segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O meu reino...

Felicidade

"A felicidade é uma característica da vida que exige o desaparecimento da vida para existir. Se a felicidade é uma qualidade global do homem, então é necessário esperar que a vida desse homem se cumpra com a morte." (Roberto Calasso, As Núpcias de Cadmo e Harmonia)

domingo, 29 de novembro de 2009

Current mood:

(Porto, ao lado de Emissores Reunidos)

sábado, 28 de novembro de 2009

De regresso...


... do Porto!
(Joaquim Vitorino Ribeiro, Mártir Cristão, 1879, detalhe)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os meus rapazes:

Padrões de hoje:




Indiferença

"Existem duas espécies de relações entre os deuses e os homens: o convívio e o estupro. A terceira, moderna, é a indiferença, mas essa indiferença implica que os deuses se tenham já retirado. Assim, se para os homens os deuses são indiferentes, também o facto de eles existirem, ou não, se torna indiferente. Esta é a situação moderna, uma situação peculiar." (Roberto Calasso, As Núpcias de Cadmo e Harmonia)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Até Fevereiro:

BRISOMAX
SINGULAIR
RINIALER
LEXOTAN (opcional)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ele e ela


Ela era Ele. Ela é viúva dele. Ela penetra um homem. Ela gosta de uma mulher. Ela é Ele.

Redacção:


Obsceno:

"(Do lat. obscenus). 1. Que ofende abertamente a moral; que choca, geralmente através de representações ou alusões de carácter sexual. = IMORAL, IMPÚDICO, INDECENTE, INDECOROSO, ORDINÁRIO. História, anedota, palavra, canção, desenho, imagem, gesto, telefonema, revista, filme +; pormenores +s. 2. Que faz, diz, escreve coisas que ofendem a moral, que atentam contra o pudor. = IMORAL, IMPÚDICO, INDECOROSO, ORDINÁRIO. 3. Que denota uma sensualidade indecorosa. = LASCIVO, LIBIDINOSO. 4. Que se considera chocante, imoral; que se desaprova vivamente. Chegam a ser obscenas as diferenças sociais existentes naquele país. 5. funç subst. Carácter obsceno de alguma coisa. = OBSCENIDADE. O que a chocou foi o obsceno da situação. 6. funç. subst. Aquilo que é obsceno. = OBSCENIDADE. O jovem artista diz-se fascinado pelo obsceno, que é uma componente importante do seu trabalho pictórico. Adv. obscenamente. (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa)

Wallpaper:


Pornografia:

"(Do gr. 'prostituta' + suf. -grafia). 1. Tratado acerca da prostituição. 2. Representação de situações obscenas sob a forma de texto, desenho, fotografia, encenação... com objectivo de despertar e excitar a libido. 3. Devassidão, libertinagem. (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de Lisboa)

Vertigem doméstica:


Olhar

"E sangue foi o que não faltou, no fim. E eis que, consumada a minha paixão, me senti triste e enojada. Não tinha sido minha intewnção rasgar as tenras carnes, mas parecia tê-lo feito, e a minha arma, ao ser retirada, vinha coberta de sangue vivo. (...)

(...) aquela besta de um olho só, que não faz outra coisa senão martelar cegamente de encontro a qualquer orifício, na ânsia de espalhar por tudo quanto é canto a pavorosa semente que já tanto encheu o mundo de habiantes excedentários que o nosso fim está próximo: provam-no a guerra, a fome e a decadência física de uma espécie cuja extinção não só é inevitável, mas, a meu ver, igualmente desejável..."

(Gore Vidal, Myra Breckinridge)

Semióticas culinárias:




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Who? Me?



... I think I love you. I've loved you for a long time. You've never loved me.

Who do you love? I don't want to know!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Apreender

"Existirão ideias fora do discurso? Será a ideia formulada num discurso (uma carta ou um diário) o mesmo que uma ideia formulada em palavras diferentes noutro discurso (um texto literário)? Além disso, o que pretendemos dizer com 'realismo'? Em que sentido é a ficção 'verdadeira' e o que constitui a evidência dessa verdade? Qual a relação entre um texto (uma construção discursiva) e o mundo? Até que ponto é possível apreender o mundo, independentemente dos modos convencionais nos quais ele é representado? Até que ponto é a experiência controlada pela linguagem, sociedade e história?" (Catherine Belsey, A Prática Crítica)

No MoMA:

Gabriel Orozco!
"With a body of work that is unique in its formal power and intellectual rigor, Gabriel Orozco (Mexican, b. 1962) emerged at the beginning of the 1990s as one of the most intriguing and original artists of his generation—and one of the last to come of age in the twentieth century. Orozco resists confinement to a single medium, roaming freely and fluently among drawing, photography, sculpture, installation, and painting. From one project to the next, he deliberately blurs the boundaries between the art object and the everyday environment, instead situating his contributions in a place that merges "art" and "reality," whether in exquisite drawings made on airplane boarding passes or in sculptures made from recovered trash"

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Acordei...

