quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

2011?


VÁ LÁ!!!!!! PLEASEEEEE!

Amor

"A unidade na pluralidade não é outra coisa senão a harmonia e é do facto de tal coisa convir a tal coisa mais que a tal outra que decorre a beleza que desperta o amor" (G.W. Leibniz)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Modernismos






Current mood:

Dancing with tears in my eyes
Weeping for the memory of a life gone by
Dancing with tears in my eyes
Living out a memory of a love that died

It's five and I'm driving home again
It's hard to believe that it's my last time
The man on the wireless cries again
It's over, it's over

It's late and I'm with my love alone
We drink to forget the coming storm
We love to the sound of our favourite song
Over and over

It's time and we're in each others arms
It's time but I don't think we really care

(Dancing with tears in my eyes, Ultravox)

Oui, c'est moi!

Pedro, o louco!
SHOOT ME, PLEASE!

Poço quântico

Só energias, fios condutores, cruzamentos, curtos-circuitos, informações e desinformações. Um dia sim, um dia não. Entrelaçado nas dúvidas dos outros. De um estado para o outro. Esperança e desilusão. Apatia. Regresso às imagens do Verão. Olho para o espelho. A ruga, no lado esquerdo da cara, insiste e resiste aos cremes gordurosos. Já não vai lá. Envelheço. Cabelos brancos, no lado direito, um pneu cada vez mais saliente na barriga, peles descaídas. Pele branca, verde, lilás... argh HATE Inverno!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

We need this:

Norman Rockwell

Jesus hates faggots?

"I've felt uncomfortable since the day that I was born
Since the day I glimpsed the black abyss in your eyes
Theres no way you could make all this shit up on your own
It could only come from the mastermind of lies

I cant believe that I've considered taking my own life
Cus I believed the lies about me were the truth
It will be magic to watch your transformation when you realise that you've been had
Its enough to make a guy like me feel sad

Cus you tell me that
"Jesus, he hates fruitloops son.
We told you that when you were young.
Pretty much anything you want him too, like sitcoms, paedophiles and kangaroos.
Morons who cut in line, 3 bean salad and parking fines.
And when we win the war on society,
I hope your blind eyes will be opened and you'll see."

The arrogance it takes to walk around in the world the way you do
It turns my brain to jelly every time
The rage and fear I'm feeling have begun to make me sick
And I think I might be about to commit a crime.

And you tell me that
"Jesus, he hates homos son.
We told you that when you were young.
Pretty much anything you want him too, like coco puffs, red cars and Jews(?).
Postal clerks who waste your time, weightloss shakes and the local news.
And when we win the war on society,
I hope your blind eyes will be opened and you'll see."

"Cus Jesus, he hates faggots son.
We told you that when you were young.
Pretty much anyone you want him too, like niggers, spiks, redskins and kikes.
Men who cannot tame their wives, weaklings, cowards and bull dykes.
And when we win the war on society,
I hope your blind eyes will be opened and you'll see." "

(Jesus hates faggots, by John Grant)

Urgente!


Ando assim...

... indeciso entre a ética protestante, a moral da autenticidade, o mal de existir, a culpa e a ansiedade, o vício do novo, entre a arte e a vida, entre o hedonismo e o altruismo. As coisas acabam - digo para mim mesmo. Novos desafios mas poucas perspectivas. As coisas acabam. Tudo acaba. Be yourself - leio num livro sobre o declínio das vanguardas. Sou um jovem intelectual mas não sou brilhante - condição fodida. O direito à diferença foi-se à vida. O desejo uniformizador pela igualdade manifesta-se na fúria social. Não sou como tu - penso. Não sou estratégico mas tenho tarefas que preciso de satisfazer no máximo das minhas possibilidades limitantes. Fragmento-me e aspiro pela quarta dimensão. Faço um quizz no facebook: "Qual garota Almodovar você é? Você é o símbolo máximo do pós-humano. Uma desconstrução que vaga pelo mundo em vibrantes tacones lejanos. De perto, você parece um tanto tresloucada, mas qualquer um pensaria muito, muito mesmo antes de querer sugerir qualquer mudança em sua persona." Sou um hipercorpo e projecto-me sobre um plano genital!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Current mood:


És avant-garde?

"(...) sem banalidade não há vanguarda, uma vez que a vanguarda é esse movimento através do qual um pequeno grupo, uma elite, animada de um projecto novo, rejeita radicalmente o conformismo ambiente, as ideias feitas, as heranças da tradição. A crise das vanguardas não pode em caso algum ter por origem, pois, as oposições com que elas se deparam. Muito pelo contrário, talvez seja a exaustão hoje em dia de uma oposição que tal, a própria ausência de conflito entre os artistas de vanguarda e um público quase inexistente, o que constitui o verdadeiro problema." (Luc Ferry, Homo Aestheticus)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

NO NEWS...

... IS BAD NEWS?
yes...
The story is coming to an end.
Will there be a new chapter?
...well...
Life is life!

sábado, 30 de outubro de 2010

Tarefa urgente:

Current mood:

Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé
Entendez-vous dans nos campagnes
Mugir ces féroces soldats?
Ils viennent jusque dans vos bras.
Égorger vos fils, vos compagnes!

Aux armes citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons

Que veut cette horde d'esclaves
De traîtres, de rois conjurés?
Pour qui ces ignobles entraves
Ces fers dès longtemps préparés?
Français, pour nous, ah! quel outrage
Quels transports il doit exciter?
C'est nous qu'on ose méditer
De rendre à l'antique esclavage!

Quoi ces cohortes étrangères!
Feraient la loi dans nos foyers!
Quoi! ces phalanges mercenaires
Terrasseraient nos fils guerriers!
Grand Dieu! par des mains enchaînées
Nos fronts sous le joug se ploieraient
De vils despotes deviendraient
Les maîtres des destinées.

Tremblez, tyrans et vous perfides
L'opprobre de tous les partis
Tremblez! vos projets parricides
Vont enfin recevoir leurs prix!
Tout est soldat pour vous combattre
S'ils tombent, nos jeunes héros
La France en produit de nouveaux,
Contre vous tout prêts à se battre.

Français, en guerriers magnanimes
Portez ou retenez vos coups!
Épargnez ces tristes victimes
À regret s'armant contre nous
Mais ces despotes sanguinaires
Mais ces complices de Bouillé
Tous ces tigres qui, sans pitié
Déchirent le sein de leur mère!

