sábado, 1 de maio de 2010

Não dormi...

... apanhei um táxi. Indisposto. Bebi água. Acordei várias vezes. A manhã escura, com nuvens, prolongou-se até tarde. Acordei. Não tinha mensagens. Escrevo bom dia e envio. Tomo o pequeno-almoço sem ler, sem quase ler. Ao pé do carro, encontro um amigo de há muitos anos. Falamos sobre livros, sobre arte, teoria da arte, sobre uns e outros. Sigo para a praia. O calor faz-me abrir os vidros. Ouço a Radar e sinto-me com saudades. Na areia, quase sem ninguém, adormeço alguns minutos. Preciso de escrever. Um jantar. Um telefonema prolongado. A ausência e a, quase, indiferença. Da mente cósmica prossigo para a alma cósmica, região da natureza e, por fim, invisto na espessura do reino da matéria, sem forma e sem vida. Encho sem ficar cheio, penetra sem ser penetrado, abrange sem ser abrangido. Inefável?

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