quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Aberturas



Amo todos os meus filhos, mas de alguns gosto mais.
Menino sujo procura menino limpo.
O céu que nunca vi, na minha casa ou na tua?
A flor do meu manguito... as desgraças da vida são as alegrias da arte.
Beija-me idiota. A fidelidade é para os cães, sem qualquer pesar, guardar castidade.
Tornei-me feminista para não ser masoquista. Estava-se a passar tudo muito diferente de como tinha imaginado... eu sou tão óbvia na intimidade. Gatinhei até à cama e tapei a cabeça com o lençol. Sei muito bem para onde vou. Pourquoi faire simple, quando on peut faire compliqué?
Tempos sombrios traduzem naturalmente arte sombria? I trust you to kill me. Não te estiques... a minha desordem é o meu capricho.
Je n'ai absolument rien à voir avec Hollywood.
(Texto composto por títulos de obras de Ana Vidigal. Fotografias de Alair Gomes)


2 comentários:

ana vidigal disse...

sabes que fiz um texto para o JL em 2007 (autobiografia) cuja segunda parte (obladí obladá já não há gelados Rajá)era feita só com títulos? beijos

On beauty disse...

:)))

estava mesmo a pedir... viajei a ler os títulos...

beijossssssss...