terça-feira, 28 de setembro de 2010

Férias:

Praia e enxaquecas. Ansiedades controladas. Trabalhos inesperados. Lanches paternais. Regresso às aulas. Inaugurações. África e Europa. Descubro que o "o balcão de informações é o oráculo moderno". Apetece-me ouvir Fela Kuti. Quero ir para o Mali e para a Nigéria. Gostava de ser fotografado pelo Malik Sibidé, apenas com o meu bronze, atributo da minha condição crítica e revolucionária. O meu bronze é a minha revolução. Estou viciado em Muesli e no discurso vertiginoso de Blaise Cendrars. Descubro, aos poucos, o prazer de um bom chocolate preto, com mais de 75% de cacau. Penso nas linguagens cénicas que não vou apreender e deliro com a imbecilidade dos académicos portugueses. Fragmento-me na cultura e venho-me na possibilidade da civilização. Sou um processo. Não me vou mapear. Vou foder! Vou foder-me. Vou dançar a revolução da alienação.
(Imagem: Malik Sidibé)

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