Nous entrerons dans la carrière
Quand nos aînés n'y seront plus
Nous y trouverons leur poussière
Et la trace de leurs vertus
Bien moins jaloux de leur survivre
Que de partager leur cercueil
Nous aurons le sublime orgueil
De les venger ou de les suivre!

Amour sacré de la Patrie
Conduis, soutiens nos bras vengeurs
Liberté, Liberté chérie
Combats avec tes défenseurs!
Sous nos drapeaux, que la victoire
Accoure à tes mâles accents
Que tes ennemis expirants
Voient ton triomphe et notre gloire!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Amanhã...


... Paris!
Manifestações, greves gerais, revolução...
...o espírito da Marselhesa está de volta à capital francesa!
Espero o pior... aiiiiii será que vão meter a Carla Bruni na guilhotina?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A trabalhar...

... para uns e outros e a pensar no que me falta para a reforma.
Acordei tarde. Senti-me velho e um senhor. Calcei uns sapatos de camurça. Tentei usar uma t-shirt mas não consegui ignorar a camisa às risquinhas azuis e o lenço paneleiro comprado em Amesterdão. É seda. Não é polyester.
Polyester. Polygram. Polyamore. Polysolve.
My name is Poly. I live on the second floor. I live upstairs from you. You have never seen me before. I hear your farts.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Fim-de-semana:


Aulas, praia, ginásio, cinema e muesli. Belting, Danto, Foucault.
Here we are... stuck by this river...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Para o PEC, o BCE e o FMI:

"There’s thieves among us, painting the wall With all kinds of lies, the lies I never told at all What’s in my pocket? You never knew You didn’t know me well, so well as I knew you …And I know, and you know too That love like ours is terrible news But that won’t stop me crying No, that won’t stop me crying over you I’m not a prophet, old love is in me New love just seeps right in, and makes me guilty Why do you look like that? It’s not all that bad I’ll see you sometime, sometimes lonely isn’t sad …And I know, and you know too That love like ours is terrible news But that won’t stop me crying That won’t stop me crying over you No, that won’t stop me crying over you We two are makers, just made this mess Two broken hearts don’t break any less There’s thieves among us, painting the walls With all kinds of lies, the lies I never told at all …And I know, and you know too That love like ours is terrible news But that won’t stop me crying That won’t stop me crying over you No, that won’t stop me crying over you" (She and Him, "Thieves")

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Current mood:

FIST ME, I'M FAMOUS
FIST ME, I'M INFAMOUS
FIST ME, I'M GORGEOUS

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quando crescer...

... crescer quero ser capa de revista!
SCUM BAG MAG

I like you... you so special

Just close your eyes let me hypnotize you
I can make your storm feel sky blue
Girl when you lost you know I’ll find you,
if I’m not beside you I’m behind you
Imagine you,r’ on the beach in your laws,
you feel the breeze because you’re clothes off
Your inhibitions you got nothing to hide
and then help ‘em rise don’t you wanna ride

Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)
Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)
Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)
Touch a girl

I’m behind you,
Just close your eyes let me hypnotize you
I can make your storm feel sky blue
Girl when you lost you know I’ll find you
if I’m not beside you I’m inside you
I’m your doctor, this is you therapy
Your money’s no good just take care of me
I found a issue, you my soldier type
But all that can change lets get loose tonight

Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)
Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)
Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)
Touch a girl

I’m behind you
Just close your eyes let me hypnotize you
I can make your storm feel sky blue
Girl when you lost you know I’ll find you
if I’m not beside you I’m inside you

You’re a dream, inception you my queen
Wait babe let me paint that wall
change the background take that off
in your eyes I could see you a winner
I know size(?) stop lying like Lior
you could stay but there’d be no me
but if you come and set you free

to the left, to the right
to the left, to the right
go on and touch it girl, go on and touch it girl
go on and touch it girl, go on and touch it girl

let me get close let me hypnotise you,
I can make your storm feel sky blue,
girl if you lost you know I’ll find you
If im not beside you I’m behind you
just close your eyes let me hypnotize you,
I can make your storm feel sky blue
girl when you lost you know I’ll find you
if im not beside you im inside you

twenties, fifties, fives, tens, twenties, fifties, fives, tens,
twenties, fifties, fives, tens, twenties, fifties, fives, tens,
twenties, fifties, fives, tens, twenties, fifties, fives, tens,

Just close your eyes let me hypnotize you
I can make your storm feel sky blue
girl when you lost you know I’ll find you
If I’m not beside you I’m inside you

Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)
Touch a girl, touch a girl, touch a girl (ahhh)

(N.E.R.D., Hypnotize U)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Detalhes do dia

Uns e outros

"Toute interprétation de l'histoire de l'art doit pouvoir faire place à l'arte moderne. Pourtant, les manuels élémentaires donnent souvent l'impression que l'art moderne n'existe pas du tout. En revanche, dans les librairies, on a l'impression qu'il ne se publie de livres que sur l'art moderne. Bien sûr, les deux sortes de littérature n'ont pas grand-chose à voir." (Hans Belting, L'histoire de l+art est-elle finie?)

Documento

"L'oeuvre d'art témoigne non plus de l'art, mais de l'être humain qui, par l'appropriation artistique du monde, ne perd pas contact avec lui mais au contraire s'en fait le témoin. Dans l'oeuvre d'art, l'homme révèle son historicité avec sa vision limitée du monde et de sa gamme limitée d'expression. En ce sens l'oeuvre est un document historique". (Hans Belting, L'histoire de l'art est-elle finie?)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Current mood:

Jean Cocteau, O sangue de um poeta, 1930

Acabou?

