segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que valemos

"Dir-se-á que é da crise. Mas que crise esta, que para os museus provoca cortes tão devastadores, sem aparentes reacções, e para as artes performativas produz convulsões públicas por causa de reduções na ordem dos 10%. Mais uma vez o que está mal não é a capacidade reivindicativa de artistas e autores; é antes o diletantismo de salão de alguma da gente dos museus, daquela que terá certamente expressado em devido tempo, discretamente como convém, a sua gratidão pela magnanimidade dos novos dirigentes e governantes, esperando com isso receber parte do bolo, que afinal é migalha.
Mas existe algo mais perturbante do que as verbas, por muito reduzidas, quase ofensivas, que estas sejam. Porque quanto a verbas, sempre se poderá dizer que 'é o que temos' ou ainda, com maior acerto, 'é o que valemos' na mesa do orçamento da Cultura". (Luís Raposo, in L+arte, Setembro 2010)

Alguém leu o texto - carta aberta de Luís Raposo, publicado na L+arte? É a ler, sem falta!

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