quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Crise?


A revolução está à porta da minha casa!
QUE DIA MARADO!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Férias:

Praia e enxaquecas. Ansiedades controladas. Trabalhos inesperados. Lanches paternais. Regresso às aulas. Inaugurações. África e Europa. Descubro que o "o balcão de informações é o oráculo moderno". Apetece-me ouvir Fela Kuti. Quero ir para o Mali e para a Nigéria. Gostava de ser fotografado pelo Malik Sibidé, apenas com o meu bronze, atributo da minha condição crítica e revolucionária. O meu bronze é a minha revolução. Estou viciado em Muesli e no discurso vertiginoso de Blaise Cendrars. Descubro, aos poucos, o prazer de um bom chocolate preto, com mais de 75% de cacau. Penso nas linguagens cénicas que não vou apreender e deliro com a imbecilidade dos académicos portugueses. Fragmento-me na cultura e venho-me na possibilidade da civilização. Sou um processo. Não me vou mapear. Vou foder! Vou foder-me. Vou dançar a revolução da alienação.
(Imagem: Malik Sidibé)

domingo, 26 de setembro de 2010

Wall Street

É mais um tiro ao lado de Oliver Stone. Sabe a frio e perdem-se algumas possibilidades. Mas reconheço o pertinente trabalho que opera sobre o cenário ou sobre a imagem geral que releva dos símbolos de poder que, até em em Portugal, determinaram uma relação especial e convencionada daquilo que deveria ser (ainda é?), para os líderes do mundo financeiro, a arte do poder! Assim, vemos os jantares luxuosos no Metropolitan Museum (também tivemos alguns destes por cá no Museu dos Coches, por exemplo), os Goyas, as enfermeiras de Richard Prince (a Ellipse Foundation também tinha uma que enviou para leilão logo após o sismo)... "strange overtones"! Lembro-me de um texto que escrevi na altura. Anunciava, apesar dos cépticos, a queda de um projecto ambicioso. Ganancioso? A história ainda não acabou...

Strange Overtones
In the music you are playing
We're not alone
It is strong and you are tough
But a heart is not enough

Fim-de-semana:

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Current mood:

Fotografia: Mustafa Sabbagh
www.wrongweather.net

Epitáfio:

"Possuía a arte infalível de escolher, no meio da universalidade das informações que chegavam até nós, o pormenor típico, verdadeiro, certo, humano, que sempre é preciso ter em conta para se levar a cabo qualquer coisa". (Blaise Cendrars, Moravagine)

ou, se for enterrado numa vala comum:

"Loucos, loucos, loucos, cobardes, traidores, brutos, cruéis, sonsos, velhacos, denunciantes, masoquistas, assassinos. Doidos furiosos irresponsáveis". (Blaise Cendrars, Moravagine)

Gravada numa pedra de granito, com uma fotografia do meu músculo bíceps braquial!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Current mood:

Houdini

Tão antigo...

"Tudo mexe, tudo vive, tudo se agita, tudo se atropela, tudo se encontra. As próprias abstracções se mostram desgrenhadas e cobertas de suor. Nada permanece imóvel. Nada se pode isolar. Tudo é actividade, actividade concentrada, forma. Todas as formas do universo se encontram calibradas exactamente e todas elas passam pela mesma matriz. Torna-se evidente que o osso se havia de cavar, que o nervo óptico se viria a ramificar em forma de delta e a estender-se como uma árvore, que o homem viria a caminhar na perpendicular. Aquele gosto a salmoira, que nos sobe das entranhas, vem dos nossos mais longínquos antepassados peixes, do fundo dos mares, e aquele frémito epilético da epiderme é tão antigo como o Sol." (Blaise Cendrars, Moravagine)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Current mood...

... and thank you for your love,
when I was falling...
I thank you for your love... for your stupid love...
Vou vomitar o muesli que comi ao pequeno-almoço.
Já está! Fresh as new! Ainda bem que meti açucar.
64 quilos, com ténis e roupa de ginásio!
Thank you for your love.

