quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nas bancas:

A partir de amanhã ou depois de amanhã.
A L+arte da rentrée tem colaborações luxuosas: Alexandre Melo, Mauro Cerqueira, Catarina Rosendo, entre outros magníficos.
A não perder!!!

Time goes by...


Avô - Pai - Eu (Filho)

No centro

"Coloquei-te no centro do mundo, para que melhor pudesses contemplar o que o mundo contém. Não te fiz nem celeste nem terrestre, nem mortal, nem imortal, para tu, livremente, tal como um bom pintor ou um hábil escultor, dês acabamento à forma que te é própria". (Pico de Mirândola, in Marguerite Yourcenar, A Obra ao Negro)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A não perder...


... na Gulbenkian, Jesper Just!
A partir de dia 9 Outubro.

Prazer

"O prazer é um sentir que ultrapassa a distinção entre satisfação e dor: ele engloba também o que é desagradável, aborrecido e até doloroso. O que implica a perda do sujeito, o desaparecimento, o fading - diz Barthes - da identidade pessoal, o abandono de todo e qualquer cálculo prudente e precavido de gratificações. O prazer é uma experiência excessiva que irrompe na consciência individual como um raio, subvertendo-a e ferindo-a." (Mario Perniola, A Arte e a sua Sombra)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Current mood:

Orienta aí uma moedinha...

Completamente só

"Amanhã vou abrir a mala para tirar um romance, um sweater, mas não vou apanhar os pedaços do passado, de ontem, desse ontem com uma sombra que talvez vá chamar-se amanhã mas que a obsessão não deve esmagar hoje.
Hoje, completamente vazio, completamente branco, completamente só." (René Crevel, O Meu Corpo e Eu)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Um desafio...


... cromático!

Um par...

... perfeito!

Morrer

"Para me obrigar a acreditar que o dia recomeça, eléctricos exageram as estridências, a maquilhagem amarela. Afirmação de um subúrbio que pisca o olho e nada oferece capaz de me impressionar, lembra-me aquilo que um filósofo verificou: 'Morrer é desinteressarmo-nos". (René Crevel, O Meu Corpo e Eu)

When love...

Ter corpo

"Mais ainda do que os outros homens, os homosexuais têm um corpo. Em geral, os machos têm um sexo e mais nada. E, nas obras surrealistas - excepçãp feita às de Léonor Fini - este sexo nunca é descrito ou pintado como um objecto para se olhar ou afagar, como uma fonte de desejo. É sempre um instrumento de acção - ataque e posse. Isto é particularmente sensível nas pinturas de Picasso e Masson, onde o membro tem quase a forma de um punhal. (...) Esta recusa total do macho em fazer do seu corpo um objecto de desejo, anda a par com a sua necessidade de reduzir a mulher a um objecto de desejo. Redu-la estritamente ao seu papel 'feminino', consigna-lhe os limites das condutas ditas 'femininas': passividade, esxpextativa, oferenda, dádiva. Reserva ciosamente para si próprio as condutas e os papéis 'viris': actividade, conquista, tomada de posse." (Xavière Gauthier, sobre René Crevel)

Eu tenho um corpo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Current mood:


Wild combination

That's us, before we got there
That's morning time, before we got there
I just want to be, wherever you are
Hard as I can be, it's never too hard
With this our love to see, by it's own light
Love inside of me, it's working at night
Seconds before I see in the dark
Seconds turn, this time that, it's so...
Coming to, seconds turn, this time that I
Such fun to be with
It's a big old world
With nothing in it
I can't wait to see you another minute
It's a wild combination, it's a wild combination
It's a wild, it's a loving you baby
It's a talk in the dark, it's a walk in the morning
That's us, before we got there
That's morning time, before we got there
For a price, push up and be part of it all
Surfing, swimming
It's a wild combination
That's us before we got there
That's morning time before we got there
That's you, me, on self-timer
We're leaving at five in the morning
We could get better mileage
That's you, in the pool, you're a swimmer
What a winner, you peek out
That's us before we got there
That's morning time, before we got there
That's you, me, on self-timer
We're leaving at five in the morning
We could get better mileage
That's you in the pool, it's a swimmer
What a winner, you peek
(Arthur Russell)

Bom dia!


