domingo, 15 de fevereiro de 2009

Fui!

Mas não deu certo, acho. Combinámos no Museu da Cidade. Eu queria ver a exposição de desenhos e vi e adorei. Aproveitei o descanso do trabalho para um encontro às cegas, vulgo "blind date". Sentei-me no parapeito da estufa, no jardim, ao sol. Esperei. Mandei-lhe um sms:
- "Visto uns jeans, uma camisola azul, um blazer de bombazine, um lenço com cornucópias e calço uns ténis clássicos brancos da Reebock."
Chegou e era alto. Vinha com um saco de plástico na mão e disse-me que precisava de um café.
Fomos embora no meu carro. A conversa é em inglês. Passeámos pela cidade e acabamos numa esplanada, ao pé do Lux, cheia de coisas gourmet. Sentámo-nos durante 3 horas e falámos e falámos e falámos... Escureceu. Tirámos os óculos-de-sol. Arrefeceu, pagámos e fomos embora. Na Prala do Chile, despedimo-nos com um aperto de mão. Adeus, ciao. Fecha a porta do carro. Sigo para casa. Ouço a rádio Radar e uma entrevista a um tipo que se chama Gel. Diz, a certa altura, que "o pessoal não anda bem a dizer o que sente".

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