Escrever

"No, I'm not an extraordinary worker, I'm an extraordinary daydreamer. I exceed all my fantasies—even that of writing."

‎"No, reading has been a drug for me—I drug myself on printer's ink!"

(Blaise Cendrars, Paris Review)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Não, minha filha...

... tu não vais dançar!
O novo filme de Honoré, as memórias do meu campo, final do livro e início de outro livro. A loucura, o quimismo patogénico, o libelo contra a psiquiatria, a falência do horóscopo fisiológico. Patafísica da patalogia social? Histeria!
Estou histérico. Demasiado trabalho? Não. Falta-me o tempo para dançar.
"As doenças existem. Não as fazemos nem as desfazemos a nosso bel-prazer. Não somos senhores delas. Elas é que nos fazem, que nos modelam. Tavez nos tenham criado. São próprias desse estado de actividades a que se chama a vida. Constituem talvez a sua principal actividade." (Blaise Cendrars, Moravagine)
Completamente nu... tenho a fobia do escrúpulo. Ouço os ritmos da vida. Faço parte do meu próprio serviço. Penso no Martírio de São Sebastião mas não tenho qualquer tesão. No metro, olho para uns ciganos romenos, eles olham-me. Gozam-me. Sinto-lhes a raça. São livres. Estupores! Fico com tesão. O meu corpo nu contra aqueles dois corpos nómadas. Lasciate ogni pensiero. Vou ao cinema. São todos anormais à beira de uma piscina ou de um lago, de um rio. Arranham-se, vão contra vidros, cortam-se, figem-se mortos...
"O amor, para minha eterna angústia, não fora a descoberta do outro, mas o esquecimento de mim mesmo" (Manuel Mujica Lainez, Bomarzo).
Quem sou eu? Who am I?
Eu sou quem? Quem eu sou?
Nem às putas das paredes, daquelas velhas paredes das velhas casas da velha paisagem, da velha memória, confesso!

Ser feliz:

SIC ERIS FELIX:
NOSCE TE IPSUM,
VINCE TE IPSUM,
VIVE TIBI IPSUM

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Current mood:

Imagem: Pedro Barateiro, The Mask of the Hunter, 2010
Kunsthalle Basel

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Esgotado

TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
BATRALHO
TRALHOBA
LHOBATRO
LHOTROBA

Família


Estética pantomima

"Por ser pequeno e disforme ansiava pelo desmesurado, pela esmagadora beleza formidável que vence as mesquinhas proporções correntes, e cuja sombra, tal como a de uma grandiosa nuvem, anula tudo o resto. Entre esses colossos eu desapareceria; ninguém daria por mim, porque seríamos todos iguais, perdidos na sua magnitude: eis o que a minha infância conjecturava. Queria perder-me no meio deles, como numa fortaleza de músculos infinitos".

Na rua...

... uma senhora, com alguma idade, interrompe-me a leitura:

- Não deveria ler enquanto anda, não é bom para os seus olhos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Odisseia no Espaço

"Indeed, we may say that nothing tells us more about the life and thought of those men who were the first to have the power to deliver themselves of that profound but enigmatic utterance, a detached work of art". (G. Bataille)

Current mood:

Ricardo Rangel, O pão nosso de cada noite

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Na Culturgest:

MARIA: Mas o que é que vais dizer às pessoas?
PEDRO: Serei eu próprio. Já me conheces. Palavras simples, bom senso.
MARIA: (irónica) Ha, ha.
PEDRO: Frases curtas mas inspiradoras, uma entoação que apazigúe e dê alento.
MARIA: “Alento”? “Apazigúe”? Já estás a falar como um padre, meu Deus.
PEDRO: Estás a ver: “Meu Deus”.

Sagrada Família, a nova peça de Jacinto Lucas Pires

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Presente...

... de um amigo especial...
L.O.V.E. I.T.
and love him... :)

Quando crescer...

