quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ando assim...

... indeciso entre a ética protestante, a moral da autenticidade, o mal de existir, a culpa e a ansiedade, o vício do novo, entre a arte e a vida, entre o hedonismo e o altruismo. As coisas acabam - digo para mim mesmo. Novos desafios mas poucas perspectivas. As coisas acabam. Tudo acaba. Be yourself - leio num livro sobre o declínio das vanguardas. Sou um jovem intelectual mas não sou brilhante - condição fodida. O direito à diferença foi-se à vida. O desejo uniformizador pela igualdade manifesta-se na fúria social. Não sou como tu - penso. Não sou estratégico mas tenho tarefas que preciso de satisfazer no máximo das minhas possibilidades limitantes. Fragmento-me e aspiro pela quarta dimensão. Faço um quizz no facebook: "Qual garota Almodovar você é? Você é o símbolo máximo do pós-humano. Uma desconstrução que vaga pelo mundo em vibrantes tacones lejanos. De perto, você parece um tanto tresloucada, mas qualquer um pensaria muito, muito mesmo antes de querer sugerir qualquer mudança em sua persona." Sou um hipercorpo e projecto-me sobre um plano genital!

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