terça-feira, 31 de março de 2009

Amar

"Cada qual é livre de escolher os seus preferidos; melhor dizendo, ninguém é livre de escolhê-los: encantar-me-ia (suponhamos), amar o meu século mais que o século passado, mas não posso. Não posso nem sou obrigada. Ninguém é obrigado a amar, mas quem não ama é obrigado a conhecer: primeiro - o que não ama; segundo - por que não ama." (Marina Tsvétaïeva, O Poeta e o Tempo)

Não escolhi amar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Dizer respeito

É um novo blogue que é manifesto.
Transversal porque "todos somos o reflexo de cada pessoa discriminada, e isso diz-nos respeito"

Cover:


Suplemento de Domingo, Jornal Público (detalhe da capa)

Imemória

"Algo da concepção religiosa do Mundo se prolonga ainda no comportamento do homem profano, bem que ele nem sempre tenha consciência desta herança imemorial." (Mircea Eliade, O Sagrado e o Profano)

domingo, 29 de março de 2009

Fim-de-semana:

Dois jantares artísticos. Muitos artistas e seguidores.
Um aniversário, um encontro inesperado, polícias e a música Slave to Love, na versão Roisin Murphy, na rádio.
Ginásio e abdominais. Galões e pães de leite.
Leituras: Portugal Não é um país pequeno. Quem diria...
Praia. Avencas. Eu e pouco mais. Vento frio e sol quente.
Uma gripe? Possivelmente!

quinta-feira, 26 de março de 2009

State of Mind:

NOTHING'S PERFECT!
Because I've loved you. I still do.
First love seems fist love!
Will I ever see you again?
let's make time work for us

A partir de hoje:

No Kind words to say!

Permanecer

Se fôssemos infinitos

Fôssemos infinitos
Tudo mudaria
Como somos finitos
Muito permanece

(Bertold Brecht)

A propósito...

... de um quadro de Miguel Ângelo Lupi, "Os pretos de Serpa Pinto", século XIX, chego a esta imagem de um país que queria ser grande, nunca foi e já não é mas contínua a pensar que é e, por isso mesmo, é naquilo que pensa ser que é.
A iconografia é propaganda do Estado Novo.

Hoje...

... estou assim.
Agarrado ao telefone. Recebo convites, instruções, tarefas...
Peço imagens, informação e amor.
Não sou o James Franco.
Gostava de ser. Não gosto de bigode. Nunca usaria um bigode
Quero ser um James Franco sem bigode.
Tenho um sofá chesterfield na minha sala. O meu telefone é sem fios.
As plantas morreram. Estivam vivas. Esqueço-me de regar. Morreram.
A beleza acaba, às vezes.
Imagem: Carter, Erased James Franco, 2008 (Galeria Yvon Lambert)

Acerca da Primavera

"Toda a floração é espontânea, individual. Signorelli terá sido na verdade o gerador de Miguel Ângelo? Perugino continho Rafael? O artista só radica em si mesmo. Aos séculos futuros não promete mais que as suas próprias obras. Só é caução de si próprio. Morre sem filhos. Ele foi o seu rei, o seu sacerdote e o seu Deus." (C. Baudelaire, A Invenção da Modernidade)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Três

Foi a conta que Deus fez.
Imagem: Carlos Noronha Feio, Sem título, 2007

Estruturalismo

"O estruturalismo, na centralidade concedida ao estudo e papel do discurso, levava não só a que se questionasse as assunções que tradicionalmente haviam organizado os estudos literários - de modos diferentes, é certo, consoante os contextos nacionas e as respectivas tradições - mas também a propor a transição de fronteiras em torno da questão aglutinadora da linguagem." (Manuela Ribeiro Sanches, Deslocalizar a Europa)

Depois de Eduardo Lourenço deslocalizo-me e procuro o outro que nos vê e o outro que vemos.

terça-feira, 24 de março de 2009

O tempo...