... quero ser capa de revista!

domingo, 12 de setembro de 2010

Linhas brancas

(Aaah, aaah, aaah, aaah)
Uhraah!
Bass!

Ooh White, White
Ooh White, White
Ooh White, White

(Ooh White Lines) Vision dreams of passion
(Blowin’ through my mind) and all the while I think of you
(High price) a very strange reaction
(For us to unwind) the more I see, the more I do
(Something like a phenomenon) Baby!
(Tellin your body to come along, but white lines blow away)
(Blow! Rock it! Blow!)

Ticket to ride, white line highway
Tell all your friends, they can go my way
Pay your toll, sell your soul
Pound for pound costs more than gold
The longer you stay, the more you pay
My white lines go a long way
Either up your nose or through your vein
With nothin to gain except killin’ your brain

(Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)
(Blow!)

(Ahhh) Higher, baby
(Ahhh) Get higher, baby!
(Ahhh) Get higher, baby!
And don't ever come down! (Freebase!)

Rang dang diggedy dang di-dang
Rang dang diggedy dang di-dang
Rang dang diggedy dang di-dang
Diggedy dang di-dang diggedy dang di-dang

(Pipeline) pure as the driven snow
(Connected to my mind) and now I'm havin’ fun, baby!
(High price) it's getting kinda low
(Cause it makes you feel so nice) I need some one-on-one, baby!
(Don't let it blow your mind away) Baby!
(And go into your little hideaway ‘cause white lines blow away)
(Blow! Rock it! Blow!)

A million magic crystals, painted pure and white
A multi-million dollars almost overnight
Twice as sweet as sugar, twice as bitter as salt
And if you get hooked, baby, it's nobody else's fault, so don't do it!

(Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)
Raah! (Blow!)

(Ahhh) Higher, baby
(Ahhh) Get higher, baby!
(Ahhh) Get higher, baby!
And don't ever come down! (Freebase!)

(Don’t you get too high) don’t you get too high baby!
(Turns you on) you really turn me on and on
('Cause you gotta come down) my temperature is risin’
(When the thrill is gone) no, I don’t want you to go

A street kid gets arrested, gonna do some time
He got out three years from now just to commit more crime
A businessman is caught with 24 kilos
He’s out on bail and out of jail
And that’s the way it goes
Raah!

(Kane! Sugar! Kane! Sugar! Kane!)

Athletes rejected, governerds corrected
Gangsters, thugs and smugglers are thoroughly respected
The money gets divided
The women get excited
Now I’m broke and it’s no joke
It’s hard as hell to fight it, don’t buy it!

(Freeze! Haha ha ha! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)
Raah! (Blow!)

(Ahhh) Get higher, baby
(Ahhh) Get higher, girl!
(Ahhh) Get higher, baby!
C’mon!
Raah!

(White Lines) Vision dreams of passion
(Blowin’ through my mind) and all the while I think of you
(High price) a very strange reaction
(For us to unwind) the more I see, the more I do
(Something like a phenomenon) Baby!
(Tellin your body to come along, but white lines blow away)

Little Jack Horner sitting on the corner
With no shoes and clothes
This aint funny, but he took his money
And sniffed it up his nose

(Hey man, you wanna cop some blow?)
(Sure, what you got, dust, flakes or rocks?)
(I got China White, Mother of Pearl, Ivory Flake, What you need?)
(Well yeah, well let me check it out man, just let me get a freeze)
(Go ahead man, stuff I got should kill ya!)
(Yeah man th-that’s that’s raw, wuh)

(Freeze! Haha ha ha! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!
Freeze! Rock! Freeze! Rock! Freeze! Rock!)

by Grandmaster Flash & The Furious Five, dia 16, no LUX...