"A arte é, pois, incapaz de satisfazer a nossa última exigência de Absoluto. Já nos nossos dias, se não veneram as obras de arte, e a nossa atitude perante as criações artísticas é fria e reflectida. Em presença delas sentimo-nos livres como se não era outrora, quando as obras de arte constituíam a mais elevada expressão da Ideia. A obra de arte solicita o nosso juízo: seu conteúdo e a exactidão da sua representação são submetidos a um exame reflectido. Respeitamos, admiramos a arte; mas acontece que já não vemos nela qualquer coisa que não poderia ser ultrapassada, a manifestação íntima do Absoluto, e submetemo-la à análise do pensamento, não com o intuito de provocar a criação de novas obras de arte, mas antes com o fim de reconhecer a função e o lugar da arte no conjunto da nossa vida. (...)
Em todos os aspectos referentes ao seu supemo destino, a arte é para nós coisa do passado. Com sê-lo perdeu tudo quanto tinha de autenticamente verdadeiro e vivo, a sua realidade e necesidade de outrora, e encontra-se agora relegada na nossa representação. O que, hoje, uma obra de arte em nós suscita é, além do directo aprazimento, um juízo sobre o seu conteúdo e sobre os meios de expressão e ainda sobre o grau de adequação da expressão ao conteúdo"
(G. W. F. Hegel, Estética, Guimarães Editores, p. 13)

Saudades...

sábado, 16 de outubro de 2010

A ler (it's not on beauty):

If it isn't Portugal, then it must be the European Union

02.10.2010

Draconian measures were taken this week in Portugal by the "Socialist" (only in name) Government of José Sócrates, yet another right/centre right Government asking the Portuguese people to make sacrifices, a plea repeated time and again as this long-suffering, hard-working nation slips a few cogs further back into the quagmire of misery.

And it is not because they are Portuguese. Go to Luxembourg, which tops all the socio-economic indicators, and you will find that twelve per cent of the population is Portuguese, the people who built an Empire stretching across four Continents and who controlled the coastline from Ceuta on the Atlantic coast, round to the Cape of Good Hope, the Eastern coast of Africa on the Indian Ocean, the Arabian Sea, the Gulf of Persia, the Western coast of India and Sri Lanka.

This week, Prime Minister Socrates launched another wave of his austerity packages, cutting salaries and increasing VAT, more cosmetic measures taken in a climate of laboratory politics by haughty academics devoid of any contact with the real world, a mainstay in the Portuguese elitist political class in the PSD/PS see-saw of political mismanagement which has plagued the country since its Revolution in April 1974.

The aim? To reduce the deficit. Why? Because the EU says so. But is it just the EU?

No, it is not. The wonderful system that the European Union has allowed itself to get sucked into is one in which the Rating Agencies Fitch, Moody's and Standard and Poor's, based in the USA (where else?) virtually and physically control the fiscal, economic and social policies of EU member states through the attribution of credit ratings.

With friends like these agencies and Brussels, who needs enemies?

Let us be honest. The European Union is the result of a Pact forged by a frightened and trembling France, terrified of Germany after its troops marched into its territory three times in seventy years, taking Paris with ease not once, but twice and by a crafty Germany eager to reinvent itself after the nightmare years of Hitler. France got the agriculture, Germany got the markets for its industry.

And Portugal? Look at the brands of new cars (these seem to be immune to spending cuts) driven by private motorists to ferry around armies of "advisors" and guess which country they come from? No, they are not Peugeot or Citroen or Renault. They are Mercedes and BMWs. Top-of-the-range, of course.

Successive Governments formed by the main two parties, PSD (Social Democrats, right) and PS (Socialist, centre-right), have systematically sold Portugal's interests down the sewer, destroying its agriculture (Portuguese farmers are paid not to produce) and its industry (gone) and its fisheries (Spanish trawlers fish Portuguese waters), in return for what? What have the trade-offs they negotiated brought, except for the total annihilation of any possibility to create jobs and wealth on a sustainable basis?

Anibal Silva, now President but formerly Prime Minister for a decade between 1985 and 1995, the years when billions were pouring through his hands from the EU structural and development funds, is an excellent example of one of Portugal's better politicians. Elected fundamentally because he is held to be "serious" and "honest" (in the land of the blind, he who sees is King), as if that was a reason to elect a leader (which only in Portugal it is) and as if most of the rest were/are a bunch of useless leeches and parasites (which they are) he is the Father of the Public Deficit in Portugal and the champion of public spending.

His "concrete policy" was well conceived but as usual badly planned, the result of an inept, uncoordinated and at times non-existent Spatial Planning department, second, as usual, to vested interests which suck the country and its people dry. A huge part of the EU funds were channelled into building bridges and motorways to open up the country, facilitating internal transportation and constructing industrial parks in the interior cities to attract the population back from the coastline, where the vast majority resides.

The result was that the people now had the means to flee from the hinterland and reach the coastline even faster. The industrial parks were never filled and those industries which were set up have in many cases closed.

A large percentage of the EU taxpayers' money vaporised into phantom companies and schemes. Ferraris were bought. Hunting trips for wild boar were organized in Spain. Private homes were developed. And Anibal Silva's Government sat back and watched, in his first term, as the money was squandered. In his second term, Anibal Silva himself stood back and watched as his Government lost control. Then he tried desperately to distance himself from his own party.

And he is one of the better ones. After Anibal Silva came the well-meaning, well-intentioned and humanitarian António Guterres (PS), an excellent High Commissioner for Refugees and a perfect candidate for UN Secretary-General but a black hole in terms of financial mis-management. He was followed by the excellent diplomat but abominable Prime Minister José Barroso (PSD) (now President of the EU Commission) who created more problems with his discourse than he solved, passed the hot potato to Pedro Lopes (PSD), who basically never had a chance to govern, resulting in the two-term sinister horror or horrors, José Sócrates, a competent Minister of the Environment, but...

The austerity measures presented by this...gentleman... are the result of his own ineptitude as Prime Minister in the run-up to the world's latest crisis of capitalism (the one in which the world's leaders came up with three trillion dollars from one day to the next to bail out irresponsible bankers, while nothing was ever produced to pay decent pensions, healthcare programs or education projects).

And just like his predecessors, José Sócrates demonstrates an absence of emotional intelligence, allowing his ministers to practise laboratory politics and implement laboratory policies which are bound to be counter-productive. Pravda.Ru interviewed 100 civil servants whose salaries are going to be reduced. Here are the results:

They are going to cut my salary by 5%, so I will work less (94%)

They are going to cut my salary by 5%, so I will do my best to retire early, change jobs or leave the country (5%)

I agree with the sacrifice (1%)

One per cent. As for increasing taxation, the knee-jerk reaction will be for the economy to shrink even more as people start to make symbolic reductions, which multiplied by Portugal's 10 million population, will affect jobs and send the economy further back into recession. The mentally advanced idiot who dreamed up these schemes has results on a piece of paper, where they will stay. True, the measures are a clear sign to the ratings agencies that the Portuguese Government is willing to take strong measures, but at the expense, as usual, of the Portuguese people.

