quarta-feira, 27 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Fazer?

Preciso de escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever... respirar, escrever, escrever, escrever.

Current mood



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Current mood:

Pray God you can cope.
I stand outside this woman's work,
This woman's world.
Ooh, it's hard on the man,
Now his part is over.
Now starts the craft of the father.

I know you have a little life in you yet.
I know you have a lot of strength left.
I know you have a little life in you yet.
I know you have a lot of strength left.

I should be crying, but I just can't let it show.
I should be hoping, but I can't stop thinking

Of all the things I should've said,
That I never said.
All the things we should've done,
That we never did.
All the things I should've given,
But I didn't.

Oh, darling, make it go,
Make it go away.

Give me these moments back.
Give them back to me.
Give me that little kiss.
Give me your hand.

(I know you have a little life in you yet.
I know you have a lot of strength left.
I know you have a little life in you yet.
I know you have a lot of strength left.)

I should be crying, but I just can't let it show.
I should be hoping, but I can't stop thinking

Of all the things we should've said,
That were never said.
All the things we should've done,
That we never did.
All the things that you needed from me.
All the things that you wanted for me.
All the things that I should've given,
But I didn't.

Oh, darling, make it go away.
Just make it go away now.

(Kate Bush, This woman's work)

Dia mundia do beijo?


(obra de Nancy Spero)

Vida?

"Pintarás o vinho, o amor, as mulheres, a glória, na condição, meu homenzinho, de não seres nem bêbado, nem amante, nem marido, nem magala. Quem se mistura com a vida, vê-a mal, sofre ou goza de mais com ela. O artista, no meu entender, é uma monstruosidade - qualquer coisa de exterior à natureza" (G. Flaubert, Carta à sua mãe, 15 de Dezembro de 1850)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Stronger


Century mood:

Não, eu não sou de ninguém contemporâneo, / para uma honra tal não estou pronto. / E que nojo me provoca um tal homónimo, / dizer que não fui eu, foi o outro. / Duas sonolentas maçãs o século-rei ostenta / e magnífica boca de barro, / mas, moribundo, à mão enlanguescente / do filho a envelhecer se agarra. / A compasso do século ergui também as pálpebras / doentias – duas maçãs grandes, / contavam-me histórias de humanos pleitos inflamados / os rios largos e retumbantes. / Há cem anos branquejava com suas travesseiras / uma cama leve e desdobrável, / e estirou-se estranho o corpo de barro, a primeira / embriaguez do século findava. / Bem no meio da marcha tão rangente do mundo, / como é levíssima esta cama! / E pois não podemos forjar um outro do fumo, / com este século convivamos. / Num quarto quente, ou numa caravana, nas tendas/ morre o século – e por último / sobre hóstia córnea duas maçãs sonolentas resplandecem num fogo de pluma. (Ossip Mandelstam)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Amor

"O amor da arte, como o amor, mesmo e sobretudo o mais louco, sente-se fundado no seu objecto. É para se convencer de ter razão em (ou razões de) amar que recorre com tanta frequência ao comentário, essa espécie de discurso apologético que o crente dirige a si próprio e que, além de ter pelo menos como efeito redobrar a sua própria crença, pode ainda despertar e convocar os outros para a mesma crença. É por isso que a análise científica, quando é capaz de trazer à luz do dia aquilo que torna a obra de arte necessária, ou seja, a fórmula informadora, o princípio gerador, a razão de ser, fornece à experiência artística, e ao prazer que a acompanha, a sua melhor justificação, o seu alimento mais rico. Através dela o amor sensível da obra pode consumar-se numa espécie de amor intellectualis rei, assimilação do objecto ao sujeito e imersão do sujeito no objecto, submissão activa à necessidade singular do objecto literário (que, em mais do que um caso, é ele próprio o produto de uma submissão semelhante)." (Pierre Bourdieu , As Regras da Arte)