Simmel:

VIVER É MORRER
o contrário da vida não é a morte...
o contrário da vida é a imortalidade!

sábado, 11 de setembro de 2010

Hans-Ulrich Obrist

Uma longa viagem, durante cinco anos, uma grand tour, a ver, a ver, a ver, e a perceber, aos poucos, que lhe interessava trabalhar com artistas. A cozinha que era utilizada como biblioteca é pensada como espaço de exposição, ideia que lhe permite ter uma cozinha que mostra a ideia de cozinha. Sublinha a importância da música, da ciência, da arquitectura e, sobretudo, da literatura, da poesia - tão presente no início do século XX - para o discurso artístico contemporâneo. É fascinado por mapas, suporte por excelência do início do século XXI, resgatado das práticas da arte conceptual dos anos 70, e tão presente no nosso quotidiano cibernáutico. Assim mapear revela-se uma das acções mais pertinentes na identificação e reflexão sobre os fluxos, as energias e os caminhos que definem as diferentes representações do mundo. O mapa escrito à mão. Interessa-se pela escrita à mão, prática que considera essencial recuperar. O encontro com o universo de Diaghilev, mentor dos Ballets Russes. Modelo de actuação? Terá sido isto que entendi? O tempo e o espaço, experiências performativas na Ópera. Será que ele disse Oprah? hummmm continuando... Os desafios do futuro estão implicam a criação de instituições para o século XXI que se foquem sobre a interdisciplinaridade, sem ambições de obra total, e, ainda, na criação de uma instituição que mostre projectos não realizados, ou seja, um projecto de projectos não realizados. A noção de arquivo é fundamental subjacente à reflexão sobre a História da Arte, enquanto história dos objectos, e sobre a importância de uma História de Exposições, porque há quasi-objectos e não-objectos. Interessa-lhe convocar intelectuais, pensadores, como Lyotard, para comissariarem exposições. Uma crítica aos curadores formados em curadoria?
O futuro é feito de fragmentos do passado, tal como referia Panofsky. São os artistas que lhe dirão o que será o futuro. Actualmente, assistimos a uma imensa polifonia de práticas. Não gosta de leituras homogéneas, massificada ou partilhadas do mesmo autor. É irritante ver que andam todos a ler Alain Badiou. Gosta muito do filósofo francês Bruno Latour e lê todos os dias, como ritual, os escritos de Edouard Glissant, e aconselha o livro The Fabric of Reality, de David Deutsch. Gosta do conceito de realidades paralelas e mais do que artistas que minem o sistema gosta de artistas que criem realidade. Falou, obviamente, sobre o projecto das entrevistas, da vontade de classificar e mapear esse mesmo universo que tem explorado desde meados dos anos 90, arquivado em várias horas de conversa, milhares de horas. Viajou, ainda, pelo projecto Serpentine Gallery e articulou os seus interesses, maratonas, disciplinas, relações, universos e realidades paralelas, com as suas realizações, acontecimentos...
Foi uma ego trip, do início ao fim, num inglês veloz com sotaque alemão ( do géner the "vorld" em vez "the world). Encerrou com a imagem de um mundo visto de cabeça para baixo ou a experiência de um mundo ao contrário. O mundo dele. The End!

A ler:

"Ayla estava quase inconsciente quando ele a deitou de barriga para cima e lhe arrancou febrilmente a tanga, afastando-lhe as pernas. Com um impulso violento, penetrou-a profundamente. Ela gritou de dor e isso aumentou o seu prazer. Atacou de novo, provocando mais um grito e outro ainda. A intensidade da sua excitação pressionava-o, atingindo níveis incontroláveis. Com um último e poseroso impulso que provocou um derradeiro grito agonizante, Broud ejaculou com violência. "

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dias felizes...

Sem evidências

"There is a story about Bertrand Russell giving a public lecture somewhere or other, defending his atheism. A furious woman stood up at the end of the lecture and asked: “And Lord Russell, what will you say when you stand in front of the throne of God on judgment day?” Russell replied: “I will say: ‘I’m terribly sorry, but you didn’t give us enough evidence.’”


in http://opinionator.blogs.nytimes.com/2010/09/05/mystery-and-evidence/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Hoje...