... não chega.
Contruir, desconstruir, reconstruir... concentração.
words have failed me tonight
the endless summer in your laugh

segunda-feira, 23 de março de 2009

This blog...

... is for lovers running away, just for today!

Sinto-me...

... mais ou menos a caminhar para isto.
Ouço Peter Broderick e M. Ward, compulsivamente.
Imagem: Uri Aran, still de vídeo

Acontece!

"Muitas vezes me acontecerá apreciar um quadro unicamente pelo montante de ideias ou de devaneios que me fará ocorrer ao espírito." (Charles Baudelaire, A Invenção da Modernidade)

E... em arte, na arte, na minha relação com a arte é isso, e apenas isso, que me interessa.

So... please do not call me for anything else... porque a "beleza é extravagante" e tu que lês... bem, és um ser banal!

Love, etc.

You need more you need more you need more
You need more you need more you need more
You need love

(A)parecer

"É pena que Freud não nos tenha conhecido: teria descoberto, ao menos, no campo da pura vontade de aparecer, um povo em que se exemplifica o sublime triunfo do prazer sobre o princípio da realidade. Talvez não ficasse admirado se conhecesse, mesmo pela rama, uma das menos repressivas educações infantis que existem e tanto entusiasmaram Sartre quando observou a análoga, a vizinha Espanha. Adulação permanente e espectacular da criança-rei (sobretudo o macho), porta aberta para as suas pulsões narcisistas e exibicionistas, ausência de perspectiva social positiva, salvo a que prolonga a afirmação egoísta de si, tais são os mais comuns reflexos da educação portuguesa, defesa natural de mães frustradas nela pelo genérico absentismo e irresponsabilidade paternos." (Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade)

Bienal

´
Ana Vidigal é uma das artistas portuguesas que participam na Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. A edição de 2009, comissariada por Isabel Carlos, trata de pensar o futuro, de o provisionar, utilizando a linguagem económica dos relatórios e contas, repensando as responsabilidades e desafios.

domingo, 22 de março de 2009

Ter corpo

"Será que os portugueses têm corpo? A pergunta começa por parecer absurda mas corre o risco de se tornar inquietante à medida que se acumulam os indícios de que a resposta é negativa: os portugueses não têm corpo." (Alexandre Melo, "Os portugueses não têm corpo", in Velocidades Contemporâneas)

Reconhecer

O meu pai gostava de Che. Em casa lembro-me de duas biografias sobre o revolucionário argentino, que viveu na aspiração de uma América livre, ao lado de um Manual do Guerilheiro Urbano (de um brasileiro) e do livro "encarnado" de Mao.
Cuba não é livre. É um país com carências expressivas asfixiantes.
O povo é culto, ideologicamente letrado num Regime totalitário que ainda gosta de pregar os bons valores da Revolução. Mas a Revolução institucionalizou-se e é Sistema que necessita, urgentemente, de Revolução contra a Revolução. As margens são excluídas, os homosexuais, por exemplo, perseguidos, os escritores alternativos foram morrendo - alguns suicídios -, outros exilados na sua própria pátria.
O filme sobre a figura de Che Guevara não é revolucionário. Não traz nada de novo sobre um dos maiores ícones da segunda metade do século XX. Mas agarra-nos e impele-nos a um saber mais ainda.
O filme acaba e, de alguma forma, queremos ser revolucionários, sair pelo mundo e gritar "Pátria ou Morte". Mas que Pátria? Morrer? Como assim?
Fico à espera da segunda parte.

sábado, 21 de março de 2009

Repensar

"Tentei mais de uma vez, como todos os meus amigos, encerrar-me num sistema, para nele pregar à minha vontade. Mas um sistema é uma espécie de danação que nos empurra para uma constante abjuração; é sempre preciso inventar outro, e essa fadiga é um cruel castigo. E, de todas as vezes, o meu sistema era belo, vasto, espaçoso, cómodo, sobretudo limpo e liso; pelo menos, assim me parecia. E, de todas as vezes, um produto espontâneo, inesperado, da vitalidade universal vinha opor um desmentido à minha ciência infantil e avelhentada, filha deplorável da utopia." (C. Baudelaire, A Invenção da Modernidade)

Repenso, repenso, repenso, repenso... nos outros sobre mim. Estou com borboletas na barriga.