As for the future, the Portuguese opinion polls forecast a return to the PSD, while the parties on the Left (Left Block and Portuguese Communist Party) fail to convince the electorate to vote for excellent ideas and concrete proposals. In the case of the PCP, it is higher salaries, greater production, the diversification of the economy and basically, respect for the people who have supported this nonsense for decades. An excellent product devoid of a successful sales department.

Only Portugal's elitist political class (PSD/PS) could be capable of punishing a people for daring to be independent. They have sold Portugal's interests down the drain, they have asked for sacrifices for decades, have produced nothing and continue to massacre their people with further punishments. These traitors are leading more and more Portuguese to question whether they should have been assimilated by Spain centuries ago.

How sickening and how inviting that Portuguese saying "Those who do not feel well should move". Right, the hell away from Portugal, as everyone who can, is doing. What a pitiful comment on a wonderful country, a fantastic people, and a telling statement on an abominable political class from the centre, rightwards.

Timothy Bancroft-Hinchey

Pravda.Ru

http://english.pravda.ru//world/europe/02-10-2010/115189-portugal_eu-0/

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Simiótico?

(inspirado por A.E.T.)

Pedro Barateiro, Von Calhau, Renato Ferrão e Mauro Cerqueira seleccionados para Prémio União Latina

"Um júri composto por Pedro Faro, Bruno Marchand, Ricardo Nicolau, Helena de Freitas e Luísa Soares de Oliveira seleccionou os artistas Pedro Barateiro, a dupla Von Calhau, Renato Ferrão e Mauro Cerqueira para a 10ª edição do Prémio União Latina. Os seleccionados vão participar numa exposição no Centro Cultural de Cascais, entre 8 de Abril e 29 de Maio, a partir da qual um júri internacional irá escolher o vencedor. O Prémio União Latina (no valor de 7500 euros) foi instituído para promover o desenvolvimento das obras de jovens artistas."

(in L+arte, www.facebook.com/lartes)

Citação

"A experiência estética excede a sensibilidade, mas recusa perder-se nas neblinas do transcendente; ela está totalmente concentrada na afirmação da presença de qualquer coisa de inominável que escapa à sensação, mas que não pode manifestar-se senão através de sensações: Lyotard descreve-o como um 'neutro', um 'cinzento', um 'blank' que 'habita' os matizes de um som, de um cromatismo ou de uma voz" (Mario Perniola, A Estética do Século XX)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Imagens contemporâneas


Ricardo Fumanal, 'Cowboys', drawings
in http://centrefortheaestheticrevolution.blogspot.com

Miss Dove...


... numa aula, na FCSH-UNL!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Quando crescer...

... quero ser capa de revista!

Current mood:

"Morram, morram vocês, ó etceteras da Vida!... Viva eu, viva Eu, viva a Hora que passa... Nós somos a Hora oficial do Universo: meio dia em ponto com o sol a prumo!" (António Ferro)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

Falemos de casas...

Falemos de casas, do sagaz exercício de um poder
tão firme e silencioso como só houve
no tempo mais antigo.
Estes são os arquitectos, aqueles que vão morrer,
sorrindo com ironia e doçura no fundo
de um alto segredo que os restitui à lama.
De doces mãos irreprimíveis.
- Sobre os meses, sonhando nas últimas chuvas,
as casas encontram seu inocente jeito de durar contra
a boca subtil rodeada em cima pela treva das palavras.

Digamos que descobrimos amoras, a corrente oculta
do gosto, o entusiasmo do mundo.
Descobrimos corpos de gente que se protege e sorve, e o silêncio
admirável das fontes –
pensamentos nas pedras de alguma coisa celeste
como fogo exemplar.
Digamos que dormimos nas casas, e vemos as musas
um pouco inclinadas para nós como estreitas e erguidas flores
tenebrosas, e temos memória
e absorvente melancolia
e atenção às portas sobre a extinção dos dias altos.

Estas são as casas. E se vamos morrer nós mesmos,
espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos
que não viram as torrentes infindáveis
das rosas, ou as águas permanentes,
ou um sinal de eternidade espalhado nos corações
rápidos.
- Que fizeram estes arquitectos destas casas, eles que vagabundearam
pelos muitos sentidos dos meses,
dizendo: aqui fica uma casa, aqui outra, aqui outra,
para que se faça uma ordem, uma duração,
uma beleza contra a força divina?

Alguém trouxera cavalos, descendo os caminhos da montanha.
Alguém viera do mar.
Alguém chegara do estrangeiro, coberto de pó.
Alguém lera livros, poemas, profecias, mandamentos,
inspirações.
- Estas casas serão destruídas.
Como um girassol, elaborado para a bebedeira, insistente
no seu casamento solar, assim
se esgotará cada casa, esbulhada de um fogo,
vergando a demorada cabeça para os rios misteriosos
da terra
onde os próprios arquitectos se desfazem com suas mãos
múltiplas, as caras ardendo nas velozes
iluminações.

Falemos de casas. É verão, outono,
nome profuso entre as paisagens inclinadas.
Traziam o sal, os construtores
da alma, comportavam em si
restituidores deslumbramentos em presença da suspensão
de animais e estrelas,
imaginavam bem a pureza com homens e mulheres
ao lado uns dos outros, sorrindo enigmaticamente,
tocando uns nos outros –
comovidos, difíceis, dadivosos,
ardendo devagar.

Só um instante em cada primavera se encontravam
com o junquilho original,
arrefeciam o reto do ano, eram breves os mestres
da inspiração.
- E as casas levantavam-se
sobre as águas ao comprido do céu.
Mas casas, arquitectos, encantadas trocas de carne
doce e obsessiva - tudo isso
está longe da canção que era preciso escrever.

- E de tudo os espelhos são a invenção mais impura.

Falemos de casas, da morte. Casas são rosas
Para cheirar muito cedo, ou à noite, quando a esperança
Nos abandona para sempre.
Casas são rios diuturnos, nocturnos rios
Celestes que fulguram lentamente
Até uma baía fria – que talvez não exista,
como uma secreta eternidade.

