomena Soares, a exposição de João Pedro Vale, depois de uma longa estadia em Nova Iorque!
Antes, passem pelo Cine Paraíso e vejam o filme do mesmo artista, escrito e realizado por João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Hero, Captain and Stranger, dia 10 Novembro, às 21h30!!!

Somos fracos

"Era tal a nossa insufuciência, que bastava apenas tapar duas aberturas estreitíssimas para nos ser vedado o mundo dos sons, e mais duas estreitas passagens para provocar a noite. Viesse uma mordaça oprimir três desses canais, tão próximos uns dos outros que, sem dificuldade, se podem cobrir com a palma de uma mão, e seria o fim deste animal cuja existência depende de um sopro. Esse incómodo invólucro que ele tinha de lavar, de encher, de aquecer à lareira ou sob a pele de um animal morto, de deitar, todas as noites, como quem deita uma criança ou um ancião imbecil, servia, contra si, de refém a toda a natureza e, o que era pior, à sociedade dos homens. Através dessa carne e dessa pele é que ele talvez viesse a sofrer os horrores da tortura; e o depauperamento desses dotes é que viriam a impedi-lo de realizar convenientemente a ideia já esboçada." (Marguerite Yourcenar, A Obra ao Negro)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Novo:



ADOROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Current mood:



Não vou. Fico. Talvez um fim-de-semana. 2009 SUCKS!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Antes de o dizer...

... já eu o era!
Mas agradecemos a lembrança de sermos quem somos.
(Imagem enviada por L.R., a quem muito agradecemos)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Decifrar

"Acabamos por nos envaidecer com subentendidos que afinal mudam tudo, como um sinal negativo colocado discretamente à frente de uma soma; esmeramo-nos, neste ou naquele passo, em fazer de uma palavra mais audiciosa o equivalente a uma piscadela de olho, ao levantar da parra, ou ao descer da máscara, logo a seguir reposta, como se nada fosse. Opera-se, então, uma triagem entre os nossos leitores; os parvos acreditam em nós; outros, supondo-nos mais néscios que eles, repudiam-nos; os que ficam, aprendem a desenvencilhar-se no meio do labirinto, a saltar e a contornar o obstáculo da mentira. Muito me surpreenderia que nos textos mais sagrados se nos não deparassem os mesmos subterfúgios. Lido dessa maneira, qualquer livro se torna indecifrável." (Marguerite Youcernar, A Obra ao Negro)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Current mood:

UNCARTROSE
BRONQUITE ASMÁTICA
WTF

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Current mood:

(Gillian Wearing @ Musée d'Orsay)

Morreu:

Nancy Spero, uma das mais importantes artistas americanas, sobre quem escrevi o meu primeiro texto, publicado numa brochura sobre a artista, em 2003.

“I am speaking of equality, and about a certain kind of power of movement in the world, and yet I am not offering any systematic solutions.”

Em casa...

.. a chuva entra pelas paredes. As dores no braço direito avisam-me a mudança do tempo que se manifesta nas roupas das pessoas que passam por mim, na rua, a caminho do meu café de sempre. Um galão e um pão-de-leite simples, estaladiço por fora e fofo por dentro. Da minha mochila amarela, retiro um caderno de fotocópias de um livro de Panofsky sobre o Barroco, o Cinema e a Rolls Royce, em italiano. Sublinho algumas páginas. Olho para a rua. Levantro-me e pago os habituais 1,80 € + 0,20 € (gorjeta). Avanço e e até à redacção subo, subo, subo, subo, subo... quase sem ar... asma e rinite.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Manifesto Oiticica

A ouvir:


Uma música enviada por um amigo.
Não podia ser mais apropriada.
Vou ficar quietinho.

Ciao!

Dores musculares, cervical e lombar. Rinitie alérgica e asma. Trabalho, trabalho, trabalho... chuva em casa, no quarto e na sala.

AZARRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A ouvir:


as músicas do segundo álbum do primeiro grande grupo de música da primeira década do século XXI... I still bet you look good on the dancefloor!

Dor

"Este fantasma, que não nos assombra as existências porque alguém hoje se encarrega sempre de o fechar no quarto dos fundos... é a dor.
De facto, a dor só pode ser para nós, hoje, um fantasma. Não conhecemos a dor. Não queremos conhecê-la, nas sociedades anestesiadas em que vivemos, no mundo ocidental ou ocidentalizado".

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A culpa é do Verão

Lágrimas amargas...


... ou o poder de uma peruca.

Maleitas

Falta-me o ar. Alergias, rinites, poluição, fumos dos outros. Falta-me o ar. Não durmo. Custa-me a adormecer. Vou morrer. O pescoço preso, os músculos das costas pesam-me no corpo, as dores aparecem e desaparecem. Tiro uma radiografia à coluna (cervical). Na sala de espera, a televisão diz-me que hoje é o dia da dor.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Current mood:



I LOVE PORTUGAL!

Naturezas

"Há naturezas puramente contemplativas e realmente impróprias para a acção, que, no entanto, sob um impulso misterioso e desconhecido, agem por vezes com uma rapidez de que elas próprias se julgariam incapazes." (C. Baudelaire, O Spleen de Paris)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Oferta...

... da proprietária da pastelaria onde tomo pequeno-almoço e lancho, quase todos os dias.
Uma natureza-morta na minha cozinha...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Current mood:

Mais ou menos isto!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Patologia

"A cultura ocidental continua, sem o saber, a manter-se dominada pelo passado e faz recair sobre si a culpa do seu desaparecimento, uma vez que se identifica com tal passado. Daí deriva um quadro cultural e artístico profundamente patológico que se manifesta, por um lado, no sentimento de uma profunda inadequação a si própria que atinge a auto-difamação e a abjecção, e por outro, na incapacidade de se agarrar a algo que seja digno de estima e de admiração".

"Os niilistas (ou cínicos) de hoje não são os herdeiros dos esprit forts e dos dandies dos séculos passados: são melancólicos incapazes de se reciclarem, de se inserirem na nova hierarquia da grandeza". (Mario Perniola, A Arte e a sua Sombra)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Current mood:

Evento

"(...) desde a antiga Grécia que o sentir estético veio sendo determinado na base duma oposição entre dois modos opostos de conceber a beleza: por um lado, a beleza tem sido pensada como forma, segundo uma perspectiva orientada para a apreciação das obras de arte; por outro, tem sido pensada como evento, segundo uma perspectiva orientada para a experiência da surpresa, da fulguração, de algo de irredutível à calma contemplação das essências racionais."

"(...) verifica-se um evento quando eu, em vez de ficar priosioneiro da oposição entre interior e exterior, entre subjectividade e mundo, encontro uma solução vonstrutiva que me consente colocar de forma positiva num processo que vai além da minha pessoa." (Mario Perniola, A Arte e a sua Sombra)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Na Gulbenkian...


... a não perder: Jesper Just, artista dinamarquês, residente em Nova Iorque.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Current mood:

(Manet @ Musée d'Orsay)