Embebedar-me

"Guloso por álcool, jazz, tudo o que embebeda, eu ainda entrava nos locais onde se dança, onde se bebe, e embebedava-me indiferente ao que ouvia, dançava e bebia mas feliz por ouvir, dançar, beber, para esquecer os outros que me tinham limitado mas não socorrido." (René Crevel, O Meu Corpo e Eu)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Outono?

Naaaaaaaa!!!!
Só se for lá fora!!!!
Por aqui, em Lisboa, o sol continua a brilhar!

Festa

Foi verde. Quase radioactiva. Um lençol ao pescoço. Poucas pessoas. Algumas caras novas. Houve espaço para dançar, falar, cumprimentar, flirtar. Vi um "date" antigo que fugiu assim que me viu. Deitei-me quase tarde. Levantei-me quase cedo. Praia...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bom dia!


No Verão que passou:

"Na areia, o mar ofegava com a respiração rápida e abafada das pequenas ondas que se sucediam umas às outras. Dirigia-me lentamente para os rochedos e sentia que a testa me inchava, sob o peso do sol. Todo este calor se apoiava contra mim, opondo-se ao meu avanço. E cada vez que sentia o sopro quente deste calor enorme na minha cara, cerrava os dentes, apertava os punhos nas algibeiras das calças, retesava-me todo para triunfar do sol e da embriaguez opaca que caía sobre mim. A cada spada de luz surgida da areia, de uma concha esbranquiçada ou de um vidro partido, os queixos crispavam-se-me. Andei assim durante muito tempo." (Albert Camus, O Estrangeiro)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Serviços Educativos

Musée d'Orsay, Paris

Bonjour

Fleurs de Paris
Fleurs du Mal

Gender

A Peper é uma cadela. O Chili é um cão. A Peper gosta de "montar" o Chili. O Chili gosta de montar cães.

sábado, 19 de setembro de 2009

Ça va?


Oui... après 2 jours à Paris (1 nuit), Lisbonne. Museu Rodin, pela primeira vez, e Museu d'Orsay, depois de quase 10 anos desde a última vez. Uma exposição de arte contemporânea, no Champs Elysées. Um jantar com amigos em francês num restaurante italiano. Um hotel na rue Oberkampf. Um pequeno-almoço e almoço no Marais. Compras em Saint-Honoré, na rue du Temple e derivados alternativos. Après Paris... je suis un alter-existencialiste!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um dia...


... estarei a escrever e tu, numa janela, perto de mim, cantarás... "two drifters off to see the world... there's such a lot of world to see"... amanhã, vou a Paris...

Viajar

"Li esses três livros de um fôlego; mas para meu desgosto nada neles encontrava como a emoção com que me arrebatavam por ocasião das minhas leituras de adolescente, quando, fechado na casa de banho, ou enfiado na cama, esquecia durante horas a fio o mundo exterior para me perder com volúpia nos meandros deste universo bárbaro, de um erotismo turvo, povoado de guerreiros e de princesas vestidos apenas de armas e de jóias, de toda uma profusão barroca de monstros e de máquinas." (Jonathan Littell, As Benevolentes)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A ouvir:


Estou viciado nestes Little Joy...

Diferença

"The relationships we have to have with ourselves are not ones of identity, rather they must be relationships of differentiation, of creation, of innovation. To be the same is really boring." (Michel Foucault)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Estou...


... com sono, com uma imensa vontade de dormir.

Rotos


Um filme tipo telenovela mexicana mas com chicas e, por vezes, decórs almodovares. Muito longo. Demasiado. Alguma graça mas nada de extraordinário. Fiquei na dúvida se os aspectos negativos eram propositados e se seriam esses o real valor do filme. Gostei da Penélope, mais uma vez. Um filme de um roto para os rotos. Saí da sala a cantar "Quiero ser una chica almodovar..."

A ouvir:

Estilhaços febris

"Errei por muito tempo nos bosques frondosos da febre, com o meu corpo assombrado por velhas obsessões: com os arrepios e as cãibras, uma espécie de furor erótico atravessava o meu corpo paralisado, um ardor espicaçava-me o ânus, entesava-me dolorosamente, mas não podia fazer o mínimo gesto para me aliviar, era como se me masturbasse com a mão cheia de vidro estilhaçado, deixei-me levar por isso como por tudo o resto." (Jonathan Littell, As Benevolentes)

domingo, 13 de setembro de 2009

O Verão...