Falemos de casas como quem fala da sua alma,
Entre um incêndio,
Junto ao modelo das searas,
na aprendizagem da paciência de vê-las erguer
e morrer com um pouco, um pouco
de beleza."

Herberto Helder

Domingo:


Depois da conferência de Mchael Hardt e de um Sábado em torno da ordem do discurso, de uns e de outros, o Domingo é na praia a pensar sobre a autonomia da arte, a estética do conhecimento, o sublime, a estética da forma, a falência da imagem, a estética do medium, quentes e frios... ginásio, corpos alheios transpiram-me, inspiro-me e obrigo-me a mais uma série de flexões e abdominais. Alguém falou da ausência do corpo?

sábado, 9 de outubro de 2010

A minha tarde...

A militância contra a ordem estabelecida, contra a autoridade e contra a obediência, não leva, em última análise, igualmente, à obediência? Michael Hardt passou por Lisboa e deu uma conferência sobre a efectividade política da crítica. Hardt lê Foucault que lê Kant... uma pescadinha de rabo na boca! A comunicação foi bem articulada apesar das ferramentas teóricas constantemente solicitadas ao longo da intervenção deste autor, conhecido, sobretudo, por ter escrito com notável António Negri a obra "Império", serem exigentes.

Sim, este é um dos vários pensadores que estruturam o pensamento da actualidade e que nos desafiam para um combate contra a apatia, contra a passividade comportamental obediente à regra estabelecida, que nos desafiam a pensar e a agir. Blah, blah, blah... Ao longo de 1h30, Hardt referiu-se à pertinência do político na crítica, na arte e no pensamento, o político entendido como mandamento ou regra legitimadora da actividade intelectual ou artística, desde as lutas dos anos 60 e 70. Perceber a implicação do termo político é fundamental para acedermos à lógica que estrutura os vários discursos que têm proliferado. A crítica tem mandato para politizar. A alternativa a uma crítica que procura identificar (denunciar?) hierarquias seria uma crítica afirmativa. Se as pessoas soubessem a verdade isso levaria a uma transformação da ordem dominante? NO!

Assim Hardt, a partir da leitura dos últimos textos de Foucault (as conferências proferidas no Collège de France nos dois últimos anos da sua vida), problematiza a genealogia do "dizer a verdade" e a liberdade de discurso da Grécia Antiga, além de reflectir sobre o conceito de "esclarecimento" (iluminismo) kantiano enquanto momento de autonomia cognitiva e crítica, ou seja, passamos a ser capazes de falarmos por nós mesmos, escapando à autoridade alheia, à obediência. Crítica aka Iluminismo? A crítica enquanto acto de insubordinação? "Argumentem e critiquem o que quiserem, mas no final obedeçam" - dizia Frederico II a Kant. Importa questionar as estruturas do poder. Foucault tanto lê Kant como vai contra o próprio Kant. Esclarecimento implica autonomia. (Os papéis de Hardt andavam de um lado para o outro, tal como o seu pensamento, numa lógica coloquial que parecia quase improvisada mas aquilo cheirou-me a cena ensaiada... o tipo é uma brasa!). Não somos autónomos e ficamos subjugados aos intelectuais: aqui convoca as figuras Kantianas do Filósofo, do Médico e do Pastor (padre) - tentam gerar autonomia mas acabam por criar mais obediência (cega perante o seu saber). Razão crítica, razão prática e razão pura. Kant critica-se a si mesmo. O povo fica preso. A crítica serve para obstruir o povo de se autonomizar. Hardt mapeia a insatisfação de Foucault com a crítica. Foucault vai aos gregos da antiguidade (digo eu: os de agora também dariam um exemplo interessante... desobediência total, apesar da mentira!) buscar uma solução. Liberdade de discurso. E chama Péricles a esta sequência: o líder democrático é aquele capaz de dizer a verdade em público. E a seguir aparece o Sócrates (o da antiguidade, claro, apesar do nosso Sócrates corresponder de alguma forma ao que o outro Sócrates pensava sobre a democracia) e Platão e a relação com a vida. Dizer a verdade é um mote para a vida. Como num palco, a conferência continua através do contributo dos Cínicos (os da antiguidade) e a sua paradigmática "dog life". Os Cínicos provocam a sociedade através da exposição pública daquilo que cada um reservou para o foro privado. Atacam e mordem! Dogs Art? (juro que pensei no Oleg Kulik!). O escândalo enquanto ferramenta operativa? A arte tem um poder sobre a colectividade e o poder de configurar novas formas de vida (Hardt é um optimista, acredita num mundo melhor). A militância é fundamental para a construção de uma nova forma de vida que não será muito separada da actual. Pede para superarmos o platonismo do conhece-te a ti mesmo para uma formulação de teor mais colectivo. Mais do que aquilo que somos, devemos perceber o que podemos ser. Não obedecer mas reconhecer um mote para a vida (a pobreza dos Cínicos - ou franciscana - é um ponto de partida). Querer gerar pensamento é o início. How can we create ourselves a form of life?


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Luz

"(...) as obras de arte e, de uma maneira geral, as obras humanas, são como as estrelas, cuja luz parte muito tempo antes de poder ser vista pelo observador (...)" (Mario Perniola acerca da obra de Kubler, em A Estética do Século XX)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nas bancas:

Outono e entramos no último trimestre de 2010...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Amanhã...


... volto ao trabalho...

Dependência...


... absoluta!
Praia, chocolates, ginásio, livros, água, muesli, filmes pornográficos, filmes indie, músicas e programas da Radar, The Guardian, Vanity Fair, BlackBerry, sol, Vans e All Star, calças beije, jeans Levis, arte, arte, arte, arte, imagens, representações, experiências visuais inusitadas e desesperadas, enigmas e paradigmas desparadigmáticos, comprimidos e bombas para a asma, BEN-U-RON, Adalgur e Lexotan, The biggest looser, Oprah, Ellen, Malcom McLaren, OMD, Wagner, Glass, Mahler...

Amesterdão


Juro que caguei aqui!

Voltar aos livros

"Compreendo perfeitamente que sintas necessidade de repouso e que tenhas vontade de te agarrar de novo aos livros. Santo Deus, ainda tens vontade de reflectir, sempre tiveste necessidade de reflectir em montes de coisas, de olhar e de ver, de anotar medidas, impressões, observações que não abes como hás-de classificar. Deixa isso por conta dos arquivistas da polícia. Ainda não compreendeste que o mundo do pensamento está lixado e que a filosofia é pior que a bertillonagem. Vocês até me dão vontade de rir com a vossa angústia metafísca, é o cagaço que vos contrange, o medo da vida, o medo dos homens de acção, da acção, da desordem. Mas nem tudo é desordem, pá. São desordem os vegetais, os minerais e os animais; são desordem a multidão das raças humanas; são desordem a vida dos homens, o pensamento, a história, as batalhas, as invenções, o comércio, as artes; são desordem as teorias, as paixões, os sistemas. As coisas sempre se passaram assim. Por que diabo se haviam de lembrar de introduzir ordem nelas? Que ordem? O que é que vocês procuram? Não há verdade alguma. O que há é acção, acção que obedece a um milhão de móbeis diferentes, a acção efémera, acção que padece de todas as contigências possíveis e imaginárias, acção antagonista. A vida é o crime, o roubo, o ciúme, a fome, a mentira, o lixanço, a estupidez, as doenças, as erupções vulcânicas, os tremores de terra, montões de cadávares. O que é que tu podes fazer, pá? Não me digas que vais começar a pôr livros!..." (Blaise Cendrars, Moravagine)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

I'm back


... from Amsterdam!
Fui atropelado por uma bicicleta.
Voltarene again!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Crise?


A revolução está à porta da minha casa!
QUE DIA MARADO!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Férias:

Praia e enxaquecas. Ansiedades controladas. Trabalhos inesperados. Lanches paternais. Regresso às aulas. Inaugurações. África e Europa. Descubro que o "o balcão de informações é o oráculo moderno". Apetece-me ouvir Fela Kuti. Quero ir para o Mali e para a Nigéria. Gostava de ser fotografado pelo Malik Sibidé, apenas com o meu bronze, atributo da minha condição crítica e revolucionária. O meu bronze é a minha revolução. Estou viciado em Muesli e no discurso vertiginoso de Blaise Cendrars. Descubro, aos poucos, o prazer de um bom chocolate preto, com mais de 75% de cacau. Penso nas linguagens cénicas que não vou apreender e deliro com a imbecilidade dos académicos portugueses. Fragmento-me na cultura e venho-me na possibilidade da civilização. Sou um processo. Não me vou mapear. Vou foder! Vou foder-me. Vou dançar a revolução da alienação.
(Imagem: Malik Sidibé)

domingo, 26 de setembro de 2010

Wall Street

É mais um tiro ao lado de Oliver Stone. Sabe a frio e perdem-se algumas possibilidades. Mas reconheço o pertinente trabalho que opera sobre o cenário ou sobre a imagem geral que releva dos símbolos de poder que, até em em Portugal, determinaram uma relação especial e convencionada daquilo que deveria ser (ainda é?), para os líderes do mundo financeiro, a arte do poder! Assim, vemos os jantares luxuosos no Metropolitan Museum (também tivemos alguns destes por cá no Museu dos Coches, por exemplo), os Goyas, as enfermeiras de Richard Prince (a Ellipse Foundation também tinha uma que enviou para leilão logo após o sismo)... "strange overtones"! Lembro-me de um texto que escrevi na altura. Anunciava, apesar dos cépticos, a queda de um projecto ambicioso. Ganancioso? A história ainda não acabou...

Strange Overtones
In the music you are playing
We're not alone
It is strong and you are tough
But a heart is not enough

Fim-de-semana:

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Current mood:

Fotografia: Mustafa Sabbagh
www.wrongweather.net

Epitáfio:

"Possuía a arte infalível de escolher, no meio da universalidade das informações que chegavam até nós, o pormenor típico, verdadeiro, certo, humano, que sempre é preciso ter em conta para se levar a cabo qualquer coisa". (Blaise Cendrars, Moravagine)

ou, se for enterrado numa vala comum:

"Loucos, loucos, loucos, cobardes, traidores, brutos, cruéis, sonsos, velhacos, denunciantes, masoquistas, assassinos. Doidos furiosos irresponsáveis". (Blaise Cendrars, Moravagine)

Gravada numa pedra de granito, com uma fotografia do meu músculo bíceps braquial!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Current mood:

Houdini

Tão antigo...

"Tudo mexe, tudo vive, tudo se agita, tudo se atropela, tudo se encontra. As próprias abstracções se mostram desgrenhadas e cobertas de suor. Nada permanece imóvel. Nada se pode isolar. Tudo é actividade, actividade concentrada, forma. Todas as formas do universo se encontram calibradas exactamente e todas elas passam pela mesma matriz. Torna-se evidente que o osso se havia de cavar, que o nervo óptico se viria a ramificar em forma de delta e a estender-se como uma árvore, que o homem viria a caminhar na perpendicular. Aquele gosto a salmoira, que nos sobe das entranhas, vem dos nossos mais longínquos antepassados peixes, do fundo dos mares, e aquele frémito epilético da epiderme é tão antigo como o Sol." (Blaise Cendrars, Moravagine)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Current mood...

... and thank you for your love,
when I was falling...
I thank you for your love... for your stupid love...
Vou vomitar o muesli que comi ao pequeno-almoço.
Já está! Fresh as new! Ainda bem que meti açucar.
64 quilos, com ténis e roupa de ginásio!
Thank you for your love.

Escrever

"No, I'm not an extraordinary worker, I'm an extraordinary daydreamer. I exceed all my fantasies—even that of writing."

‎"No, reading has been a drug for me—I drug myself on printer's ink!"

(Blaise Cendrars, Paris Review)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Não, minha filha...