... com um torcicolo no pescoço ou qualquer outra merda que me provoca dores nessa zona do corpo! aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Integridade

"Nada é parecido com o que quer que seja. As coisas são inteiramente o que são e não carecem de interpretações, mas tão só de um respeito mínimo pela precisa integridade que é a delas." (Gore Vidal, Myra Breckinridge)

Quero aprender:


Fui ver...

... Lúcia Sigalho, ao Teatro Maria Matos. Adorei e participei com a frase "ah... acho que estraguei isto". Descobri um autocarro que liga S. Bento à Av. de Roma, o 727. O carro fica estacionado. Leio as últimas páginas de "A Obra ao Negro", livro de Marguerite Yourcenar (adoro dizer este nome). O Zenão mata-se bem matado e fica bem mortinho na sua cela a tresandar a morte. No regresso a casa, um debate na televisão discute o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O ódio dos opositores é visceral e arrepia-me. Telefono à minha mãe e a uma amiga. Como bolachas e bebo chá de camomila para me acalmar. Deito-me e começo a ler Gore Vidal e a história de uma mulher com mamas grandes que quer dominar o mundo e submeter os homens ao poder dos seus argumentos físicos. Os homens ainda batem nas mulheres?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um presente...

... voador!

Senso comum

"O senso comum pressupõe que os textos literários válidos, que de um modo especial merecem ser lidos, contam verdades - acerca da época que lhes deu origem, do mundo em geral ou da natureza humano - e que, ao fazê-lo, exprimem as percepções particulares e o mundo interior individual dos seus autores. (...)
Na realidade, o senso comum denuncia a sua própria insuficiência pelas suas incoerências, as suas contradições e os seus silêncios. Ao apresentar-se a si mesmo como não-teórico, como 'óbvio', o senso comum não é obrigado a demonstrar que é internamente consistente. Contudo, uma descrição do mundo, que finalmente mostra ser incoerente ou não-explanatória, constitui uma base medíocre, quer para a prática leitura quer para a crítica." (Catherine Belsey, A Prática Crítica)

domingo, 15 de novembro de 2009

Domingo:

Preguiça. Preciso de ginásio. Levanto-me tarde. Tomo o pequeno-almoço e leio Yourcenar e Svetlana Alpers.
Sinto a barriga a inchar. Estou gordo. Preciso de ginásio.

O que interessa:

"Who to the life an exact Piece would make,
Must not from others Work a Copy take;
No, not from Rubens or Vandike.

Much less content himself to make it like
Th' Ideas and the Images which ly
In his own Fancy, or his Memory.

No, he before his sight must place
The Natural and Living Face:
The real Object must command
Each judgment of his Eye, and Motion of his Hand.

(Abraham Cowley, ode prefácio da History of the Royal Society, de Thomas Sprat)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Respostas

“The creation and development of narratives play a crucial role in the construction of our identities, cultures, and worlds. (...) So, that we respond emotionally to fictions is not only consistent with the fact that we react to actual situations, but it is also required by the affective engagement that narratives demand from us, as much in the quest for fictional entertainment as in factual, quotidian circumstances." (Stephen Davies, "Responding Emotionally to Fictions", publicado no The Journal of Aesthetics)

Young Again:

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Na América:


... gostam de apalpar colhões!

Espectador

“(...) lo spettatore occupa un posto fisso, ma sola fisicamente, non come soggetto di un'esperienza estetica. Esteticamente è in continuo movimento in quanto il suo occhio s'identifica con l'obiettivo della macchina da presa, che si sposta di continuo in distanza e direzione. E quanto è mobile lo spettatore, tanto, per la stessa ragione, è mobile lo spazio che gli si presenta. Non solo si muovono i corpi nello spazio, ma anche lo spazio si muove a sua volta, avvicinandosi, allontanandosi, girando, dissolvendosi e arrestandosi, attraverso lo spostamento e la messa a fuoco della cinepresa e il taglio e il montaggio delle varie scene, per non parlare di quelli artifici particolari come apparizioni, transformazioni, sparizioni, riprese rallentate o accelerate, flashback ed effetti speciali”. (Panofsky, Tre saggi sullo stile)

A propósito de um filme que vi.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Flores...

... do meu jardim (Pingo Doce, na Lapa)!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Hoje:

A não perder!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Current mood:


1989 - 2009

Herança:

"O género idílico quase nunca passa de um refúgio para a alma sedenta de quietação a que ainda se poderão acrescentar (...) modos adocicados e uma lânguida moleza." (Hegel, Estética)
Preciso de regressar.

Antepassado:

Profundos olhos azuis deixaram várias mulheres abandonadas ao desespero de um amor que teimava em desaparecer em busca da solidão.
Sou descendente de um Apolo atormentado por Dionísio.

