terça-feira, 27 de abril de 2010

Neoplatonismo

Adormeço a ler Panofsky. Envio um sms de boas noites e boa viagem. Vibrocil no nariz. Sonho com caixotes de lixo, bancos de jardim e beijinhos no cinema. Regresso a Genet e a Sontag. A imagem, a fotografia. Penso no Barthes, no studium e no punctum.

"Quando conseguirei eu, finalmente, pulsar no coração da imagem, ser eu próprio a luz que a conduz até aos vossos olhos? Quando penetrarei até ao coração da poesia?" (Jean Genet, Diário de um Ladrão)

One is vulnerable to disturbing events in the form of photographic images in a way that one is not to the real thing." (Susan Sontag, On Photography)

A imagem e o real. O finito e o infinito. A realidade inefável, indizível, inebriante...

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