segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Senso comum

"O senso comum pressupõe que os textos literários válidos, que de um modo especial merecem ser lidos, contam verdades - acerca da época que lhes deu origem, do mundo em geral ou da natureza humano - e que, ao fazê-lo, exprimem as percepções particulares e o mundo interior individual dos seus autores. (...)
Na realidade, o senso comum denuncia a sua própria insuficiência pelas suas incoerências, as suas contradições e os seus silêncios. Ao apresentar-se a si mesmo como não-teórico, como 'óbvio', o senso comum não é obrigado a demonstrar que é internamente consistente. Contudo, uma descrição do mundo, que finalmente mostra ser incoerente ou não-explanatória, constitui uma base medíocre, quer para a prática leitura quer para a crítica." (Catherine Belsey, A Prática Crítica)

Sem comentários: