terça-feira, 6 de julho de 2010

Perder o tempo

"Mas o que acontece sempre é que aquilo que vivemos num momento como algo de indiviso e sem pergunta se torna incompreensível e confuso quando o queremos aprisionar com as correntes do pensamento, para o transformarmos em objecto de posse definitiva. E aquilo que parece ser grande e humanamente estranho enquanto as nossas palavras anseiam por alcançá-lo à distância, torna-se simples e perde o seu lado inquietante ao entrar no âmbito de actividade da nossa vida." (Robert Musil, As perturbações do pupilo Törless)

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