Estou...

... fechado para balanço!

quinta-feira, 19 de março de 2009

My desk


Cidade

"Possuís o governo da cidade, e isso é justo, visto que sois a força. Mas tereis que estar aptos a sentir a beleza; é que, tal como hoje nenhum de vós pode dispensar o poder, também ninguém tem o direito de dispensar a poesia." (Charles Baudelaire, A Invenção da Modernidade)

Um sopro

Inspiro e expiro.
O stress está a chegar.

Visão

"A forma é apenas uma visão do espírito, uma especulação sobre a extensão reduzida à inteligibilidade geométrica, a tal ponto que nem vive na matéria." (H. Focillon, A Vida das Formas)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Violação estética


Tudo, tudinho...

"Frederic Jameson characterizes postmodernity as the total saturation of cultural space by the image, wheteher at the hands of advertising, communications media, or cyberspace. This complete image-permeation of social and daily life means, he says, that aesthetic experience is now everywhere, in an expansion of culture that has not only made the notion of an individual work of art wholly problematic, but has also emptied out the very concept of aesthetic autonomy. In this state in which 'everything is now fully translated into the visible and the culturally familiar, (including all critiques of this situation),... aesthetic attention", he says, 'finds itself tranferred to the life of perception as such'. This is what he calls a 'new life of postmodern sensation', in which 'the perceptual system of late capitalism' experiences everything from shopping to all forms of leisure as aesthetic, thereby rendering anything that could be called a properly aesthetic sphere... obsolete." (Rosalind Krauss, Voyage on the North Sea)

Lisbon Story

Buzinas, gritos, carros entalados, eléctricos irritados... não acordo!

Do novo...

... filme do Wim Wenders retive apenas com interesse a frase: "A morte é uma seta vinda do futuro com destino a ti".

terça-feira, 17 de março de 2009

Ando assim...

... a bater nas paredes.

Sobre mim:

"Thinks far with vision. Easily influenced by kindness. Polite and soft-spoken. Having lots of ideas. Sensitive. Active mind. Hesitating, tends to delay. Choosy and always wants the best. Temperamental. Funny and humorous. Loves to joke. Good debating skills. Talkative. Daydreamer. Friendly. Knows how to make friends. Abiding. Able to show character. Easily hurt. Prone to getting colds. Loves to dress up. Easily bored. Fussy. Seldom shows emotions. Takes time to recover when hurt. Brand conscious. Executive. Stubborn". (Facebook)

Natureza morta


Nature

“Nature always wears the colors of spirit” (Ralph Waldo Emerson, Nature).

segunda-feira, 16 de março de 2009

"Ter os pés...

... assentes no ar" (um anormal dixit)

Seleccionar

O grande desafio é fechar e não abrir. Seleccionar! Perante o excesso de informação aparece a angústia e impotência. São milhares os livros que quero (preciso) de ler. Não tenho vida para tanto. Há que saber escolher.

Viajar

"Entretanto, Europa não via o fim daquela louca viagem. Imaginava, porém, o seu destino, quando voltassem a encontrar terra." (Roberto Calasso, As Núpcias de Cadmo e Harmonia)

O valor das coisas


Dois filmes à volta de objectos. A relação do coleccionador e do conservador. Os afectos anexos e as redes familiares. Valem pouco, na maioria das vezes. Valem muito quando a história é redentora. Casas, carros, vasos, secretárias, quadros... desaparecem quando a pessoa que os elegeu desaparece. Ou não. Ficam e passam para filhos, para netos, diluem-se no quotidiano e constituem uma imagem da vida. E da morte. Gostei do filme Gran Torino. Gostei do L'heure d'étè. Há uma casa que nunca esqueço.

