sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Facebook:

Eu disse:

‎"Para mim não existe passado nem futuro em arte. Se uma obra de arte não pode viver sempre no presente, nem sequer deve prestar-se-lhe atenção" (Pablo Picasso)

Anónimo 1:
sempre pensei a mesma coisa

Anónimo 1, outra vez:
‎...embora esteja numa fase em q o picasso n anda a bater! lol

Anónimo 2:
Big deal. Nao existe passado nem futuro. Ponto.

Anónimo 3:
power of now pumbas

Eu respondi:
"O presente não é mais do que o prolongamento do passado, o qual, semelhante a uma onda, avança incessantemente em direcção ao futuro. Tudo muda continuamente, mas esta mudança não deve ser pensada como a passagem de um a outro estado, mas antes como uma transição contínua, um fluir sem fim, exactamente como uma 'duração'." Diz Mario Perniola acerca da obra de Bergson. E o futuro? Bom, como diz uma personagem num dos vídeoa do Vasco Araújo, "O futuro? O futuro é já amanhã!"

Anónimo 3, outra vez:
gosto dessa parte da onda

1 comentário:

Andre Alves disse...

de presente, deixo um pesado franzir ao repto destas anotações à selecção.
Ainda por cima a afirmação do Picasso tem pernas para andar - que uma coisa tenha sempre poder enquanto representação, não significa que anule que algumas representações específicas tenham sempre o mesmo poder ao longo do tempo. é um problema longo, e ainda que subtil, de clivagem acentuada