terça-feira, 1 de junho de 2010

Sou o amor


"Quando sono arrivata a Milano ho dovuto impare ad essere italiana"
Visitava Milão ou Bologna quase todos os fins-de-semana. Chegava à Stazione Centrale e caminhava a pé pela grande avenida cheia de arcadas. Olhava para o edifício Pirelli com admiração. Andava pelas ruas milanesas e olhava para as pessoas.
Passava o dia na Pinacoteca Brera ou na Triennale de Milão.
Uma vez vi o Lapo Elkan num café. Subi ao terraço da Catedral.
Apaixonei-me por Itália, por esta Itália.
Snob, tradicional, perversa, controversa, opulenta.
O filme Io sono l'amore explora, levemente, as ideias de Teorema, de Pasolini.
Vim a pé para casa. Atravessei o Parque Eduardo VII, desci até ao Rato, passei por um quiosque e comprei 4 empadas. Em casa, comi as empadas, vi o Project Runway Canada e adormeci no sofá.
Quindi, Io non sono l'amore!

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