sábado, 14 de março de 2009

Hoje:

PRAIA!
:)))))

sexta-feira, 13 de março de 2009

Current mood:

Aqui trabalha-se!
Imagem: Frances Benjamin Johnston, Stairway of the Treasurer's Residence, Students at Work, The Hampton Institute, Hampton, Virginia

Ubiquidade

"Whether it calls itself installation art or institutional critique, the international spread of the mixed-media installation has become ubiquitous. Triumphantly declaring that we now inhabit a post-medium age, the post-medium condition of this form traces its lineage, of course, not so much to Joseph Kosuth as to Marcel Broodthaers." (Rosalind Krauss, Voyage on the North Sea)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Ansioso por ver:

A exposição de Daan van Golden, na Culturgest, daqui a uns meses.
Imagem: The child in time ... Rotterdam, 1985

Portugueses

"Resta-nos a consolação de não ter contribuído em nada para chegar através das famosas 'cadeias de razões' até à bomba atómica". (Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade)

Porque nunca pensámos!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Fluxos


Olhar para a natureza

"La seconda osservazione, che riguarda esclusivamente l'arte greca, cerca d'approfondire il procedimento usato da quegli impareggiabili artisti per disegnare, partendo dalla figura umana, il cerchio perfettamente concluso della creazione divina, nel quale i caratteri fondamentali, come pure i passaggi e le mediazioni, sono tutti presenti. La mia ipotesi è che essi, operando, abbiano rispettato le leggi con cui procede la natura, e delle quali sto inseguendo la traccia. C'è però qualcosa di più, che non riesco ad esprimere." (Goethe, Viaggio in Italia, 28 gennaio 1787)

terça-feira, 10 de março de 2009

Elogio da mão II

Tomar consciência é tomar forma.
É atribuir forma.
Imagem: La Cantate du Narcisse("Narcisse nous dédaigne..."), 1934, Laure Albin GuillotDR

Elogio da mão

Segundo Henri Focillon "o artista que desbasta a madeira, que bate o metal, molda a argila, talha o bloco de pedra, faz reviver até nós um passado do homem, de um homem antigo, sem o qual não existiríamos. Não é admirável ver perfilar-se entre nós, na era mecânica, este obstinado sobrevivente das idades dão mão?” (Elogio da mão)

"(...) é a criação de um universo concreto, distinto da natureza, que constituiu o mérito real da espécie humana” (Elogio da Mão)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quero:

Um sofá, um gin tónico e uma televisão para alienar!
Imagem: Paul Graham, Television Portrait (Cathy, London) , 1989

A propósito de Lá-Fora:

"Chegou a hora de fugir para denro de casa, de nos barricarmos dentro dela, de construir com constância o país habitável de todos, sem esperar de um eterno lá-fora ou lá-longe a solução que, como no apólogo célebre, está enterrada no nosso exíguo quintal." (Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade)

domingo, 8 de março de 2009

Cosmogonia

O mundo é redondo. O mundo reflecte. O mundo brilha, às vezes.
O mundo fragmenta mundos.

Defesa

"Visto que 'o nosso mundo' é um Cosmos, todo o ataque exterior ameaça transformá-lo em 'Caos'. E dado que 'o nosso mundo' foi fundado pela imitação da obra exemplar dos Deuses, a cosmogonia, os adversários que o atacam são assimilados aos inimigos dos Deuses, os demónios, e sobretudo ao arquidemónio, o Dragão primordial vencido pelos Deuses nos começos dos tempos. O ataque do 'nosso mundo' equivale a uma desforra do Dragão mítico, que se rebela contra a obra dos deuses, o Cosmos, e se esforça por reduzi-la ao nada. Os inimigos enfileiram entre as potências do Caos. Toda destruição de uma cidade equivale a uma regressão ao Caos. Toda a vitória contra o atacante reitera a vitória exemplar do Deus contra o Dragão (quer dizer, contra o 'Caos')." (Mircea Eliade, O Sagrado e o Profano)