... foi assim. Eu, Grazia Toderi, Marlene Dumas, Calhaus e buracos negros.
Cheguei cedo. Chovia e fazia frio no Porto. O sol apareceu e era Outono.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Current mood:

O que valemos

"Dir-se-á que é da crise. Mas que crise esta, que para os museus provoca cortes tão devastadores, sem aparentes reacções, e para as artes performativas produz convulsões públicas por causa de reduções na ordem dos 10%. Mais uma vez o que está mal não é a capacidade reivindicativa de artistas e autores; é antes o diletantismo de salão de alguma da gente dos museus, daquela que terá certamente expressado em devido tempo, discretamente como convém, a sua gratidão pela magnanimidade dos novos dirigentes e governantes, esperando com isso receber parte do bolo, que afinal é migalha.
Mas existe algo mais perturbante do que as verbas, por muito reduzidas, quase ofensivas, que estas sejam. Porque quanto a verbas, sempre se poderá dizer que 'é o que temos' ou ainda, com maior acerto, 'é o que valemos' na mesa do orçamento da Cultura". (Luís Raposo, in L+arte, Setembro 2010)

Alguém leu o texto - carta aberta de Luís Raposo, publicado na L+arte? É a ler, sem falta!

domingo, 5 de setembro de 2010

És meu amigo?


Poema da vida

PRAIA
PRAIA
MÃE
SUPERMERCADO
DESGRAVAR CONVERSA COM ARTISTA
DORMIR
ACORDAR
ENTUSIASMO
REUNIÃO
DESGRAVAR CONVERSA
DORMIR
ACORDAR
PORTO IDA E VOLTA
DORMIR
ACORDAR
ESCREVER TEXTOS!

sábado, 4 de setembro de 2010

Hoje...

... foi assim!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Facebook:

Eu disse:

‎"Para mim não existe passado nem futuro em arte. Se uma obra de arte não pode viver sempre no presente, nem sequer deve prestar-se-lhe atenção" (Pablo Picasso)

Anónimo 1:
sempre pensei a mesma coisa

Anónimo 1, outra vez:
‎...embora esteja numa fase em q o picasso n anda a bater! lol

Anónimo 2:
Big deal. Nao existe passado nem futuro. Ponto.

Anónimo 3:
power of now pumbas

Eu respondi:
"O presente não é mais do que o prolongamento do passado, o qual, semelhante a uma onda, avança incessantemente em direcção ao futuro. Tudo muda continuamente, mas esta mudança não deve ser pensada como a passagem de um a outro estado, mas antes como uma transição contínua, um fluir sem fim, exactamente como uma 'duração'." Diz Mario Perniola acerca da obra de Bergson. E o futuro? Bom, como diz uma personagem num dos vídeoa do Vasco Araújo, "O futuro? O futuro é já amanhã!"

Anónimo 3, outra vez:
gosto dessa parte da onda

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Em transe...

... pensar nas primeiras artes, responder a e-mails, enviar e reflectir sobre sugestões, entrevistar a juventude, chocolate negro e sementes de girassol, dores na mão direita e o medo das patalogias do passado, ginásio e filmes idiotas que quase nos fazem chorar, adormeço no sofá e sou acordado pelo som dos carros que teimam em passar, pele seca... what a week!

Lusitano?

Museu do Côa, 2010

Origens

"Para Georges Bataille, a arte é o signo da hominização; Lascaux é o símbolo da passagem do animal ao homem, é o 'lugar do nosso nascimento' porque 'se situa no começo da humanidade cumprida'; 'é o sinal sensível da nossa presença no universo'; 'nunca antes de Lascaux atingimos o reflexo dessa vida interior da qual arte - e só ela - assume a comunicação'". (Michel Lorblanchet, O ponto de vista clássico sobre a origem da arte)

"Para mim não existe passado nem futuro em arte. Se uma obra de arte não pode viver sempre no presente, nem sequer deve prestar-se-lhe atenção" (Pablo Picasso)