... ainda não acabou!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Current mood:

Chão

"Jovem, sentia-me transparente de lucidez, tinha ideias precisas sobre o mundo, sobre o que o mundo devia ser e sobre o que realmente era, bem como sobre o meu próprio lugar neste mundo; e com toda a loucura e arrogância dessa juventude, pensara que seria sempre assim; que a atitude induzida pela minha análise nunca mudaria; mas esquecera, ou antes, não conhecia ainda a força do tempo, do tempo e da fadiga. E mais ainda do que a minha indecisão, a minha perturbação ideológica, a minha incapacidade de tomar uma decisão clara acerca das questões que me ocupavam e de a manter, era isso que me minava, que fazia com que me faltasse o chão debaixo dos pés. Uma tal fadiga não tem fim, só a morte lhe pode pôr termo, ainda hoje dura e para mim durará para sempre." (Jonathan Litell, As Benevolentes)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Para a semana...

... estarei de volta a esta cidade...
(se não apanhar vírus da gripe, claro)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

100 anos

Se estivesse vivo (morreu em 1994), o meu avô Manuel faria, hoje, no dia 09-09-09, 100 anos... vivi com ele durante dois anos (os últimos dois anos da vida dele) e passei várias férias de Verão com ele, numa Casa, nas margens do rio Côa (quase, quase, uma Casa do Lago). Tinha olhos azuis e cabelos escuros, encaracolados, como os meus. Foi oficial da cavalaria (foi com ele que andei a cavalo a minha primeira vez), combateu nas revoltas de Lisboa, nos anos 20. Contava-nos as mesmas histórias todos os anos: as bombas e os disparos, a ausência de lei e ordem na cidade.

Hoje, de madrugada, os céus dispararam canhões sobre Lisboa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

35 shots...

... de Rum, no King. Nada de novo.
O calor obriga-me a air de casa. Passeio de carro pelas avenidas novas e desço a Almirante Reis. Olho para os skaters na Praça da Figueira. Reconheço uma das silhuetas lá de casa. Subo o Chiado. As ruas estão cheias de gente. Estaciono à porta. Ligo a televisão. Peduro a roupa acabada de lavar. Faço o jantar. Bife de espadarte e uma salada tricolor. Chocolate e um chá de camomila. Deito-me no chesterfield esburacado. Vejo o "Friends" e "O Sexo e a Cidade".
Na cama, abro "As Benevolentes" e leio até adormecer.
Vidinha de merda!

Facebook?

"A procura da novidade e do efeito, perseguida por si própria, implica também uma rápida usura e obsolescência das imagens, que devem ser continuamente substituídas por outras dotadas de maior força de impacto, ou com características capazes de despertar a atenção." (Mario Perniola, A Arte e a sua Sombra)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ver e ouvir

O braço...

... manifesta-se. A dor vem aos poucos. Não me larga. Duas horas de praia. Escrevo um texto. Vou ao cinema e não vejo grande coisa. Regresso a casa. Escrevo mais um pouco. Ligo a televisão e vejo "Vida Interrompida".

Vida

"A vida é fictícia, as palavras perderam a realidade. E no entanto esta vida fictícia é a única que podemos suportar". (Raul Brandão, Húmus)

sábado, 5 de setembro de 2009

A ver!


E não esquecer!
Não é por si.
Mas pelos que por cá ficam...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Para T.

Eleições?

Pela primeira vez, não sei em quem votar nas próximas eleições.
F.U.C.K. THE SYSTEM

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Current mood:

Repugnante

"Repugnante é a mentira, porque está cheia de uma viscosidade vital e emocional, absurda e incongruente. Repugnante é a impostura, quando oculta sob o manto do idealismo as afeições cúpidas e desordenadas do indivíduo. Repugnante é ainda a cobardia, que consiste na intrusão de uma vitalidade malsã e mórbida em situações que exigem a defesa duma escolha, o alcançar dum objectivo, a manutenção duma decisão." (Mario Perniola, A arte e a sua sombra)

Novo livro para ler...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nas bancas:

A capa e o projecto são criação de João Penalva.
A edição de Setembro oferece um roteiro crítico alargado das exposições que ainda podemos ver em Portugal.
A não perder!
LER!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sacanas...

... sem Lei" é um filme pedagógico (a ser distribuído pelas diferentes ditaduras).
Brad Pitt é um excelente actor, mais uma vez. O sangue e a violência não impressionam. Participam de um profundo sentimento de justiça.
Quero ver outra vez!