... tu não vais dançar!
O novo filme de Honoré, as memórias do meu campo, final do livro e início de outro livro. A loucura, o quimismo patogénico, o libelo contra a psiquiatria, a falência do horóscopo fisiológico. Patafísica da patalogia social? Histeria!
Estou histérico. Demasiado trabalho? Não. Falta-me o tempo para dançar.
"As doenças existem. Não as fazemos nem as desfazemos a nosso bel-prazer. Não somos senhores delas. Elas é que nos fazem, que nos modelam. Tavez nos tenham criado. São próprias desse estado de actividades a que se chama a vida. Constituem talvez a sua principal actividade." (Blaise Cendrars, Moravagine)
Completamente nu... tenho a fobia do escrúpulo. Ouço os ritmos da vida. Faço parte do meu próprio serviço. Penso no Martírio de São Sebastião mas não tenho qualquer tesão. No metro, olho para uns ciganos romenos, eles olham-me. Gozam-me. Sinto-lhes a raça. São livres. Estupores! Fico com tesão. O meu corpo nu contra aqueles dois corpos nómadas. Lasciate ogni pensiero. Vou ao cinema. São todos anormais à beira de uma piscina ou de um lago, de um rio. Arranham-se, vão contra vidros, cortam-se, figem-se mortos...
"O amor, para minha eterna angústia, não fora a descoberta do outro, mas o esquecimento de mim mesmo" (Manuel Mujica Lainez, Bomarzo).
Quem sou eu? Who am I?
Eu sou quem? Quem eu sou?
Nem às putas das paredes, daquelas velhas paredes das velhas casas da velha paisagem, da velha memória, confesso!

Ser feliz:

SIC ERIS FELIX:
NOSCE TE IPSUM,
VINCE TE IPSUM,
VIVE TIBI IPSUM

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Current mood:

Imagem: Pedro Barateiro, The Mask of the Hunter, 2010
Kunsthalle Basel

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Esgotado

TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
BATRALHO
TRALHOBA
LHOBATRO
LHOTROBA

Família


Estética pantomima

"Por ser pequeno e disforme ansiava pelo desmesurado, pela esmagadora beleza formidável que vence as mesquinhas proporções correntes, e cuja sombra, tal como a de uma grandiosa nuvem, anula tudo o resto. Entre esses colossos eu desapareceria; ninguém daria por mim, porque seríamos todos iguais, perdidos na sua magnitude: eis o que a minha infância conjecturava. Queria perder-me no meio deles, como numa fortaleza de músculos infinitos".

Na rua...

... uma senhora, com alguma idade, interrompe-me a leitura:

- Não deveria ler enquanto anda, não é bom para os seus olhos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Odisseia no Espaço

"Indeed, we may say that nothing tells us more about the life and thought of those men who were the first to have the power to deliver themselves of that profound but enigmatic utterance, a detached work of art". (G. Bataille)

Current mood:

Ricardo Rangel, O pão nosso de cada noite

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Na Culturgest:

MARIA: Mas o que é que vais dizer às pessoas?
PEDRO: Serei eu próprio. Já me conheces. Palavras simples, bom senso.
MARIA: (irónica) Ha, ha.
PEDRO: Frases curtas mas inspiradoras, uma entoação que apazigúe e dê alento.
MARIA: “Alento”? “Apazigúe”? Já estás a falar como um padre, meu Deus.
PEDRO: Estás a ver: “Meu Deus”.

Sagrada Família, a nova peça de Jacinto Lucas Pires

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Presente...

... de um amigo especial...
L.O.V.E. I.T.
and love him... :)

Quando crescer...

... quero ser capa de revista!

domingo, 12 de setembro de 2010

Linhas brancas

(Aaah, aaah, aaah, aaah)
Uhraah!
Bass!

Ooh White, White
Ooh White, White
Ooh White, White

(Ooh White Lines) Vision dreams of passion
(Blowin’ through my mind) and all the while I think of you
(High price) a very strange reaction
(For us to unwind) the more I see, the more I do
(Something like a phenomenon) Baby!
(Tellin your body to come along, but white lines blow away)
(Blow! Rock it! Blow!)

Ticket to ride, white line highway
Tell all your friends, they can go my way
Pay your toll, sell your soul
Pound for pound costs more than gold
The longer you stay, the more you pay
My white lines go a long way
Either up your nose or through your vein
With nothin to gain except killin’ your brain

(Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)
(Blow!)

(Ahhh) Higher, baby
(Ahhh) Get higher, baby!
(Ahhh) Get higher, baby!
And don't ever come down! (Freebase!)

Rang dang diggedy dang di-dang
Rang dang diggedy dang di-dang
Rang dang diggedy dang di-dang
Diggedy dang di-dang diggedy dang di-dang

(Pipeline) pure as the driven snow
(Connected to my mind) and now I'm havin’ fun, baby!
(High price) it's getting kinda low
(Cause it makes you feel so nice) I need some one-on-one, baby!
(Don't let it blow your mind away) Baby!
(And go into your little hideaway ‘cause white lines blow away)
(Blow! Rock it! Blow!)

A million magic crystals, painted pure and white
A multi-million dollars almost overnight
Twice as sweet as sugar, twice as bitter as salt
And if you get hooked, baby, it's nobody else's fault, so don't do it!

(Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)
Raah! (Blow!)

(Ahhh) Higher, baby
(Ahhh) Get higher, baby!
(Ahhh) Get higher, baby!
And don't ever come down! (Freebase!)

(Don’t you get too high) don’t you get too high baby!
(Turns you on) you really turn me on and on
('Cause you gotta come down) my temperature is risin’
(When the thrill is gone) no, I don’t want you to go

A street kid gets arrested, gonna do some time
He got out three years from now just to commit more crime
A businessman is caught with 24 kilos
He’s out on bail and out of jail
And that’s the way it goes
Raah!

(Kane! Sugar! Kane! Sugar! Kane!)

Athletes rejected, governerds corrected
Gangsters, thugs and smugglers are thoroughly respected
The money gets divided
The women get excited
Now I’m broke and it’s no joke
It’s hard as hell to fight it, don’t buy it!

(Freeze! Haha ha ha! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)
Raah! (Blow!)

(Ahhh) Get higher, baby
(Ahhh) Get higher, girl!
(Ahhh) Get higher, baby!
C’mon!
Raah!

(White Lines) Vision dreams of passion
(Blowin’ through my mind) and all the while I think of you
(High price) a very strange reaction
(For us to unwind) the more I see, the more I do
(Something like a phenomenon) Baby!
(Tellin your body to come along, but white lines blow away)

Little Jack Horner sitting on the corner
With no shoes and clothes
This aint funny, but he took his money
And sniffed it up his nose

(Hey man, you wanna cop some blow?)
(Sure, what you got, dust, flakes or rocks?)
(I got China White, Mother of Pearl, Ivory Flake, What you need?)
(Well yeah, well let me check it out man, just let me get a freeze)
(Go ahead man, stuff I got should kill ya!)
(Yeah man th-that’s that’s raw, wuh)

(Freeze! Haha ha ha! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!
Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)

by Grandmaster Flash & The Furious Five, dia 16, no LUX...

