quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pensar sozinho

"A sua memória abrangia todos os momentos em que andou acompanhado e em todos os pormenores. A par disto a sua crítica fazia-se, embora os seus julgamentos fossem no fundo de um poço, longe do testemunho de toda a gente. Assim ele era o primeiro a reconhecer que, em tudo o que se tinha passado, havia um único ridículo: era ele! Via-se forçado a pensar desta maneira para respeitar a verdade Mas ele amava a verdade acima de tudo. Acima até das desculpas que ele soubesse inventar para se justificar. Quem pensa sozinho não quer senão a verdade, as justificações são por causa dos outros." (Almada Negreiros, Nome de Guerra)

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