segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Não, minha filha...

... tu não vais dançar!
O novo filme de Honoré, as memórias do meu campo, final do livro e início de outro livro. A loucura, o quimismo patogénico, o libelo contra a psiquiatria, a falência do horóscopo fisiológico. Patafísica da patalogia social? Histeria!
Estou histérico. Demasiado trabalho? Não. Falta-me o tempo para dançar.
"As doenças existem. Não as fazemos nem as desfazemos a nosso bel-prazer. Não somos senhores delas. Elas é que nos fazem, que nos modelam. Tavez nos tenham criado. São próprias desse estado de actividades a que se chama a vida. Constituem talvez a sua principal actividade." (Blaise Cendrars, Moravagine)
Completamente nu... tenho a fobia do escrúpulo. Ouço os ritmos da vida. Faço parte do meu próprio serviço. Penso no Martírio de São Sebastião mas não tenho qualquer tesão. No metro, olho para uns ciganos romenos, eles olham-me. Gozam-me. Sinto-lhes a raça. São livres. Estupores! Fico com tesão. O meu corpo nu contra aqueles dois corpos nómadas. Lasciate ogni pensiero. Vou ao cinema. São todos anormais à beira de uma piscina ou de um lago, de um rio. Arranham-se, vão contra vidros, cortam-se, figem-se mortos...
"O amor, para minha eterna angústia, não fora a descoberta do outro, mas o esquecimento de mim mesmo" (Manuel Mujica Lainez, Bomarzo).
Quem sou eu? Who am I?
Eu sou quem? Quem eu sou?
Nem às putas das paredes, daquelas velhas paredes das velhas casas da velha paisagem, da velha memória, confesso!

2 comentários:

André disse...

Patafísica da patalogia social?


Importa-se de repetir?

On beauty disse...

ask Blaise! Para ele é a histeria!