Epitáfio:

"Filósofo de renome interncional, a sua obra determinou as mais importantes correntes do pensamento crítico e especulativo e contém os pressupostos das principais doutrinas professadas da cultura contemporânea"

Alguém sabe quem é? Não sou eu!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Questão do dia:


Um blogue...

O autor, um tal de Zé, diz-nos em manifesto:


"Nunca vos apeteceu fotografar alguém? A mim já. Não acham que há pessoas que têm o dom de vestir bem ou a audácia de o fazer de forma diferente? Eu acho.

A ideia não é original. Talvez já nem venha a tempo de ser inovadora. Mas porque as boas ideias não se têm apenas mas também se aproveitam, decidi criar O Alfaiate Lisboeta."

Uma versão portuguesa do "The Sartorialist" mas com caras que vemos todos os dias e com textos descritivos que acentuam a experiência pessoal do autor com aquilo que vê, para todos os gostos.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Current mood:

Musée Rodin, Paris

Admissão

"Sont admises à l'exposition les oeuvres d'une inspiration nouvelle et d'une originalité réelle exécutées et presentées par les artistes, artisans, industriels créateurs de modèles et éditeurs et rentrant das les Arts Décoratifs et industriels modernes. En sont rigoureusement exclues les copies, imitations et contrefaçons des styles anciens" (in Catálogo da Exposição de Artes Decorativas..., 1925, Paris)

Jantámos...

... apesar da minha asma que insiste e insiste e insiste... à volta de uma mesa, redonda e branca, e conversámos e conversámos e conversámos e conversámos... bebi chá de hortelã... observei e participei.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quero:



Limited edition, Printed on 100% American Apparel running shorts.
Available in S, M, and L.

A ouvir:

Ai!!! As minhas costas!!!


Artrose...

Medo das imagens

"The notion that there are malevolent spectators out there, looking to exploit the images the rest of us make and exhibit, has started to feed back into the everyday uses of photography, especially photography in public. (...)
This widespread paranoia exists at a time when the production and circulation of images, through the proliferation of camera phones and the Internet, have created a technological alternative to the traditional public sphere; through its lack of regulation, the 'digital commons' causes further panic among those authorities whose impulse is to monitor and surveil." (J.J. Charlesworth, "Fear of Photographs", in Art Review, Nov. 2009)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Variações



Um leilão muito especial. Fotografias, esculturas, objectos e derivados de uma vida diferente. Na leiloeira P4, António Variações.
SEXY!

www.p4liveauctions.com

Morrer assim?

Humanismo

"Só há uma maneira de entender o humanismo antigo: é concebê-lo como uma tomada de partida num conflito mediático, isto é, como resistência dos livros contra o anfiteatro, e como oposição das leituras humanizadoras, propensas à resignação, instauradoras da memória, contra a ressaca da ebriedade e das sensações desumanizadoras dos estádios, arrebatadas de impaciência. O que os romanos educados chamavam 'humanitas', seria impensável sem a exigência de abstinência da cultura de massas bos teatros da ferocidade. Se, por acaso, o humanista se extraviasse entre a multidão vociferante, era só para constatar que também ele era um homem e, por o ser, também podia ser contaminado por essa tendência para a bestialidade. Logo regressava do teatro a casa, envergonhado pela sua involuntária participação em sensações infecciosas, e imediatamente se via obrigado a admitir que nada de humano lhe era alheio. Mas com isso também dizia a si próprio que a natureza humana consiste em eleger os media domesticadores para o desenvolvimento da própria natureza, e renunciar aos desinibidores. O sentido desta escolha de media reside em que o humanista devia cortar com o hábito da própria bestialidade potencial e distanciar-se da escalada desumanizadora da vociferante matilha do espectáculo." ( Peter Sloterdijk, Regras para o Parque Humano)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quase nas bancas:

A nova L+arte, edição de Novembro, com um deslumbrante projecto de António Olaio e vários textos sobre a arte em Portugal, como habitual.
Escrevo sobre a exposição "La Confusion des Sens", no Espace Culturel da Louis Vuitton, em Paris, e sobre uma jovem artista, Sofia Ponte.

Os portugueses são:

Vaoidosos e impostores
Altivos e arrogantes
Hipócritas
Vingativos
Ignorantes
Velhacos
Traiçoeiros
Desonestos
Pedichões
Inconstantes
Supersticiosos
Fanfarrões
Sensuais
Ciumentos
Preguiçosos
e ainda:
Sóbrios
Corteses e familiares
Espiritusos
Entusiastas
Valentes
Económicos
Bons soldados, embora refractários à disciplina

(análise segundo "Os livros de viagens em Portugal no Século XVIII e a sua projecção europeia", por Castelo Branco Chaves)

Zeitgeist:




A olhar para os pássaros vou Andando na Desgraça!