Simmel:

VIVER É MORRER
o contrário da vida não é a morte...
o contrário da vida é a imortalidade!

sábado, 11 de setembro de 2010

Hans-Ulrich Obrist

Uma longa viagem, durante cinco anos, uma grand tour, a ver, a ver, a ver, e a perceber, aos poucos, que lhe interessava trabalhar com artistas. A cozinha que era utilizada como biblioteca é pensada como espaço de exposição, ideia que lhe permite ter uma cozinha que mostra a ideia de cozinha. Sublinha a importância da música, da ciência, da arquitectura e, sobretudo, da literatura, da poesia - tão presente no início do século XX - para o discurso artístico contemporâneo. É fascinado por mapas, suporte por excelência do início do século XXI, resgatado das práticas da arte conceptual dos anos 70, e tão presente no nosso quotidiano cibernáutico. Assim mapear revela-se uma das acções mais pertinentes na identificação e reflexão sobre os fluxos, as energias e os caminhos que definem as diferentes representações do mundo. O mapa escrito à mão. Interessa-se pela escrita à mão, prática que considera essencial recuperar. O encontro com o universo de Diaghilev, mentor dos Ballets Russes. Modelo de actuação? Terá sido isto que entendi? O tempo e o espaço, experiências performativas na Ópera. Será que ele disse Oprah? hummmm continuando... Os desafios do futuro estão implicam a criação de instituições para o século XXI que se foquem sobre a interdisciplinaridade, sem ambições de obra total, e, ainda, na criação de uma instituição que mostre projectos não realizados, ou seja, um projecto de projectos não realizados. A noção de arquivo é fundamental subjacente à reflexão sobre a História da Arte, enquanto história dos objectos, e sobre a importância de uma História de Exposições, porque há quasi-objectos e não-objectos. Interessa-lhe convocar intelectuais, pensadores, como Lyotard, para comissariarem exposições. Uma crítica aos curadores formados em curadoria?
O futuro é feito de fragmentos do passado, tal como referia Panofsky. São os artistas que lhe dirão o que será o futuro. Actualmente, assistimos a uma imensa polifonia de práticas. Não gosta de leituras homogéneas, massificada ou partilhadas do mesmo autor. É irritante ver que andam todos a ler Alain Badiou. Gosta muito do filósofo francês Bruno Latour e lê todos os dias, como ritual, os escritos de Edouard Glissant, e aconselha o livro The Fabric of Reality, de David Deutsch. Gosta do conceito de realidades paralelas e mais do que artistas que minem o sistema gosta de artistas que criem realidade. Falou, obviamente, sobre o projecto das entrevistas, da vontade de classificar e mapear esse mesmo universo que tem explorado desde meados dos anos 90, arquivado em várias horas de conversa, milhares de horas. Viajou, ainda, pelo projecto Serpentine Gallery e articulou os seus interesses, maratonas, disciplinas, relações, universos e realidades paralelas, com as suas realizações, acontecimentos...
Foi uma ego trip, do início ao fim, num inglês veloz com sotaque alemão ( do géner the "vorld" em vez "the world). Encerrou com a imagem de um mundo visto de cabeça para baixo ou a experiência de um mundo ao contrário. O mundo dele. The End!

A ler:

"Ayla estava quase inconsciente quando ele a deitou de barriga para cima e lhe arrancou febrilmente a tanga, afastando-lhe as pernas. Com um impulso violento, penetrou-a profundamente. Ela gritou de dor e isso aumentou o seu prazer. Atacou de novo, provocando mais um grito e outro ainda. A intensidade da sua excitação pressionava-o, atingindo níveis incontroláveis. Com um último e poseroso impulso que provocou um derradeiro grito agonizante, Broud ejaculou com violência. "

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dias felizes...

Sem evidências

"There is a story about Bertrand Russell giving a public lecture somewhere or other, defending his atheism. A furious woman stood up at the end of the lecture and asked: “And Lord Russell, what will you say when you stand in front of the throne of God on judgment day?” Russell replied: “I will say: ‘I’m terribly sorry, but you didn’t give us enough evidence.’”


in http://opinionator.blogs.nytimes.com/2010/09/05/mystery-and-evidence/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Hoje...


... foi assim. Eu, Grazia Toderi, Marlene Dumas, Calhaus e buracos negros.
Cheguei cedo. Chovia e fazia frio no Porto. O sol apareceu e era Outono.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Current mood:

O que valemos

"Dir-se-á que é da crise. Mas que crise esta, que para os museus provoca cortes tão devastadores, sem aparentes reacções, e para as artes performativas produz convulsões públicas por causa de reduções na ordem dos 10%. Mais uma vez o que está mal não é a capacidade reivindicativa de artistas e autores; é antes o diletantismo de salão de alguma da gente dos museus, daquela que terá certamente expressado em devido tempo, discretamente como convém, a sua gratidão pela magnanimidade dos novos dirigentes e governantes, esperando com isso receber parte do bolo, que afinal é migalha.
Mas existe algo mais perturbante do que as verbas, por muito reduzidas, quase ofensivas, que estas sejam. Porque quanto a verbas, sempre se poderá dizer que 'é o que temos' ou ainda, com maior acerto, 'é o que valemos' na mesa do orçamento da Cultura". (Luís Raposo, in L+arte, Setembro 2010)

Alguém leu o texto - carta aberta de Luís Raposo, publicado na L+arte? É a ler, sem falta!

domingo, 5 de setembro de 2010

És meu amigo?


Poema da vida

PRAIA
PRAIA
MÃE
SUPERMERCADO
DESGRAVAR CONVERSA COM ARTISTA
DORMIR
ACORDAR
ENTUSIASMO
REUNIÃO
DESGRAVAR CONVERSA
DORMIR
ACORDAR
PORTO IDA E VOLTA
DORMIR
ACORDAR
ESCREVER TEXTOS!

sábado, 4 de setembro de 2010

Hoje...

... foi assim!