segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Activo / Passivo

"Para Goethe, o par atrair/repelir era a polaridade originária, sendo o par activo/passivo a forma paradigmática de relação de todos os pares de opostos, incluindo a polaridade originária; paradigma de qualquer forma de dualidade que não se reduza a uma operação dissolutiva ou petrificante. Assim, a oposição rítmica, contracção e expansão, e todas as suas variadas expressões, revela um princípio de polaridade, que não diz apenas respeito ao modo de proceder da Natureza, mas ao nosso modo de o conhecer, o que é para Goethe a base de constituição de uma simbólica. A admissão de uma dualidade originária, de uma cisão primitiva, exige um movimento contínuo de um a outro, um campo de forças tensionais, que conduz ao aparecimento de um terceiro, de uma transição discontínua, uma intensificação, o que em termos cognitivos é traduzido deste modo: 'só é capaz de penar aquele que separou suficientemente para unir e uniu suficientemente para de novo separar'". (nota de rodapé de Maria Filomena Moder, in "Introdução" a A Metamorfose das Plantas)

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