I love Mircea!

sábado, 7 de março de 2009

Algumas leituras para Março:







Certas regras

"Para a consciência moderna, um acto fisiológico - a alimentação, a sexualidade, etc. - não é, em suma, mais do que um fenómeno orgânico, qualquer que seja o número de tabus que o embaraça ainda (que impõe, por exemplo, certas regras para 'comer convenientemente' ou que interdiz um comportamento sexual que a moral social reprova). Mas para o 'primitivo', um tal acto nunca é simplesmente fisiológico; é, ou pode tornar-se, um 'sacramento', quer dizer uma comunhão com o sagrado." (Mircea Eliade, O Sagrado e o Profano)

Eu sou:

SUPER - ELEGANTE

sexta-feira, 6 de março de 2009

Current mood:

Mestrado

O que é um corpo?
O que é um rosto?
O que é um retrato?
Pode haver um retrato sem rosto?
Lascaux, Ingres, Manet, Picasso...

Parece bem?

"Many people are anxious when they're about to be photographed: not because they fear, as primitives do, being violated but because they fear the camera's disapproval People want the idealized image: a photograph of themselves looking their best." (Susan Sontag, On Photography)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pira-te!

Vídeo e música roubada de avanti-miguel.blogspot.com (you've made my day, thanks).
Podia ser sobre mim e sobre ti (sabes bem quem).
LEAVE ME!!!!!!!!!!
Eu é que não te deixo... porque te amo! Olha para mim!

Boiardo e recalcado

"De cativos, a senhores do mundo, de humilhados e ofendidos da história, a eleitos, servidos pelos outros, paranóica mas generosa visão, paralela à que o mesmo Vieira prometia no céu aos escravos sem redenção terrestre dos engenhos e fazendas do Brasil, é que Pombal pensou libertar-nos por um europeísmo à Pedro da Rússia, que não convenceu os nossos boiardos locais, analfabetos, glutões e preguiçosos, como William Beckford os virá encontrar. Cada período de forçado dinamismo tem sido seguido sempre do que, em linguagem freudiana, se chamaria o regresso do recalcado." (Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Super elegante...

Mais um vídeo musical enviado por um passarinho!
LOVE THIS!

Governo Civil de Lisboa

Local onde as funcionárias respondem coisas do género: "eu sei lá como é que essas coisas dos passaportes para os EUA funcionam! Eu não viajo!"
YOU SUCK!

Revelar

"Nenhum rosto vivo facilmente se revela, e contudo basta um pequeno esforço para descobrir-lhe o significado. Penso - arrisco eu -, penso que o importante é isolá-lo. Só quando o meu olhar o destaca de tudo em redor, só quando o meu olhar (a minha atenção) impede esse rosto de se confundir com o resto do mundo evadindo-se numa infinitude de significações cada vez mais vastas, exteriores a si, ou quando, pelo contrário, obtenho a necessária solidão pela qual o meu olhar o recorta do mundo, então somente o significado desse rosto - pessoa, ser ou fenómeno - afluirá, condensando-se. Quero eu dizer, o conhecimento de um rosto, a pretender-se estético, tem que refutar a história." (Jean Genet, O Atelier de Alberto Giacometti)
Não estava a olhar. Olhava para a paisagem. Cheguei a casa. Ampliei o pormenor do olhar. Olhava para mim.

