quarta-feira, 12 de maio de 2010

Entrega

"Chamo mau ao amante vulgar, que mais ama o corpo do que o espírito, porque este amor não é durável, uma vez que se prende a uma coisa sem perenidade e, quando a flor da beleza, que amou, envelhece, o amante evola-se e desaparece, traindo as suas promessas, enquanto que o amante de uma bela alma se mantém fiel toda a vida, porque se uniu a uma coisa perene. (...)

(...) considera-se falta condenável a entrega imediata. Pretende-se, porque a capitulação imediata é tida como uma desgraça, que se dê tempo ao tempo, porque a prova do tempo é geralmente iniludível." (Platão, O Banquete)

Há livros que aparecem e explicam o presente. Na arte o presente é eterno.

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