A propósito de uma viagem:

"The true modernism is not austerity but a garbage-strewn plenitude - the willful travesty of Whitman's magnanimous dream. Influenced by the photographers and the pop artists, architects like Robert Venturi learn from Las Vegas and find Times Square a congenial successor to the Piazza San Marco; and Reyner Banham lauds Los Angeles's 'instant architecture and instant townscape' for it's gift of freedom, of a good life impossible amid the beauties and squalors of the European city - extolling the liberation offered by a society whose consciousness is built, ad hoc, out of scraps and junk. America, that surreal country, is full of found objects. Our junk has become art. Our junk has become history." (Susan Sontag, On Photography)

terça-feira, 3 de março de 2009

Nas bancas:


A nova L+arte.
João Louro faz a capa e o projecto. Nikolai Nekh é o Novo Talento e Jochen Lempert, na Culturgest, é a exposição do mês. Heimo Zobernig é entrevistado e o Gonçalo Pena mostra-nos o seu ateliê. Desenhos de A a Z e os Pré-rafaelitas...
A não perder!

Current mood:

Inovar?

"Aceito mal o que em arte se designa por inovador. Deverá uma obra ser entendida pelas gerações futuras? Porquê? Que quererá isso dizer? Que elas poderão utilizá-la? Em quê? Não vejo bem. Já vejo melhor - ainda que muito obscuramente - toda a obra de arte que pretenda atingir os mais altos desígnios deve, com paciência e uma infinita aplicação desde início, recuar milénios e juntar-se, se possível, à imemorial noite povoada pelos mortes que irão reconhecer-se nessa obra.
Nunca, nunca, a obra de arte se estina às novas gerações. Ela é oferenda ao inúmero povo dos mortos. Que a acolhem. Ou rejeitam. Mas os mortos de que falo nem vivos foram. Ou então esqueci-os. Porque foram-no suficiente para que os esqueçam, já que a vida teve como fim levá-los a cruzar esta tranquila margem de onde aguardam - ido daqui - um sinal reconhecível." (Jean Genet, O Estúdio de Alberto Giacometti)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Acordei...

... a pensar na vida que não tive.

Tudo começou

"What I am rebelling against and what I think is damaging, is that shameless humanism, wich, partly emerging from Judeo-Christian tradition, partly from Renaissance and Cartesianism, makes man the lord, the absolute master of Creation. I believe, all the tragedies we have seen, first with colonialism, then with fascism and finally with the extermination camps, are not in conflict with nor contradictory to the apparent humanism in the specific form, in wich we have been practising it for several centuries, but instead they are (...) almost its natural consequence. It comes to the same thing, when man draws up borders between oneself and other species first and then moves them to the inside of his own, solely accepting certain categories as human nd contrasting it with others, characterized as inferior, according to the very same pattern as when distinguishing between man and other creatures. This is the actual original sin; it drives mankind to self-destruction. The mutual respct between people canot be based on a special kind of dignity, mankind credits itself with, for then a part of mankind can always claim to possess this dignity to a greater extend than all others. On the contrary, we need to start from fundamental humility: If man respects other life forms, he is also protecting himsef from running the risk of not equally valuing all human ways of life. (...) Care for mankind without simultaneous solidary care for all other life forms, that means, whether one likes it or not, leading mankind to self-suppression and self-exploitation." (T. Adorno, Kulturkritik und Gesellschaft, in Karsten Fischer, In the beginning was the murder)

domingo, 1 de março de 2009

Current mood:

Acabei de ver esta fotografia num filme, na casa de um psicopata americano.
Lovely!
Imagem: Richard Prince

Amanhã...

... recomeçam as aulas:

a) Problemas de Arte Contemporânea
b) O "Portuguesismo na Cultura Artística do Século XIX
c) Imagens Contemporâneas
d) A Figura do Corpo na Arte do Século XX
e) Arte e Experiência
f) Arte Japonesa

ah well...

Fim-de-Semana:







Enjoado. Demasiada violência. Rourke vai bem mas vai como é. A Poppy existe. Eu conheço uma. A visão de um desenhador. A quadrícula, a grelha, a vontade de dominar o mundo. A gaja janada é um déjà-vu. Amigos de Alex com Trainspotting WASP ou queque! blergh!
Ginásio, chuva, requeijão de Seia, mel e chá de camomila.